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cinema

Crítica – A 5ª Onda “Furos de roteiro e atuação de Chloe Moretz não ajudam”

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Entrando para o time das adaptações literárias, A 5ª Onda, filme do diretor J Blakeson (The Disappearance of Alice Creed) chega como uma tradução cinematográfica do best-seller de mesmo nome escrito por Rick Yancey. Já adiantando para vocês, novamente estamos falando de uma trilogia de suspense e ficção científica, assim como Jogos Vorazes e Maze Runner. O segundo livro já foi publicado em 2014 com o título de “The Infinite Sea” e o terceiro sairá ainda esse ano, o “The Last Star”.

A proposta de The 5th Wave (título original) é bastante clara, a de envolver jovens e adolescentes em mais uma trama de romance pós-apocalíptico, já que ficamos órfãos das histórias de Suzanne Collins, além de estarmos vendo Maze Runner e Divergente se encaminhando para sua reta final.

Na trama, o planeta Terra começa a sofrer constantes ataques de uma nave alienígena, que os inicia por etapas, essas etapas são chamadas de “ondas”. A primeira utiliza um pulso eletromagnético para aniquilar toda a eletricidade do planeta. Na segunda, um tsunami gigantesco dizima 40% da população. Já na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um tipo de vírus que mata 97% da humanidade, e os que resistiram aos ataques anteriores, começam a ter de lidar com os próprios extraterrestres no meio da população, já que eles adquiriram a capacidade de se hospedar no corpo de qualquer um. Essa foi chamada de a 4ª onda. No meio de todo esse alvoroço acompanhamos a vida de Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz), que junto de seus pais e seu irmão, o pequeno Sam (Zackary Arthur), precisam aprender a lidar com toda aquela situação.

Como falei anteriormente, a proposta de Yancey é trazer à tona mais uma história nos moldes do que já temos visto por aí. No entanto, pelo menos nessa primeira parte, acredito que tudo ficou muito superficial e nada, praticamente nada se aprofunda de forma intensiva para que possamos ter um mínimo de real interesse na trama. A começar pela própria relação entre a personagem de Moretz e o galã Alex Roe. Os dois se relacionam de uma forma muito, mas muito fulgaz, a química entre eles definitivamente não funcionou como o esperado. Além disso, temos de nos deparar com uma série de diálogos pobres e forçados, além de uma certa necessidade do diretor Blankeson de nos impor certos sentimentos e uma consciência moral totalmente desequilibrada. Algumas frases ditas pelos personagens chagavam a soar totalmente ridículas de tão triviais que eram.

a 5º onda

Quanto às atuações, Chloe também não esteve em seu melhor momento. A atriz em algumas cenas parecia qualquer uma daquelas atrizes de novela mexicana de tão forçada que estava. Eram tantas caras e bocas sem sentimento algum que você não sabia se ela estava sentindo dor ou chorando pela situação catastrófica em que se encontrava. Alex Roe já esteve um pouco melhor, porém seu personagem não pedia tanto nesse primeiro instante. E quase todo o elenco adolescente da película pareciam recrutas de qualquer seriado Disney. Definitivamente muito inferior a seus concorrentes já citados.

A 5ª Onda possui uma boa fotografia, além de efeitos especiais bem trabalhados. Fora alguns outros furos de roteiro e a forçação de barra em alguns momentos, acredito que a obra ainda pode melhorar em sua segunda parte. Se não tivemos um bom começo, que ao menos tenhamos um final à altura, mesmo que a história não ajude muito.

A 5 ª Onda estreia dia 21 de janeiro nos cinemas.

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Meu nome é Bruno Cavalcante, sou um estudante de publicidade e propaganda, carioca, escorpiano, apaixonado pela vida e por cinema também. Meu gênero preferido é o terror, mas gosto e vejo de tudo um pouco.

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