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ARTIGO DE OPINIÃO | Como times de futebol influenciam no e-Sports

Felipe Andrade

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Um dos assuntos presentes entre pessoas que gostam ou praticam jogos eletrônicos atualmente são os investimentos dos times de futebol e o quanto isso vai melhorar no cenário em questão de visibilidade e do “preconceito” neste meio. É um fato que o cenário de e-Sports vem crescendo exponencialmente nos últimos anos com a chegada de investimento por parte de nomes influenciadores no país e no mundo.

Os times de futebol e influenciadores, principalmente pela maioria dos jovens por estarem conectados pela internet,viram neste grande negócio em formação uma forma de lucro e investindo, e uma forma de se aproximar da juventude que utiliza a internet diariamente.

No Brasil, desde 2015 o Santos tem uma parceria com a Dexterity que permanece até hoje, em 2016 tivemos um dos principais nomes do futebol nacional e internacional, Ronaldo Nazário de Lima, virando sócio do time CNB e-Sports Club; também temos a Brave e-Sports que tinha uma parceria com o time do Remo até o início do ano, e o Flamengo em julho divulgou que iria começar a investir forte nesta área e que seria uma ótima maneira de se aproximar com o torcedor flamenguista mais jovem e chegou a comprar uma vaga no circuito desafiante.

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Corinthians e a Red Canids anunciaram uma parceria que com certeza irá agregar muito ao time não só em número de torcida mas também em patrocinadores e receitas , e isto é só no League of Legends, também temos times como Goiás e Atlético- GO possuem jogadores de FIFA.

Nos Estados Unidos, dois dos times mais tradicionais de basquete, o Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, adquiriram duas das dez vagas disponíveis do novo sistemas de franquias da LCS NA (Campeonato de LoL americano), contribuindo ainda mais para o desenvolvimento do cenário.

Hoje a entrada dos times de futebol no mundo dos esportes eletrônicos dá muita força para a comunidade continuar na evolução que está, clubes como Santos, Corinthians e Flamengo deverão se tornar grandes exemplos para outros times gigantes não só do futebol mas como de outros esportes também, trazendo novos investidores,patrocinadores e fãs para esta área que está se fortalecendo cada vez mais.

Um fato bastante comum nos e-sports é que os torcedores não levam a paixão pelos times que torcem tão a sério, mas torcem pelos jogadores que estão no time; acredita-se que com a chegada dos clubes de futebol isto irá mudar, fazendo as pessoas admirarem e também odiarem por ser aquele time.

A rivalidade entre estes clubes também é algo que vai contar bastante para o investimento, quem não imagina uma disputa de Flamengo e Corinthians (Red Canids) por uma taça do CBLOL? E isto também pode chamar outros clubes a se programar para investir ou criar uma parceria com alguma instituição dentro de e-sports.

Antigamente se falássemos de cenário profissional dentro de jogos de computadores , era comum de se pensar que as pessoas não tinham o que fazer; como pessoas que não tinham trabalho, faculdade e coisas assim, por que isto era um local muito diferente e quase que obrigaoriamente uma formade lazer, com a juventude conquistando seu espaço no mercado de trabalho e girando uma parte da economia, vemos uma forte presença dos mesmos na fortificação do meio competitivo, sendo ele participando dos campeonatos como jogadores e torcedores, fãs que torcem, e etc…

Os jogos se tornaram uma ótima forma de se aliviar a tensão do dia-a-dia e a rotina de trabalho, até porque a infância e adolescência deles foram jogando também, seja em casa ou em lan-houses. E o desejo até mesmo de se tornar um dia um jogador do seu jogo favorito são sonhos dos jovens que ficam o dia em casa muitas vezes em frente aos seus computadores, jogando e aprendendo.

Muitos jogadores profissionais compartilham que no início de suas carreiras os pais tiveram um pouco de relutância por causa de preconceitos e pela pouca visibilidade que o cenário profissional possuía para deixar os seus filhos entrarem neste meio e até mesmo “jogarem fora” uma vida universitária brilhante e digna, em busca dos seus sonhos, mas que batalharam para estar onde estão e não se arrependem disto.

Acredita-se que com a entrada dos times de futebol e pelos investimentos a serem realizados, poderemos quebrar o preconceito dos e-Sports e crescer ainda mais.

Um outro desafio pouco falado, mas não menos importante, são as dificuldades e haters que alguns sites tradicionais de esporte tem por terem aderido à editoria de imprensa exclusiva sobre e-SPORTS, sendo eles principalmente a SPORTV e a ESPN. Muitos destes problemas ocorrem pelo fato de algumas pessoas não enxergarem o eSPORT como uma prática esportiva, criticando e comparando com futebol e outros esportes já reconhecidos.

Neste ano o 1907 Fernebahçe e-Sports foi o primeiro clube de futebol  no League of Legends a disputar o mundial do jogo, recentemente o Paris Saint German encerrou suas atividades competitivas no mesmo jogo, mas ainda mantém suas Line-up nos outros cenários.

Em agosto o Copresidente do Comitê Olímpico de Paris, Tony Estanguet, disse que vai conduzir conversas com representantes dos esportes eletrônicos e do Comitê Olímpico Internacional (COI) para discutir a inclusão dos e-Sports nos jogos Olímpicos de 2024 na França.

Para Estanguet, os e-sports devem ser considerados como esportes legítimos se as Olimpíadas quiserem manter sua relevância para as futuras gerações. “A juventude está interessada nos e-sports e nesses tipos de coisa. Vamos prestar atenção nisso, encontrá-los e tentar criar alguma conexão”, falou o dirigente, em entrevista à agência de notícias Associated Press

Em contradição a visão de Estanguet, está o presidente do COI, Thomas Bach, que deu uma entrevista em abril, dizendo que alguns dos jogos de esportes eletrônicos “vão contra” os valores olímpicos e que a entidade não tem a certeza de que as modalidades são esportes.

“Não estamos 100% certos se os e-sports são realmente um esporte, no que diz respeito à atividade física e ao que precisa ser considerado esporte. Não vejo uma organização ou uma estrutura que nos dê confiança ou garantia que tenha as regras e os valores olímpicos. Posso dar uma visão pessoal, mas alguns desses jogos vão contra os nossos valores”, disse o Presidente do Comitê.

Mas também não descartou totalmente a possibilidade do fato acontecer.

 “Estamos observando, vemos as diferenças, vemos a falta de organização, mas vemos também a enorme quantidade de jovens que estão envolvidos. Teríamos que ver com muito cuidado como isso seria consolidado”.

Devemos aguardar que 2018 traga bons frutos e mais crescimentos para o competitivo dentro dos jogos e que evoluam cada vez mais

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