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cinema

Convergente – A ótima direção só pecou na hora de dirigir a atriz Shailene Woodley

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Convergente é marcado pela evolução da franquia, sob a direção de Robert Schwentke, o longa começa exatamente onde Insurgente termina, mostrando Tris, Four, Caleb, Christina e Peter lutando para descobrir o que há além do muro. Ao conseguirem, eles se deparam com um cenário de destruição, muito além do que podemos imaginar ao ler o livro. As cenas fora do muro são incríveis e podemos ver que investiram bem na produção, os cenários estão bem fiéis ao dos livros e a fotografia do filme arrisco a dizer, que é a melhor até agora da franquia.

O roteiro foi bem modificado, vocês que são fãs dos livros podem estranhar, mas mesmo com as mudanças, o filme permanece com a essência do livro, não vá ao cinema com a ideia de um filme totalmente fiel ao livro porque você irá se frustrar, mas está melhor que o roteiro de insurgente, que foi totalmente modificado. Vá com a mente aberta que você será surpreendido com essa nova adaptação.

A atuação de alguns atores deixaram a desejar, Shailene Woodley não faz seu melhor desempenho como Tris, em algumas cenas dramáticas ela não mostra todo seu potencial, já Theo James que da vida a Tobias Eaton tem sua melhor atuação na franquia. Entretanto, o grande destaque vai para Naomi Watts que interpreta a líder Evelyn Eaton, a atriz fez uma atuação impecável, quem merece destaque também é Octavia Spencer (Johanna), por sua atuação serena e centrada e Ansel Elgort (Caleb) que teve mais cenas nesse filme, e mostrou seu talento tanto nas cenas dramáticas quanto nas cômicas.

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Se preparem para duas voltas que vão te surpreender: Ashley Judd (Natalie Prior), volta através das memórias de seu “diário”, que no filme é um dispositivo eletrônico, bem diferente do que o livro descreve, e também temos a volta de Ray Stevenson (Marcus Eaton), o pai de Tobias, que volta numa cena de texto do soro da memória, uma cena muito forte.

O filme é tensão atrás de tensão, emoção atrás de emoção. Apesar do alguns furos, o roteiro não é cansativo e consegue te prender do início ao fim. O grande ponto fraco, que também foi o mesmo de insurgente, é a trilha sonora que deixa muito a desejar sendo apenas instrumental.

O filme explica muito sobre o mundo além do muro e sobre os geneticamente puros e danificados, as lutas e ações são intensas e bem feitas e vão te deixar arrepiados. O romance continua entre Tris e Four, os atores tem uma química muito boa em cena e o relacionamento dos personagens parece mais intenso e real nesse ponto da saga. O filme termina com um desfecho muito bom, que te deixa mais ansioso para o último filme da franquia. Quem for ao cinema não vai se arrepender sendo fã da série ou não.

 

Revisão por: Bruna Vieira.

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