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Crítica 2 – A Vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell “Filme é uma grata supresa

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Se você for como eu e cresceu vendo animes, já ouviu falar na animação Ghost In The Shell, criada por Masamune Shirow com adaptação do mangá em longa metragem em novembro de 1995.

RELACIONADO: Critica 1 de A Vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell

A Vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell foi para mim uma grata surpresa, jamais imaginaria que a adaptação de um anime (animação japonesa) feito por americanos fosse dar certo. Nunca estive tão feliz de estar errado. O filme se passa em um futuro distante, onde o ser humano pode viver com “upgrades” robóticos, como braços mecânicos, ouvidos que são capazes de compreender e traduzir várias línguas, e mais tudo o que sua mente puder imaginar.

A história começa com a criação de um corpo cibernético com um implante de cérebro humano, sendo assim criada nossa protagonista Major Mira, vivida pela sempre linda e fatal Scarlett Johansson, que ganha o posto de major um ano após sua criação como “cyborg” sendo uma agente do sector 9, uma divisão antiterrorista do governo, juntamente com Batou, interpretado por Johan Philip Asbæk, e comandados pelo chefe Daisuke Aramaki, interpretado por Takeshi Kitano (ator japonês), a procura de um cyber terrorista cujo o plano é destruir a Hanka robotric.

A Major Mira aqui é um pouco mais expressiva que a do anime, mas nada que à deixe descaracterizada da Major que já vimos antes. Tendo lapsos de memória chamados por ela mesma de “glithes”, e instigando a protagonista a procurar um pouco sobre seu passado antes de se tornar uma máquina. Nossa querida Scarlett fez uma ótima atuação como a Major Mira, pegando bem os trejeitos da personagem sendo calma, fria e calculista.

O Batou está bem presente nesse filme, sempre cuidando da major, vendo ela como uma igual, e não como uma arma. Sendo o melhor amigo da Major no sector 9, estão sempre juntos em missões, cobrindo um ao outro e protagonizando cenas de ação ao melhor estilo “brucutu” do cinema. Confesso que não conhecia o ator Johan Philip Asbæk, mas ele ficou perfeito no papel de Batou, assim como no anime, ele tem um porte alto e forte, e em sua atuação também foi ótima, um cara grande que leva seu trabalho muito a sério, mas nunca deixa os amigos para traz. (Batou é meu personagem favorito na animação, e aqui continua sendo).

A cidade onde se passa o filme é impressionante, um futuro cyber-punk com hologramas por todos os lados todos muito coloridos, diferente dos prédios cinzas e favelas, o que me leva a dizer que os efeitos visuais desse filme são os mais lindos e impressionantes que já vi em muito tempo, não via nada tão surpreendente desde Matrix (que tem muita inspiração do anime de Ghost in the Shell).

Figurino e caracterização estão ótimos nesse filme, desde o cabelo da Major e do Batou e suas roupas, os humanos com partes robóticas e robôs quase humanos, até a maquiagem insana para os olhos robóticos do Batou, e falando no Batou, não posso esquecer de mencionar que o carro dele está simplesmente igual e 100% fiel ao anime, uma das coisas que mais gostei.

A Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell, fala muito de memorias perdidas e enigmas do passado, juntamente com muita ação, efeitos especiais de cair o queixo, cenários Cyber punk, e fanservice para otaku (fã de animes e mangas) nenhum botar defeito.

Se você já viu Ghost in the Shell no anime ou gosta do tema Cyber Punk como no filme Blade Runner, esse é um filme que não pode ficar de fora da sua lista para esse ano. E vá ao cinema de mente aberta para as mudanças de roteiro, achei todas validas para melhor compreensão do público que não é familiarizado com a cultura dos animes.

Extremamente recomendado, de fã para fã. A Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell estrou hoje dia 30 nos cinemas brasileiros.

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