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Annabelle 2: A Criação do Mal “Sustos fazem o filme ser um diferencial entre o gênero”

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Eu defino como terror tudo aquilo que causa MEDO. Ao longo de sua história, o cinema de terror já nos apresentou diversas opções e grandes obras. Mas é desde os anos 80 que a palavra “TERROR” não tem uma definição exata. Surgiram diversas categorias dentro do seu gênero. Tivemos o ‘clássico’, o ‘trash’, o ‘gore’, o ‘slasher’, o infame ‘terrir’ e mais recentemente o chamado ‘pós-terror’ com filmes como ‘Corrente do Mal’ (2014), ‘ A Bruxa’ (2015) e ‘Corra!’ (2017). Isso sem contar os diversos tipos de seriais killers, meninas-fantasmas, casas assombradas, objetos amaldiçoados e demônios. Agora, a ideia de se criar um Universo Estendido é a primeira vez. E não, não é um crossover como foi ‘Freddy vs Jason’ (2003). Conheçam o The Conjuring Universe e sua nova estreia da semana: ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’.

Bom, de cara podemos avaliar não ser nenhum novo clássico do terror, mas nos oferece além do imaginado inicialmente. E com um detalhe muito importante: é divertidíssimo e cheio de easter eggs dos outros filmes que compõem este universo de ‘Invocação do Mal‘ (2013). Agora há um porém que não pode ser deixado de lado. A imprensa viu o filme numa sala 4DX, sabe como é? São aquelas onde o espectador faz parte da ação ao sentar em cadeiras que se mexem, inalam odores e sentem o clima das cenas apresentadas na grande tela. O roteiro é bom, os personagens são bem interpretados, a história amarra bem todos os outros filmes mas a impressão é de se estivéssemos em outra sala, talvez não houvesse esses sustos todos. Aliás, a experiência na sala assemelhava-se a uma diversão num parque de terror. Mesmo num clima denso e pesado, bastava uma certa mexida na cadeira, um brilho diferente na iluminação da sala, uma fumacinha e pronto: várias gargalhadas e gritinhos. Um artifício da produção para garantir boas críticas? Quem sabe? Mas, se não houvesse méritos no filme, isso por si só não salvaria a fúria jornalística. E ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’ tem. É possível ficar algumas noites sem dormir com certas cenas.

O roteiro (escrito por Gary Dauberman, do novo ‘It, A Coisa’ que estreia em setembro) aborda a origem da bonequinha demoníaca que foi feita por um mestre de brinquedos. Ele e sua esposa perdem tragicamente sua filhinha Annabelle e após anos lidando com a dor, resolvem receber em sua enorme casa, uma freira e cinco meninas de um orfanato fechado recentemente. As meninas, crianças que são, começam a vasculhar a casa e descobrem a sinistra boneca. E partir daí, temos o desenrolar de todo o universo compartilhado.

O interessante do filme são, realmente, as referências com esse novo mundo. Tudo está bem conectado com os outros filmes. Mérito de James Wan, produtor e diretor dos anteriores ‘Invocação do Mal 1 & 2’ e também criador da franquia ‘Jogos Mortais’ (2004). As atuações também merecem destaque: as atrizes mirins Talitha Bateman e Lulu Wilson são competentes e entregam personagens fortes e ao mesmo tempo frágeis. O resto do elenco está alinhado e ajuda muito no desenvolvimento do longa.

Obviamente, ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’ tem um erro e aqui e outro acolá, afinal quem, numa madrugada em uma casa enorme, entraria num quarto escuro e abriria outra porta mais sinistra só por ter ouvido uma voz chamar? Mas, em geral, o filme entrega bem a ideia de criar um novo universo sobrenatural. O final é bem amarrado e surpreendente. Ah, e tem duas cenas pós-créditos.

Vale a pena a ida ao cinema? Vale. Mas, vai depender muito mais das suas expectativas do que do filme em si. Ah, e da sala, claro.

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Jornalista, boêmio, fanático por futebol, música, Netflix, Homem-Aranha, quadrinhos, cinema nerd e não vejo a hora ou da Khaleesi tacar fogo em Kings Landing ou do Rick arrancar a cabeça do Negan.

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