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Crítica do filme Homem-Formiga

Mais um filme da Marvel, com um daqueles super-heróis muito famosos, que todos conhecem, ou não? Neste mês, para fechar a Fase 2 do Mavel Cinematic Universe chega nos cinemas o filme do Homem-Formiga, com um elenco formado por Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lilly e outros.

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Um personagem que está presente desde a primeira formação dos Vingadores, que se iniciou na década de 60, mas ainda assim, o grande público nunca tinha ouvido falar. Um filme sobre um herói cujo, nos quadrinhos, o seus principais superpoderes são mudar drasticamente o seu tamanho e a capacidade de se comunicar telepaticamente com formigas. Mas depois do que foi apresentado no filme d’Os Guardiões da Galáxia nada disso importa. Não importa o quão desconhecido seja o personagem ou quão banais são seus poderes, a Marvel mostra que sabe fazer o seu trabalho, não nos entrega algo tão bom quanto os seus filmes anteriores, mas satisfatório.

O filme diverte, com o que um filme de super-heróis precisa ter: a famigerada jornada do herói. Scott Lang inicia a história como um anti-herói, saindo da prisão por ter assaltado uma grande empresa para devolver aos pobres o dinheiro que os foi roubado, ao melhor estilo Robin Hood. O anti-herói que é um pai ausente, mas ainda assim sua filha o ama. O desenrolar da história se baseia na redenção deste ex-presidiário que precisa invadir o laboratório do Cross, o vilão, para roubar a tecnologia do Jaqueta Amarela, antes que a mesma “caia em mãos erradas”, uma tecnologia que se baseia nos mesmos princípios da armadura do Homem-Formiga. Para isso, Hank Pym precisa de um ajudante, Scott Lang, para usar o uniforme, pois ele não o usa mais, ficar do tamanho de um inseto e se infiltrar no laboratório, que possui alto nível de segurança. Como toda trama de herói está presente o mentor, o treinamento, a redenção, o par romântico, o vilão, o alívio cómico e o final épico. Passou por diversos roteiristas, o que se esperava ter como resultado um emaranhado de furos de roteiro e pontas soltas, mas no final é um roteiro simples, redondo e bem amarrado, sem sentimentalismo e profundidade. Os roteiristas ainda se aventuram pelo mundo da física quântica e partículas subatómicas.

Como tudo que a Marvel traz possui alguns easter eggs, o Homem-Formiga não ficou de fora: Em uma conversa com o vilão Cross com o Dr. Pym, o homem formiga original, ele questiona sobre a existência do mesmo e diz que ele não passa de um “Tales of Astonish”, uma tradução seria um conto de ficção, um conto que assusta. Mas na verdade Tales of Astonish é o título da revista que contém a primeira aparição do herói. Não ficou de fora a mais nova “aquisição” do Cinematic Universe da Marvel, o Homem-Aranha. Em um diálogo do filme, onde o Falcão está conversando com uma mulher, ele pergunta sobre o Homem-Formiga e ela diz que ele precisa ser mais específico, pois agora eles têm outro inseto acrobata que escala paredes e se balança por aí. O Falcão é o único herói que faz uma participação no decorrer do filme, mas os Vingadores também são mencionados algumas vezes.

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O filme deixou a desejar em ambos os pilares que a Marvel se solidificou no seu universo cinematográfico, as cenas de ação e as piadas. O longa-metragem apresenta pouquíssimas cenas de ação que são realmente empolgantes e piadas não muito engraçadas, em momentos mal aproveitados e mal pontuados. Deixou a impressão que está ali mais para preencher uma lacuna, talvez o personagem tenha algum papel importante futuramente no universo Marvel. Um pouco mais divertido, mas me fez lembrar aqueles terríveis filmes de origem da Fase 1. Talvez filmes de origem já não agradem mais, aguardaremos o Doutor Estranho e o Pantera Negra.

E claro, fica o lembrete de não sair logo ao final do filme, porque existe uma cena que passa entre os créditos e uma que passa no pós-créditos, ao final de tudo.

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