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cinema

Crítica do filme ‘Vingadores: Era de Ultron’ COM SPOILER

Leandro Medeiros

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Depois de meses de espera e muitos trailers/spots, enfim estreia a continuação da bem sucedida franquia Marvel nos cinemas ‘Vingadores: A Era de Ultron’. O filme expande a atividade super heroica através do mundo, trazendo novos personagens, e alguns conceitos diferentes dos originais de hq. A trama básica concentra-se na criação acidental de Ultron, uma inteligência artificial, a partir da ideia de proteção mundial via tecnologia de Tony Stark. O que pode ser dito com justiça: é um grande filme de ação, muito divertido, não há dúvidas. A interação dos heróis, sua ação conjunta, principalmente no início do filme, além dos aspectos mais intimistas em relação a personagens como Gavião Arqueiro e Viúva Negra são o que há de melhor no longa. Heróis desprovidos de poderes, ambos conduzem algumas cenas com seus colegas poderosos, trazendo o quesito ‘humanidade’ à pauta.

Além do “groove” da equipe base de Vingadores, novos três personagens, clássicos integrantes do time dos Vingadores nos quadrinhos, dão as caras: os irmãos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, e Visão, o sintozóide co-criado por Ultron.

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Os irmãos Pietro e Wanda são personagens pegos nos limites de direitos de uso no cinema, entre Fox e Marvel/Disney. Ao mesmo tempo que fazem parte do núcleo dos Vingadores, ambos são/eram mutantes (pois isto está sendo revisto atualmente), filhos de Magneto e participantes do background mutante. Mercúrio foi utilizado em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” recentemente, sendo foco de muita polêmica. Ao mesmo tempo que X-Men estava em produção surgiu a notícia da utilização do personagem também pela Marvel em Vingadores, causando grande alvoroço entre os fãs. A versão de Evan Peters (X-Men) foi muito bem aproveitada e surpreendeu, superando todo um mal estar inicial dos fãs, devolvendo assim a bola para Aaron Taylor-Johnson em Vingadores. Aaron e a produção de Vingadores conseguiram manter alto o nível conseguido em X-Men, sem apresentar grandes novidades. Para minha total decepção o problema com direitos envolvendo Pietro é resolvida de forma bem drástica e rápida, assim como os poderes do personagem. Felizmente o mesmo não acontece com sua irmã poderosa.

Se Tony Stark respondeu ao Loki “temos o Hulk” no primeiro filme, Ultron poderia responder “temos a Feiticeira” neste. A Feiticeira Escarlate de Elizabeth Olsen proporciona, com seus poderes, muitos dos melhores momentos do filme. Redefinidos em relação aos quadrinhos, os poderes de Wanda impulsionam as cenas de profundidade do filme, levando alguns personagens aos seus limites psicológicos, enriquecendo a trama. Apesar de serem bem diferentes dos poderes da personagem nos quadrinhos, os apresentados no filme não deixam a desejar, oferecem estrago e diversão equivalente.

Visão, interpretado por Paul Bettany, tem como consciência a inteligência artificial Jarvis. Stark, Banner e Ultron assumem a criação do sintozóide juntamente com a Gema da Mente, artefato que se encontrava no cetro de Loki no primeiro filme e que faz parte das Jóias do Infinito, interesse de Thanos. O personagem é uma agradável surpresa, pois é uma das poucas coisas que conseguiram escapar da exposição dos trailers.

Apesar do resultado geral ser bom, ótimo filme de ação, fica um sentimento paradoxal, de que a expectativa foi maior que o resultado. Muito disso deve-se à expectativa gerada pelos trailers e até mesmo o excesso de exposição do conteúdo do filme. O vilão Ultron, ficou diluído e com pouca profundidade se comparado aos outros personagens. Sua criação, o Visão, dispõe de tudo que lhe falta, uma motivação mais palpável. Ultron parecia ser mais profundo e sombrio nos trailers. Sua origem rasa e personalidade em evolução gradativa o fazem parecer perdido. Enquanto nas hqs ele tem todo um contexto de revolta contra os humanos e desvio de programação, sua versão pro cinema não deixa tão aparente de onde vem sua ira e do quê quer se libertar. Um dos melhores momentos é quando o vilão canta a música do Pinocchio, “I’ve Got No Strings”, que alcança justamente a profundidade que lhe falta.

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