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Crítica do filme “Guardiões da Galáxia”

kjkGuardiões da Galáxia

( Guardiões da Galáxia – EUA, 2014 -121 Minutos – Aventura)

Direção: James Gunn

Roteiro: James Gunn, Nicole Perlman

Lista: Chris Pratt, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Lee Pace, Dave Bautista.

 ***** (5 estrelas)     Guardiões da Galáxia é mais uma aposta da Marvel Studios para levar seus heróis menos famosos para o cinema, e o faz de uma maneira bem competente – e leve.

Apesar de contar com um elenco de super-heróis pouco conhecidos para o público em geral – principalmente para quem só tem contato com a editora dos HQs pelo cinema –, o filme traz personagens icônicos dos HQs e vai deixar muitos NERDs felizes! À despeito do hiper-realismo buscado em diversos outros universos heroicos nas telas, o filme é divertido e bem estruturado, conseguindo êxito em sua proposta de entretenimento ao fazer um filme de super-heróis com uma atmosfera pouco séria – sem que isso desmereça ou seja um demérito do longa.

O roteiro, apesar de eventualmente debochado, é extremamente inteligente e simples. O longa não se leva à sério, mas nem por isso não deixa de ser um excelente exemplar de ficção científica.

Logo nas primeiras cenas temos uma sequência dramática cuja função é, mais do que apresentar o protagonista de uma maneira que conquiste o apoio e o apreço do público – através do nosso testemunho de uma condição humana bem sofrida –, serve para construir a base que justificará o arco dramático do protagonista e suas ações ao longo da projeção. Após essa abertura, o tom do filme abraça o deboche e o alivio cômico como código principal.

Com isso, o filme ganha um ar non-sense, típico dos filmes dos anos 80 (quase a dos desenhos clássicos de Hanna-Barbera). O roteiro adota um clima leve, nunca se levando à sério demais, se permitindo rir de bobagens e de clichês de filmes de sci-fi, de ação ou de super-heróis. Notem, por exemplo, quando os integrantes da equipe se preparam para o terceiro ato do filme, cenas clichês típicas são ‘sabotadas’ por um bocejo, ou por um comentário jocoso no final de uma cena que poderia soar completamente constrangedora mas que não termina assim por conta dessa lógica inteligente e divertida – todos de pé, numa roda.

Logo de inicio temos Peter Quill – agora StarLord, em uma expedição, buscando o objeto principal da trama, de uma maneira inusitada – e já fica estabelecido que os alívios cômicos não serão exatamente alívios, mas o código central que dará o tom do filme ao longo da narrativa. As atuações, por tanto, por vezes exageradas – algumas beirando o Over – não soam estranhas. Já nessas primeiras cenas intergalácticas, a mais famosa franquia interestelar do cinema – Star Wars – vem à mente, e como unanimemente a crítica comparou, a dinâmica entre os demais personagens, especialmente Rockett e Groot nos lembra Han Solo e Chewbacca. O próprio Peter Quill é comparado à Luke Swywalker, embora notavelmente seja mais esperto que seu antecessor.

A trilha sonora Oitentista auxilia nessa ambientação do clima análogo aos filmes da época, independente do designer da produção extremamente futurista, com fotografia em tons fortes, predominantemente em cores Azuis e Roxas. Além das peles azuis, verdes e vermelhas, cabelos berrantes, uniformes colados, etc. É bastante esmerado os efeitos e a direção de arte, e os personagens já citados, Rockett e Groot, são perfeitamente bem executados. E a atuação de Vin Diesel e de Bradley Cooper, vocalmente, é impecável. Os personagens de CGI ganham vida desde suas primeiras cenas. O Design de produção das naves é bem contraposto – naves envelhecidas dos mercenários em contraposto ao design classudo das naves do departamento político de Xandar.

A apresentação e introdução dos demais personagens que comporão a equipe, considerando-se que temos uma equipe menos famosa do grande público, é bem realizada e encaixada de maneira orgânica ao roteiro, sem soar gratuita ou deslocada – mais uma prova da inteligência do roteiro.

                As cenas de ação são criativas e bem executadas – A sequência da luta no chão, no primeiro encontro entre Quill, Gamora e a dupla Rockett e Groot é sensacional. Bem coreografada e intensa. E a forma como o filme se utiliza de saídas criativas e debochadas para resolver seus conflitos – como no clímax, no final, é extremamente empolgante. E a câmera utiliza-se de takes grandiosos, principalmente nas batalhas de naves e no ato final. A direção de James Gunn é coesa com a premissa do roteiro que ele ajudou a escrever, amarrando todos os elementos do filme que não só é um dos melhores de supere heróis, com um dos melhores entretenimentos que o cinema pode propor.

Diego é escritor, possui contos publicados nas coletâneas da FLUPP Pensa (2012 e 2013), é amante de teatro (fez cursos de dramaturgia moderna e contemporânea) e ainda faz críticas de cinema (tendo estudado Teoria cinematográfica e crítica com Pablo Villaça). Na vida real é Psicólogo e trabalha com clínica e projetos sociais.

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