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cinema

Crítica “A Lenda de Tarzan”

Tati Perry

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LOJA DC 4

A história do homem da selva criada por Edgar Rice Burroughs em 1912 já é mais do que conhecida por todos. Retratada em livros e em diversos filmes, sendo a versão da Disney de 1999 uma das mais famosas, nos vemos diante novamente de uma abordagem cinematográfica da história de Tarzan.

“A Lenda de Tarzan” se passa em um período subsequente à história normalmente contada. Agora o homem da selva é uma lenda de Londres, conhecido como John Clayton III (Alexander Skarsgård), ou Lord Greystoke. John carrega uma representatividade social muito grande na Inglaterra, uma vez que foi criado na selva e conseguiu se adequar aos costumes da elite inglesa. Tentando seguir o caminho do marido, Jane (Margot Robbie) tenta representar uma mulher delicada e cordial, entretanto, a saudade da África ainda a assola.

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Depois de muita reflexão, John retorna à suas origens à convite da Rainha Vitória, ou pelo menos era o que ele imaginava. Quando chega no Congo, Lord Greystoke é alvo de uma emboscada, arquitetada pelo vilão Leon Rom (Christoph Waltz), e se depara com uma África altamente escravizada por seu país. Diante deste cenário, John volta a ser a lenda Tarzan.

O interessante da história é que a abordagem mostra um homem querendo se livrar da fama que o cerca, e ser reconhecido por seus feitos como um homem civilizado da Inglaterra. Mas quando ele encontra seu verdadeiro lar escravizado e desmatado, a lenda retorna, consequentemente, o herói também.

A história de Tarzan na selva é retratada através de flashbacks. Como ele chegou, como conheceu Jane, e todos os desafios que enfrentou ao crescer rodeados de gorilas. Diferentemente da abordagem da Disney, neste longa, a família gorila é mais sombria, e um dos predadores do Congo. Apesar das poucas referências ao desenho da Disney, temos a aparição da macaquinha Terk, melhor amiga de Tarzan, e também do elefante Tantor.

O filme aborda muitas questões políticas da época, o que pode acabar tornando o longa pouco interessante para o público infantil. Mas um aspecto muito interessante foi mostrar a população do Congo. Em a “Lenda de Tarzan”, o homem da selva não passa toda a sua vida na África ao lado dos gorilas. Após conhecer Jane, ele vive em um aldeia do Congo. A beleza e os costumes da população local nos faz migrar para um ambiente respeitoso, e é sempre bom ver na tela a representação de uma cultura diferente.

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Sobre a fotografia de Henry Braham, temos prós e contras. Em um plano aberto, temos belas imagens de um Congo representado pelas neblinas em contraste com o sol. Ao mesmo tempo que a neblina enfatiza o tom sombrio do filme, o sol suaviza a tela e nos dá uma bela imagem. Entretanto, em alguns momentos do longa, o uso do CGi, aqui sendo criticados não no uso dos animais, o que acaba sendo inevitável, mas da selva, acabam por se mostrarem falhos e super visíveis, o que nos passa uma sensação enorme computadorização. O slow motion ainda enfatiza essa sensação.

Não tivemos nenhuma atuação muito desafiadora, pois os diálogos eram simples e objetivos. David Yates, diretor do filme, nos trouxe um filme sem muita comédia, com muitas lutas verídicas e sem restrição de violência. As poucas risadas do longa ficam por conta de Samuel L. Jackson. Alexander Skarsgard ficou bem no papel de Tarzan, trazendo um personagem com um vocabulário simples, devido à sua origem. Com a grande marketing de “Esquadrão Suicida”, Margot Robbie passa quase que despercebida como Jane, embora nos mostre uma mulher empoderada em suas aparições no filme. Os nativos do Congo não possuem muito diálogo, mas como disse anteriormente, a cultura africana retratada na tela é belíssima. 

“A Lenda de Tarzan” estreia dia 21 de julho nos cinemas.

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