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Critica | Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Fomos convidados para assistir Sete Minutos Depois da Meia-Noite, e quando me chamaram fui dar uma olhada no trailer e fiquei bastante empolgada com a história, imaginei um filme cheio de aventuras e descobertas, tipo As Crônicas de Nárnia. Bem, estava em parte enganada.

Há aventura e muita fantasia, mas esse filme é sobre as dores da vida. Sobre um menino “velho de mais para ser criança e jovem de mais para ser adulto”. Conor tem apenas 13 anos, sofre bullying na escola, sua mãe está morrendo, seu pai é ausente e sua avó materna para ele é uma bruxa. Além de ter que lidar com os problemas na escola, ele ainda tem que ser um bom filho ajudando em casa, já que sua mãe está impossibilitada (e ele faz isso sem reclamar), seu pai constituiu outra família e vem visitá-lo ocasionalmente, sua avó quer levá-lo para morar com ela.

Entre todos esses conflitos, Conor encontra prazer em desenhar, desde pequeno era incentivado pela mãe e desenha em especial um freixo que fica em um cemitério próximo a sua casa. Todas as noites Conor tem um pesadelo com esse cemitério e acorda pouco antes do relógio virar 00:07h. Em uma noite algo surpreendente acontece, a árvore ganha braços, pernas e um rosto e vem atrás de Conor com a proposta de lhe contar 3 histórias em troca de uma, em que ele deverá contar a verdade sobre seus pesadelos. Entre a curiosidade e o temor, ele aceita a proposta e todas as noites a árvore volta às 00:07h.

Nesse filme vemos um menino encarando seus medos, mantendo ainda a curiosidade típica da infância, misturada com ousadia e um medo terrível de perder a mãe. É extremamente emocionante as cenas em que estão no hospital e que ele e a mãe tentam ser fortes. É interessante que o filme nos apresenta um personagem chave na vida de Conor e em seguida uma história que nos faz acreditar que se trata de tal personagem. Essas histórias, são metáforas sobre lições que aprendemos com o passar dos anos, mas que aquele menino precisava aprender logo.

Com a brilhante direção de Juan Antonio Bayona (O Orfanato), o filme se desenrola de forma dramática, porém com um “que” de leveza dada a fantasia e uso de diversas cenas em aquarela. O ator Lewis MacDougall (Peter Pan) surpreende, por ser tão bom ator, encenando com uma profundidade emocional que não se vê em muitos marmanjos. E Felicity Jones (Rogue One – Uma História de Star Wars) é a mãe de Conor e apesar de não ter grandes falas, emociona nos gestos. A trilha sonora e a ausência dela acrescentam ainda mais dramaticidade às cenas.

Tudo para mim foi perfeito, um dos melhores filmes do gênero.

Assista o trailer:

 

Sete Minutos Depois da Meia-Noite é baseado no livro homônimo de Patrick Ness, lançado recentemente no Brasil pela Editora Novo Conceito, sua adaptação cinematográfica estreia no dia 05 de janeiro de 2017.

Revisado por: Bruna Vieira

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1 Comment
  • Stiles Stilinski Nogitsune

    me interessei…

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