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JOGOS MORTAIS JIGSAW: TORTURA MESMO É ASSISTIR ESSE FILME CAÇA-NÍQUEL

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A franquia de terror mais bem sucedida da história está de volta. Sim, temos um novo Jogos Mortais. Depois de sete filmes em sequência, de 2004 até 2010, e um hiato de sete anos, o produtor/diretor James Wan nos apresenta Jogos Mortais: Jigsaw.

Dirigido agora pelos irmãos Michael e Peter Spierig, do ainda não lançado Winchester, que chega em fevereiro de 2018, Jogos Mortais: Jigsaw vem nos trazer um pouco mais de sua fórmula gore de sustos, sangue, mutilações e finais impensáveis. Mas agora em menor número e pior qualidade. Se liga só no roteiro:

Vários corpos estão surgindo na cidade com a marca do quebra-cabeça, evidência principal do assassino Jigsaw (Tobin Bell). O problema é que John Kramer, o Jigsaw, está morto há 10 anos. Cabe ao Detetive Halloran (Callum Keith Rennie) e seu assistente Keith Hunt (Clé Bennett), com a ajuda dos médicos legistas Logan Nelson (Matt Passmore) e Eleanor Bonneville (Hannah Emily Anderson), tentarem resolver o mistério.

Ao contrário dos outros filmes, mais precisamente os três primeiros, este novo Jogos Mortais peca muito na inovação e no gore, sua principal característica. As mortes são bem mea-boca e chegam até a esconder certos detalhes onde as obras anteriores chegariam a dar até zoom. Mas nada se compara ao seu novo estilo narrativo caça-níquel.

Sim, o filme é decepcionante para fãs e para quem nunca viu John Kramer na vida. Não há o que dizer muito bem sobre o filme. John Kramer está morto. Se já era errado enrolar com mais quatro filmes após o terceiro, não faz o menor sentido trazer um oitavo. E a explicação final é tão tosca que não sei como o ator Tobin Bell topou isso. Ah, sim, claro. Dinheiro, óbvio. Mas, podia rolar um respeito à memória dos fãs e do próprio personagem.

Quando Jogos Mortais surgiu em 2004, rapidamente se tornou um clássico. Não conheço uma pessoa que não tenha ficado completamente fora de si (no bom sentido) quando surgem as últimas cenas do filme. As sequências 2 e 3 tinham alguns defeitinhos mas a história estava bem expandida e merecia um final no quarto. Mas, de novo o dinheiro falou mais alto e os produtores achavam que dava para esticar mais um pouco com as continuações 5 e 6 até finalmente, encerrarem no sétimo Jogos Mortais: O Capítulo Final. Um bom desfecho por sinal.

E é exatamente por esse bom final que deveriam ter deixado John Kramer descansar em paz.

Jogos Mortais: Jigsaw é um filme longe anos-luz de ser memorável como qualquer outro da franquia. É esquecível, com poucas mortes interessantes, economia de sangue e vísceras e uma decepção aos fãs do tamanho do mundo onde foi criado. A maior tortura do filme, a mais sangrenta é realmente assistí-lo.

Jogos Mortais: Jigsaw estreia dia 30 de novembro no Brasil.

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Jornalista, boêmio, fanático por futebol, música, Netflix, Homem-Aranha, quadrinhos, cinema nerd e não vejo a hora ou da Khaleesi tacar fogo em Kings Landing ou do Rick arrancar a cabeça do Negan.

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