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Marvel – Sinônimo de representatividade e como foi dublar Misty Knight

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A MARVEL tem investido fortemente no mercado de séries com seus personagens até bem pouco tempo em segundo plano ou de “escada”, como costumamos dizer no teatro (personagens que projetam para cima aqueles considerados de primeira linha editorial, tais como: Capitão América, Thor, Homem de Ferro, Hulk, Homem Aranha entre outros).

Estes personagens “menores”, muitos sem revista própria ou que as tiveram por apenas algum tempo serviam inclusive para fazer a propaganda dos maiorais e isso se deve a fatores interessantes que vão desde a abordagem mais realista e adulta, até a produções menos glamourosas e monumentais, portanto com realizações de custos menos elevados, sem que com isso perca em qualidade e abrindo um leque maior nas preferências e representatividades.

Falando nisso é bom ressaltar que a MARVEL sempre teve essa preocupação em seus lançamentos, remontando a isto o final dos anos 50 e décadas de 60 E 70 com lançamentos históricos (Pantera Negra personagem criado por Stan Lee e pelo escritor e ilustrador Jack Kirby, surgiu pela primeira vez em Fantastic Four 52 julho de 1966 e nossa querida Tempestade, a Ororo, que foi esposa do Pantera e lançada em 1975, Luke Cage que apareceu surgiu em Luke Cage, Hero for Hire # 1 junho de 1972 e foi criado por Roy Thomas, Archie Goodwin e John Romita Sr e foi o primeiro super-herói negro a ter uma revista própria. Criado durante o auge do gênero cinematográfico Blaxploitation, Misty Knight foi mencionada pela primeira vez na revista “Marvel Premiere” n° 20 em janeiro de 1975, aparecendo na íntegra no número 21 com sua vida se transformando completamente quando a explosão de uma bomba feriu gravemente seu braço e a obrigou a deixar o trabalho das ruas como policial de Nova York, só para citar alguns exemplos.

Atualmente este mercado representativo está fazendo mais exigências de consumo tanto nas HQ’s como no cinema e seriados e é claro que a espertíssima super empresa não ficaria fora dessa. Então é muito interessante quando percebemos como tais personagens evoluíram até estes dias. Antes mais durões e essenciais eles apresentam agora, tanto no tipo físico (em sua maioria) como na linha personal, uma discussão mais abrangente e menos guetificada com preocupações mais socializadoras e toques mais humanos.

Citando mais uma vez Luke Cage e Misty Knight (que eu amo e tenho a honra de dublar) que atualmente não lutam apenas pelo Harlem e Hell’s Kitchen (domínio do Demolidor), mas pela cidade de Nova Yorque, e em se tratando de defender a capital do consumo é como se lutassem pelo way of life de todo o mundo conhecido. Brincadeiras à parte, mesmo antes, o tom quase brutal do “herói de aluguel” Cage (é claro que mesmo naquela época o herói, ao final, sempre derretia um pouco seu coração sem deixar cair a máscara de “eu sou o cara”) cede lugar a um homem não menos vigoroso, porém mais condescendente e pensador. Agora ele não quer mais resolver tudo na base da pancada como sempre fazia e reluta mais antes de entrar numa briga, (mas quando entra, socorro, sai de perto rsrs). Misty também transforma-se numa guerreira implacável na luta contra o crime organizado com sua ação voltada para o bem comum com muita atitude e discernimento.

Dessa forma vem acompanhando na série, Jéssica Jones (uma viagem no carro de família mudaria totalmente a vida de Jessica e criaria a heroína tão performática que curtimos. Jessica e o seu irmão estavam discutindo tanto que seu pai distraiu-se com a confusão e perdeu o controle do carro que bateu em um caminhão que transportava um material experimental não identificado que contaminou Jessica.

O seu irmão e pais não sobreviveram ao acidente e a ela sofreu tantos ferimentos que ficou em coma durante meses. Quando acordou foi adotada pela família Jones, da qual assumiu seu novo nome. Muito tempo depois do acidente, Jessica manifestou seus super poderes como resultado da exposição ao material radioativo), Punho de ferro (alter ego de Danny Rand. Criado por Roy Thomas e Gil Kane, Punho de Ferro apareceu pela primeira vez na Marvel Premiere #15 em maio de 1974. Ele é um lutador de artes marciais e o portador de uma força mística conhecida como o Punho de Ferro que lhe permite convocar seu chi. Ele estrelou sua própria série solo na década de 1970 e compartilhou o título Power Man and Iron Fist por vários anos com Luke Cage, em parceria com Cage para formar a equipe de super-heróis Heróis de Aluguel), Demolidor (Daredevil ou o Homem Sem Medo. Ele foi criado por Stan Lee e Bill Everett, apareceu pela primeira vez em Daredevil #1 emAbril de 1964.

E voltando minha atenção para a agora destacada Misty Knight quero tecer alguma palavras como é a emoção de dublar esta incrível personagem. A Misty tem um poder pessoal incrível, vive numa esfera de austeridade e ética, é uma mulher forte acima de tudo. É emocionante viver como dubladora em seu universo trágico. Ela é muito real e intensa o que exige de mim uma postura igual na voz que tenho que fazer: forte e inflexível. Sempre digo que ela é a mais real de todas e me vejo nela em vários situações. Seus momentos de ternura ou de lembranças do passado também me levam a uma outra viagem nessa realidade tão contundente porque a mostra com as fragilidades de qualquer pessoa. Sua vingança, se é que podemos chamar assim, sempre cede lugar a justiça e isso me faz ficar em alerta o tempo todo para perceber suas nuances, mas seu ponto mais forte é quando se mostra irredutível contra seus algozes.

A atriz Simone Missik é super talentosa e dá muitos subsídios de nuances de interpretação, e é maravilhoso trilhar com ela essa personagem. Ela disse algo que beira o engraçado: que nunca torceram tanto para que na série ela perdesse o braço para por no lugar o enxerto biônico, mas que isso seria uma prova de amor. Não é demais?!

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