Connect with us

cinema

O Despertar da Força: quem pode se denominar “fã” de algo? (e uma galeria de imagens lindíssima!)

LOJA DC 4

Encontrei essa galeria de imagens na página Only Han Solo Shot do Facebook e de cara amei o conceito: crianças soltando a criatividade e vivendo seu momento de fantasia com o que mais gostam – neste caso, Star Wars. É belo e certamente nostálgico ver como algo passa a fazer parte da infância de alguém, como surge uma paixão nerd, como surge um fã. E isso acabou por me lembrar um bocado de outras coisas também que eu gostaria de discutir, principalmente com relação a algumas hostilidades sentidas nesse período de pré-estreia de um novo título da franquia de George Lucas.
12369224_855666627883049_5281715097304791547_n

Com a chegada de Star Wars: O Despertar da Força, muitas discussões já velhas, porém recorrentes dentro do universo nerd voltaram à tona. Dentre elas, o “ser-ou-não-ser” fã de algo. Vi muitas pessoas bravas com o hype acerca do lançamento pelo fato de que Star Wars “do nada” parecia uma febre incontrolável, e que reclamaram por “muita gente estar comemorando sendo que nem é ‘fã de verdade’ da saga”.

Me pergunto: o que é ser “fã de verdade”? Indo mais a fundo: o que sustenta uma história e a mantém viva?

Participo de muitos grupos designados como “fandom” de algo e uma coisa em muitos deles me incomoda: esta espécie de seletividade acerca de quem pode ou não gostar de algo, opinar sobre aquilo, uma hierarquização um tanto quanto desnecessária de algo que é um hobby, algo feito justamente para as pessoas se divertirem e relaxarem. Sempre fui partidária de que sim, uma história se mantém viva enquanto houver quem a conte, quem lembre dela e inclusive quem produza material novo sobre. Não são isso os fandoms? Ontem, por exemplo, completou-se um ano desde que a série animada Avatar – iniciada por A Lenda de Aang em 2005 e terminada em 2014 com A Lenda de Korra – teve seu último episódio transmitido. A notícia no meu feed meio que me atingiu de surpresa; “Como assim, um ano já sem Korra?”. E eu percebi que era isso: apesar de já um ano sem o desenho, a história e todo o universo de Avatar continuavam vivos e borbulhantes pelo amor dos fãs pela série, e não somente por aqueles que acompanharam-na desde seu início e conhecem as minúcias do que Mike e Bryan criaram. Pessoas novas descobrindo algo pela primeira vez ajudam a manter a lenda viva. Senti isso acompanhando muitos amigos que assistiram depois de mim, compartilhando cada surpresa, cada sentimento aflorado, cada impressão sobre algo que eu já conhecia, e em muito pude me surpreender também com coisas que outras pessoas às vezes conseguem observar e nós não.

248211_855666424549736_7137174203157372122_n

O que me faz retornar às críticas entre pessoas que gostam de Star Wars (não vou estabelecer aqui diferenças entre quem já tenha lido todo o universo expandido, jogado os games, assistido os filmes, visto os bastidores… enfim, uma denominação só a todos: fãs).

Existe, claro, um respeito intrínseco a quem conheça mais sobre a história, pelo simples fato de que, na posição de quem sabe menos, é sempre bom ter a humildade de ouvir para poder aprender também sobre algo. É possível que você encontre alguém que te guie de forma muito mais interessante e eficiente pelo universo que se mostra interminável à frente. Contudo, qual a necessidade de se desdenhar a ansiedade de alguém em conhecer algo que, pra você, talvez, seja como ler o jornal de manhã? (P.S.: eu ainda faço isso, gente; jornal e café :v)

Ter feito parte da sua infância certamente é algo marcante, de verdade! Mas é mesmo necessário usar isso para dizer aos novos exploradores desta galáxia muito distante que eles não são dignos de se animar pelas novas terras encontradas nessa jornada? Que “as sessões de pré-estreia deviam ser restritas a quem tem mais de 30 anos”, como pude ver argumentarem? Ora, vamos refletir: se os Jedis e até os Siths preferiam passar adiante seu conhecimento, treinando os novos portadores da Força dentro de seus caminhos, por que seria melhor a nós engavetá-lo e restringi-lo, delegando-o somente a uma ou outra geração ou pessoa?

Na noite da pré-estreia, eu e um grupo de amigos aficionados pelo universo de Star Wars fomos assistir ao Despertar da Força, com direito a todo mundo vestido de personagens da história sim! Pessoas de 30-e-tantos até recém-completados 18 anos. E era fantástico ver o encontro de gerações naquele hall de entrada do cinema; um amor que ultrapassa gerações – isso, pra mim, é a essência de “ser fã”. A essência geral do “ser nerd”.

E dois menininhos lá com seus 11 anos pediram pra tirar foto conosco, animadíssimos. “Vocês já assistiram alguma coisa de Star Wars ou é a primeira vez que vão ver?” eu perguntei. “Não, é a primeira vez mesmo”, no que a tia deles, simpaticíssima, completou pelas crianças “Tem que trazer pra mostrar pra eles também, né; eu gosto tanto e é uma oportunidade poder assistir assim no cinema, com todo o impacto, todos os efeitos…”.

No dia seguinte, ela postou nossa foto no Facebook e me marcou, relatando que os meninos ficaram simplesmente encantados com o filme e com nosso grupo de personagens, e que passaram a madrugada inteira e o outro dia todo falando de Star Wars. Exatamente neste momento, fez total sentido o título “O Despertar da Força”.

12369115_855666481216397_8365528122420575435_n

Pense em quantos anos não tivemos uma novidade de tanta magnitude quanto um novo filme, uma nova trilogia (não tirando a importância de todos os livros, séries animadas, jogos e afins, definitivamente), algo que verdadeiramente convoque em peso fãs e leigos e cative corações tanto jovens quanto velhos… Algo com um poder massivo de renovar o fandom e fazer com que a história e o universo sigam adiante com todo vapor, com mentes novas para pensar o futuro e continuar contando uma lenda que poderá ser eterna… Novos portadores da Força descobrindo Star Wars ainda em sua infância.

Isso, meus amigos, é a maior e mais bela quebra da quarta barreira que poderíamos experienciar: a Força mais uma vez está despertando em muitas pessoas. E mesmo que alguns vão apenas para assistir um filme legal no fim de semana, que mal há em se animar por isso? O ciclo continuará a se completar e, assim, tudo se renova e revigora.

“[…] Você não pode impedir a mudança, assim como não pode impedir que os sóis se ponham.” – Shmi Skywalker, A Ameaça Fantasma

Agora sim, às fotos! XD Beijos e ótimas sessões de cinema a todos vocês!

Dabs

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

LOJA DC 4
Comments