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cinema

O Dia do Atentado “O filme traz a emoção que promete”

Bernardo Rosenblatt

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LOJA DC 4

Um dia em que dois homens mudam completamente a rotina e o cotidiano de uma grande metrópole do mundo, o medo que eles causaram as mortes, o fanatismo acabou causando uma união maior do que o pânico, a barbárie, a loucura e o fanatismo.

O filme O Dia do Atentado dirigido por Peter Berg (Hancock, Bem Vindo à Selva, O Reino) estrelado por Mark Wahlberg (Transformers: A Era da Extinção, Ted 1 e 2) além de um elenco de apoio com nomes como J.K. Simmons (do elogiadíssimo Wiplash- Em Busca da Perfeição, além de ser o novo comissário Gordon nos filmes da DC) John Goodman (Argo, Rua Cloverfield, 10) e Kevin Bacon (X-Men Primeira Classe, a série de tv The Following), segue os acontecimentos do atentado a bomba na maratona de Boston, nos Estados Unidos em 2013.

Primeiramente esse texto não vai se focar nas causas políticas, religiosas ou de certo ou errado, até por que se trata de uma crítica do filme e não uma resenha política do fanatismo islâmico, da religião mulçumana, da guerra ao terror, do imperialismo norte-americano, primeiramente por que nesse quesito cada um tem sua própria opinião e ninguém vai muda-la num texto de internet seja para o bem ou para o mal, também por que se alguém aqui não leu ou sabe desses assuntos descritos acima basta ir ao Google e pesquisar que encontrarão milhares de sites de discussão do tema, então nos atemos ao principal, o filme.

O filme não é a primeira parceria entre o diretor Peter Berg e o Mark Wahlberg em filmes baseados em acontecimentos reais, nos filmes “O Grande Herói” (2013) e “Horizonte Profundo- Desastre no Golfo” (2016) eles já haviam se unido para contar a história de um grande acontecimento recente. Nesse filme temos o personagem interpretado por Wahlberg, Tommy Sandeurs sendo completamente ficcional, tendo o papel de ser aquele policial com uma última missão, o policial local com mais capacidade que o próprio agente especial do FBI, interpretado pelo Kevin Bacon. Wahlberg tem todo sua história comentada, sua relação com sua esposa, uma lesão na perna que dificulta seu progresso, tudo na intenção de superação de limites diante de uma necessidade extrema.

O filme tem sim, muitos personagens que realmente são baseados em pessoas que estavam lá, inclusive a filmagem da maratona foi muito bem feita, dando a impressão de que estávamos assistindo a maratona pela televisão. A direção foi bem feita, nada que seja brilhante, mas cumpriu bem ao que se propôs, apesar das cenas mais impactantes como a da explosão terem sido recriadas, o filme utilizou cenas reais de arquivos jornalísticos, causando uma comoção e veracidade maior, é um filme impactante, porém não chega a perto de algo como Munique por exemplo.

As atuações são boas, principalmente do elenco de apoio, Kevin Bacon, J.K. Simmons por exemplo dominam a tela quando aparecem, já o roteiro é uma coisa complicada de explicar, primeiro por ser algo recente, em 2013, muitos ainda tem lembranças dos noticiários e da caça às bruxas pelos culpados, logo é algo com um certo domínio público a respeito do tema, isso não é um problema, mas também não é algo que se forme grandes desafios ao escrever uma trama, mesmo os personagens ficcionais não passam algo irreal para o filme, apesar da forte tendência a glorificar o “american pride” porém diferentemente do que esperava, isso não é usado em excesso, mesmo o personagem de Walhberg que não existe, não causa grandes transtornos à história, talvez se fossem só os personagens reais o filme ficasse mais próximo de um filme como Munique, com um toque mais refinado, isso não seria ruim, mas também fugiria do pretexto desse filme, que é mostrar os acontecimentos, porém sem se tornar algo mais focado na arte e sim algo para o público em geral, mas que ainda quer ver um filme sobre esse acontecimento.

Conclusão, o filme não vai entrar para história, não será indicado ao Oscar, nem será lembrado entre os melhores do ano, mas se nessa semana você quiser ir ao cinema, mas não tiver nada para assistir, dê uma chance para “O Dia do Atentado”, pode ser que você aproveite bem o dia.

LOJA DC 4

Escritor, poeta, jornalista, publicou o livro "Do outro lado" aos 21 anos, hoje pensa em lançar mais livros enquanto joga games, assiste filmes e pede uma pizza

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