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Por que você deve jogar: Shadow of the Colossus

Caro leitor, remeta-se ao passado (mais especificamente a uns 20 anos atrás) e verá que videogames eram aparelhos com um único propósito: apresentar pixels coloridos, com o único objetivo de entreter uma massa, apresentando uma premissa simples e sem muitas firulas (raras exceções salvam-se nesse ponto). Lembro-me até que um dos criadores de Doom (John Romero) disse na época que “jogos não precisam de história, apenas ação”.

Estamos em 2015 e nos vemos numa realidade totalmente diferente do que se imaginava: A indústria dos Games, hoje em dia, fatura mais de 8 vezes que o Cinema. Contando com grandes títulos, histórias impecáveis (algumas, inclusive, dando origens a livros premiados) e imersão inacreditável, nota-se que o tabu sobre a diversão através de “meros” pixels cair por terra.

Com toda essa gama de possibilidades, venho aqui deixar uma sugestão de uma das MAIORES produções (considerado por muitos críticos e jogadores como uma obra prima) já feitas na história: Shadow of the Colossus.

O jogo começa com o protagonista (um garoto chamado Wander) viajando em sua égua (Aggro), junto com uma mulher (Mono) supostamente morta, indo em direção a um Templo, localizado numa terra proibida. Lá, ele conversa com a divindade Dormin, na esperança de que consiga ressuscitar a pobre garota. No entanto, para que isto ocorra, Wander deve localizar e destruir 16 colossos que estão espalhados pelo reino.

O que aparenta ser uma história simples acaba se mostrando uma aventura complexa, profunda e interessante. O jogo possui pouquíssimos diálogos (leia-se quase nenhum), onde o jogador consegue captar todo o mistério da aventura, até mesmo incentivando o mesmo a criar sua própria. Com a falta de NPCs, a única companhia que Wander recebe é de sua égua, Aggro, que acaba se mostrando um personagem valiosíssimo para a trama.

Os diálogos, realizados numa língua inventada para o jogo, também desenvolvem bem a trama, fazendo com que a pequena quantidade deles tenha uma qualidade ainda maior. Os diálogos de Dormin (que são, em sua maioria, descrições e dicas sobre os 16 gigantes) são feitos com mais de uma voz, masculina e feminina, motivo que será descrito ao longo do jogo (nada de spoilers, para não estragar a experiência 😉 ).

E os tão citados colossos são um espetáculo à parte. Possuindo dezenas de metros, feitos de pedra e vegetação, cada gigante possui pontos fracos que devem ser atacados para, então, serem derrotados. Porém, é necessário estratégia (e paciência), já que o personagem deve escalar (eu disse que eram grandes) seus corpos. Nesse momento, a magia do jogo se destaca, fazendo com que o jogador tenha uma experiência única ao interligar o gameplay, o enredo e a trilha sonora. E sobre a trilha sonora…

Temos aqui o ponto maior do jogo. Produzida pelo produtor Kow Otani, a trilha sonora de Shadow of the Colossus capta todo o clima que o game oferece. Transitando entre a calmaria, a tristeza, a raiva e a coragem, é um MUST não só para os jogadores, mas também por todos que se interessem por uma música que te transporta para um mundo totalmente novo.

A ambientação é maravilhosa, permitindo também que o jogador possa explorar todo aquele mapa, seja pelas paisagens, ou até mesmo à procura de itens que ajudam o jogador (frutas e lagartos, que aumentam o HP e a “Stamina”). Sejam rochedos, desertos, cachoeiras, e até mesmo geisers, tudo impressiona. E mesmo que o jogo seja de 2005/2006, os gráficos ainda impressionam (principalmente se jogado em sua versão HD, lançada para o PS3).

Por fim, é um jogo onde você foge de toda a sua realidade. Uma história simples, porém complexa, que consegue sugar o player para dentro de seu mundo, garantindo total imersão. Está cansado de sua vida e quer fugir para uma aventura épica, onde um garoto deve cumprir o desafio de derrubar 16 titãs de pedra, é mais que obrigatório. Caso você queria apenas presenciar um ato épico, uma história profunda, e fazer parte dela, também é um MUST. Mais que o jogo, é uma obra que consegue te fazer olhar pra trás, relembrar toda a experiência e dizer pra si mesmo: Eu vivi, lutei e consegui.

Gamer desde os 06, careca desde os 17. Totalmente viciado em livros de fantasia medieval, RPGs, MMOs e Pizza.

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