Connect with us

cinema

Rei Arthur:A Lenda da Espada I Mais um clássico renovado

LOJA DC 4

O Cabana do Leitor tem acompanhado com atenção os preparativos para a estréia do aguardado Rei Arthur- A Lenda da Espada. Aparentemente o filme cumpre o que prometeu para os fãs, e desde sexta estamos envolvidos em sua história medieval. Já assistimos ao filme e acompanhamos o ator principal, Charlie Hunnam, em sua passagem pelo Brasil.

O FILME

Por Thales Silveira e Julianna Bettim

Guy Ritchie já havia sido encarregado de levar um personagem clássico para os cinemas em 2009, com o Sherlock Holmes de Robert Downey Jr. O diretor então conseguiu levar suas características mais marcantes para uma Inglaterra vitoriana.Em Rei Arthur – A Lenda da Espada, a tarefa era um pouco mais complicada, principalmente porque o filme se passa na era medieval, mas o resultado é extremamente satisfatório.

No longa, acompanhamos um Arthur diferente do que já foi visto. Devido a um golpe de seu tio, Vortigern (Jude Law), o futuro rei acaba indo viver em um bordel quando criança e não faz ideia de sua verdadeira origem. Depois de anos, o nível do mar desce e uma pedra com uma espada (que pertencia ao rei, pai de Arthur) é revelada. Milhares de jovens são levados para tentar tirá-la de lá até que chega Arthur e consegue, assim como no conto original.

Apesar de manter alguns pontos semelhantes com a lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda, a maior parte é novidade. Tirando o fato de a espada chamar Excalibur, o reino ser Camelot e Merlin ter sua importância citada, o que A Lenda da Espada faz é inovar em uma história da origem do Rei Arthur e de maneira bem executada.

O protagonista tem um ar muito mais malandro do que qualquer outra versão; afinal, ele viveu nas ruas. Sabe lutar e conseguiu ganhar o respeito de todos na cidade onde vive, mostrando que sabe se virar mesmo sem a realeza a seu favor.

Ou seja, a maior característica do filme é que ele tem personalidade. Todo o contexto e roteiro poderiam fazer com que o longa fosse um clichê, mas a montagem e a trilha sonora de diversas cenas conseguem reverter completamente essa situação. A sequência de abertura e a do crescimento do Arthur, por exemplo, são um dos pontos altos, pelo menos na primeira metade do filme.

Jude Law está muito bem no papel do vilão, mas falta um aprofundamento. É nítida a sua ganância e sua sede de poder, mostrando que é capaz de tudo para isso. Mas, em algumas cenas, a gente vê que pode existir uma camada além da “maldade” vista, porém esse fator não é muito desenvolvido. Charlie Hunnam consegue exercer bem seu papel de Arthur; ele convence, mas não chega a ser espetacular.

De resto, os personagens se dividem entre ganhar seu coração em alguns momentos ou falar que são importantes apenas para você torcer por eles. E é o roteiro que não ajuda muito. O filme tem tanta coisa para explicar e tantos personagens para apresentar que não consegue fazer nenhum deles tão bem assim. Isso não prejudica a história de maneira tão significativa, mas poderia haver uma melhor resolução.

As cenas de ação são muito bem executadas e utilizam claramente uma das marcas registradas do diretor: as câmeras lentas/aceleradas. Apesar das muitas cenas de ação, isso não chega a ficar exatamente cansativo, mas ganha maior destaque no primeiro ato.

No geral, o filme entretém e cumpre seu papel básico. Traz paisagens bonitas, efeitos especiais bons, trilha sonora e montagem impressionantes (basicamente os pontos altos do filme). No entanto, o roteiro é falho e deixa algumas coisas em aberto, então, se a Warner decidir fazer uma continuação, tem muita coisa pra resolver. Até porque muitos personagens do original são deixados de lado e no fim, a lenda de Arthur estaria só começando.

PRÉ-ESTREIA COM CHARLIE HUNNAM

Por Letícia Borovina

Charlie Hunnam é uma graça, no sentido mais puro da palavra. De sorriso fácil e simpatia sem igual, o ator chegou no tapete vermelho após o comediante Léo Lins ter passado cerca de uma hora entretendo os fãs e a imprensa.

Charlie atendeu todos os fãs devotos, com camisetas de Sons of Anarchy e munidos de camisetas e fotos para autógrafo.

Durante um breve bate-papo com Léo Lins, sobre Rei Arthur e sobre sua carreira, Hunnam percebeu que Bruno Sorc – um fotógrafo que estava exatamente ao meu lado na grade – estava chamando-o para mostrar sua tatuagem. Sorc, fã devoto de Sons of Anarchy, tem o rosto de Charlie tatuado no braço esquerdo. O ator cumprimentou o fotógrafo e o agradeceu pela homenagem, emocionado.

O evento terminou com uma exibição exclusiva para convidados do filme “Rei Arthur – A Lenda da Espada”. Pra quem está na hype, assim como eu, o filme estreia nessa quinta-feira por todo o Brasil.

No fim, a vontade de todos de assistir o filme só aumentou depois de toda a distribuição de charme e carinho dele, e nos rendeu várias fotos sensacionais. Confira algumas da cobertura que a Letícia fez para o Cabana e, no Instagram @cabanadoleitor teremos videos do evento!

 

 

LOJA DC 4
Comments