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Análise – RIOT: Civil Unrest – O jogo que atrasou 2 anos

LOJA DC 4

RIOT: Civil unrest foi lançado nessa quarta-feira, dia 6. O jogo foi previsto para lançar em 2015, depois em 2016, mas, só foi lançado por esses dias, sem nenhuma explicação do porquê. O título foi uma ideia de Leonard Menchiari, um cineasta na Valve, ao participar dos protestos denominados NO-TAV na Itália, em que viu que todos ali participantes tinham medo e pensamentos diferentes.

RIOT é um jogo em que você faz parte de protestos, seja como a população, ou como a polícia, o que da margem a certas controvérsias, em que se diz ser um instigador da violência. De maneira muito interessante, te permite estar dos dois lados e em nada você perde sendo um ou outro. Além disso, deixa bem claro no ínicio, que caso você queira saber mais sobre o evento em específico para poder criar uma opinião, precisa procurar, já que, por mais que tente ser neutro, mostra a perspectiva dos criadores. É baseado em 16 níveis principais, que fazem parte de 4 campanhas(NoTAV, Keratea, Indignados e Primavera árabe no Egito), mais 16 níveis soltos, que possuem locais como Estados Unidos, Venezuela e Brasil em 8 modos diferentes, além da promessa de um editor de níveis no futuro.

O jogo traz uma proposta bem interessante, é um RTS que foge do comum e mostra aquilo que de mais atual se tem: os protestos. Como proposta dos desenvolvedores, que queriam inovar, a emoção aqui é bem marcante, e pode te fazer perder um jogo: seus policias podem não acatar uma ordem pois estão com medo, por exemplo. Seus gráficos são pixelados, mas isso em nada atrapalha, muito pelo contrário, pois é bem detalhado e permite um maior número de personagens sem tornar o jogo muito pesado. Pode não ser bom para os amantes do genêro, pois mostra uma estratégia bem básica, mas não fácil, mas opções como a seleção de grupos distintos ou rotação de grupos não estão inseridas, o que trazem também dor de cabeça, já que pode demorar 20 segundos para fazer um movimento coordenado, seja pela polícia ou por aqueles que protestam. Entretanto, para aqueles que não ligam muito para isso, ou se acostumam com os atalhos de teclado, o jogo pode ser magnífico. Alguns níveis podem parecer mais difíceis do que realmente são: uma fase parecia que precisava ser jogada de maneira violenta: me enganei, como aliás parecem ser todas outras, como diz Leonard, a violência aqui é sua inimiga, a imprensa pode acabar com seu jogo no futuro ou a própria violência do grupo inimigo, outra mecânica interessante.

A diversão aqui é garantida, pois, até certo ponto, tudo é bem feito, uma música estilo anos 80, os sons ingame muito bem feitos, desde o som das armas de fumaça desde o helicóptero que parece estar presente em todos os níveis, criando uma tensão, acontecem pequenos detalhes durante toda a partida, como as “pedras” jogadas na polícia, que vão desde postes até motocicletas. Porém, nem tudo são flores, o jogo ainda apresenta bugs massivos(lembrando que ainda está em Early Acess) e opções que foram prometidas 2 anos atrás ainda não foram incrementadas, como o multiplayer, o que mostra um enorme problema por parte dos responsáveis por Riot: civil unrest. O jogo vale a pena, só que talvez seja mais interessante esperar por um futuro próximo, já que os desenvolvedores prometeram atualizações de correção e melhoria de semana em semana. Não se deixe levar por meras opiniões políticas e dê uma chance ao jogo.

NOTAS:

– Gráficos: 7.5
– Som: 9
– Jogabilidade: 7.5
– Geral: 8

Você pode encontrar o título AQUI.

 

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