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Sete Homens e um Destino “É uma declaração de amor ao gênero de Western”

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O gênero de Western estava muito esquecido em Holywood, que está apostando mais em remakes do que em coisas mais originais, com exceção de alguns filmes por aí e longas de super-heróis. Mas aqui está uma coisa um pouco controversa, Sete Homens e Um Destino é um remake e um filme de gênero de Western, duas coisas em um único golpe.

Denzel Washington, que faz o caçador de recompensas Sam Chisolm, é contratado pela bela Haley Bennett (que faz a personagem Emma Cullen, aqui a cara da Jennifer Lawrence) para libertar a sua cidade do metódico e imprevisível empresário do ouro, Bartholomew Bogue (vivido pelo ator Peter Sarsgaard). Ao longo do filme, Sam recruta os sete melhores homens que pode conhecer para a empreitada de eliminar Bogue e devolver uma cidade ao seu povo.

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Até aí, filme normal do gênero, a grande questão é que o filme não é só mais um, a começar pelo gênero de Western que foi esquecido pelo tempo, se você for olhar, não existe mais filmes deste modelo, o último, Os Oito Odiados, é um Western mas não pode ser chamado de filme totalmente do gênero, pois é um filme com a visão do Tarantino, e sabemos que a visão dele é única. Temos de tudo neste longa: violência, vingança, justiça e a amizade, o que não poderia faltar neste tipo de filme, porém, não houve romance. Ora, isso me agradou, porque nem sempre a mocinha em perigo precisa de um homem para ela ter um final feliz.

Diferente da versão original, o filme é mais sujo, mais empoeirado, e mais perto do que podemos chamar de realidade. O roteiro de Sete Homens e Um Destino capricha na forma de conduzir a história, não tenta ser muito inteligente a ponto de algum crítico querer sair ofendido e pensar “Não entendi nada do que aconteceu”, e não é parado. O terceiro ato é praticamente só ação do começo ao fim. Talvez o melhor personagem do longa seja o Josh Farraday, interpretado aqui pelo carismático Chris Pratt fazendo ele mesmo, simpático, negociador e bem humorado, como ele costuma ser nos filmes que paticipa.

Cada personagem tem uma peculiaridade. Por exemplo, Ethan Hawke, que faz o personagem Goodnight Robicheaux, é o melhor atirador da equipe, porém o seu passado o assombra de maneira ímpar, e por um bom motivo, seu ajudante Billy Rocks (Byung-Hun Lee) tenta ajudá-lo, mas mesmo assim ele ainda é visivelmente afetado pelas coisas que teve que fazer no passado. O próprio personagem de Denzel tem algumas camadas que só vão ser desvendadas ao longo do filme.

Vincent D’Onofrio, conhecido pelo seu papel como Rei do Crime na série do Netflix do Demolidor, é um homem religioso, mata por Deus. A única coisa que não ficou interessante foi a sua voz. Quem viu Demolidor, vai estranhar, mesmo que não tenha sido a versão dublada. Peter Sarsgaard, que vive o vilão Bogue, está super sério neste filme. Longe de qualquer sarcasmo, ele faz um vilão clássico, sem muito glamour, porém se percebe que o roteiro não quis focar muito neste personagem, a história em si talvez não pedisse isso. Todos os chamados do herói feitos no filme, à fim de unir todos, foram elaborados de maneira calma, sem controversa, com exceção do Indígena vivido pelo ator Martin Sensmeier, pois vai exigir uma atenção maior do público.

Queria destacar este parágrafo somente para a atriz Haley Bennett que faz a Emma Cullen. Ela sabe se defender, é uma mulher impetuosa, destemida e valente, ela que toma à frente dos homens a fim de salvar a cidade. O filme em si deveria se chamar Oito Homens e Um Destino, pelo fato de que sempre que a atriz aparece, demostra ter uma força que Hollywood parece querer esconder. Ela tem mais atitude que maior parte dos personagens. A personagem em si é perfeita.

Sete Homens e Um Destino estreia em 22 de setembro.

Revisado por: Bruna Vieira.

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