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Resenha

American Crime Story: Versace | Review 2×01 “The Man Who Would Be Vogue”

Beatriz Souza

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LOJA DC 4

Após uma premiadíssima primeira temporada sobre o julgamento de O.J. Simpson, a aguardada segunda temporada de American Crime Story, que estreou dia 17 de Janeiro, traz a história sobre o assassinato do estilista Gianni Versace.

A história começa em 1997 e logo no início do episódio já nos é apresentado toda a trama e seus principais personagens. A abertura do episódio é o teto do quarto de Gianni Versace (Édgar Ramírez), um teto com uma pintura de céu, cheio de nuvens que não deixou de me trazer à lembrança – talvez pela palheta de cores – o teto da capela sistina. Em seguida, acompanhamos a câmera mostrando uma manhã normal na vida do estilista até que a primeira cena termina com um plano geral, contra-plongée, de Versace na sacada da sua mansão. Nós sabemos quem é esse homem. Um Deus, que tem tudo e todos aos seus pés, milionário, poderoso, invejado e amado.

Em contraponto, nos é mostrado Andrew Cunanan (Darren Criss), um jovem claramente perturbado, pobre, que tem uma obsessão pelo poder e pelas conquistas do nosso personagem principal. Em menos de dez minutos de episódio, Andrew pega o seu revólver e assassina Gianni Versace na calçada em frente a sua casa e foge. À partir daí, o episódio mescla presente e passado para construir, junto com o espectador, a trama que envolve, por um lado, capturar o assassino e, por outro, montar o quebra-cabeça que levou ao assassinato.

Após a sequência de cenas iniciais que levaram ao assassinato, a história volta sete anos, nos apresentando melhor o personagem Andrew Cunanan. Um jovem fantasioso, obsessivo, patologicamente mentiroso que não mede esforços para conseguir o que quer. Acompanhamos a jornada de Andrew e percebemos como ele manipula a tudo e todos para conseguir, a todo momento, ter contato com Versace. Em um take genial, Darren Criss finaliza com maestria a apresentação de seu personagem: Andrew saía de uma recepção quando ouve o noticiário sobre o assassinato de Versace. Ele aproxima-se da TV e percebe que a mulher a sua frente colocou a mão à boca, apavorada com o ocorrido. Andrew, que tentava se misturar à multidão, imita o mesmo gesto, com um olhar sereno e frio de um psicopata.

De volta à cena do crime, somos levados a refletir sobre o comportamento humano quando dois personagens, de forma doentia, tentam ganhar dinheiro com o sensacionalismo da morte do estilista. Um deles tirou uma foto do corpo e tenta vender essa foto por preços exorbitantes e uma menina molha uma folha de uma revista de moda com o sangue da vítima. É um daqueles momentos que você não acredita no que vê!

Após a morte da estrela da moda, somos apresentados à personagem de Penélope Cruz, Donatella Versace. Inicialmente apresentada com uma personagem frágil, assim que chega na casa do irmão vemos uma mudança de comportamente. Donatella coloca as “garras para fora”, se mostra uma mulher determinada, dominadora e que vai proteger a imagem do seu amado irmão a qualquer custo. Digo proteger a imagem do irmão porque Gianni Versace era homossexual numa época em que o homossexualismo ainda era um taboo. E seu companheiro de 15 anos, Antonio D’Amico, interpretado por Rick Martin, estava dando detalhes ao detetive sobre a vida dos dois. Logo nesse primeiro encontro entre Donatella e D’Amico vemos uma tensão entre os personagens e fica a curiosidade de saber o porquê deles não se gostarem.

O episódio termina com Andrew Cunanan comprando, no dia seguinte, todos os jornais com a manchete do assassinato de Gianni Versace, deixando no ar a instigante promessa de levar a nós, espectadores, à saga de captura do assassino – um serial killer que já havia matado mais quatro pessoas e um dos fugitivos mais procurados pelo FBI nos EUA na época.

A 2ª temporada de American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace vai ao ar toda quarta-feira no FX. 

Resenha por: Cecília Mouta

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