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Tomb Raider: A Origem “Reboot traz protagonista forte e com pouco apelo sexual”

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O reboot no cinema da franquia Tomb Raider traz uma nova roupagem para a personagem Lara Croft, protagonista de inúmeros jogos de vídeo game e de outros dois filmes. Em A Origem, Lara é herdeira de uma fortuna deixada pelo seu pai, que supostamente está morto. Mas ela não faz questão de usar o dinheiro e, muito menos, de viver na mansão de sua família.

No início do longa, acompanhamos a jornada da protagonista independente e trabalhando como entregadora de comida. Tudo para poder pagar sua mensalidade numa academia de boxe em Londres.

Vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por Garota Dinamarquesa, a sueca Alicia Vikander (Ex Machina) foi a escolhida para reprisar o papel vivido por Angelina Jolie nos dois esquecíveis filmes do início dos anos 2000. Conhecida pelos dramas e longas de baixo orçamento, Vikander tem seu primeiro papel num grande blockbuster e não decepciona.

Com um foco totalmente diferente dos outros filmes, e embalado pelos aclamados Mulher-Maravilha e Pantera Negra que trouxeram um forte empoderamento feminino, o longa de 2018 traz uma personagem mais profunda. Aqui, o apelo não é apenas sexual como no caso de Jolie, que é muito mais lembrada pelos shorts curtos e pela maneira sexualizada do que pelos filmes em si.

A própria escolha da atriz protagonista mostra a preocupação do estúdio com a representatividade feminina nos cinemas. Alicia Vikander entrega uma Lara Croft forte, que não mede esforços para conseguir o que quer e que bate de frente com qualquer um que ouse entrar no seu caminho.

Como não poderia deixar de ser, o filme traz diversas referências para os fãs dos jogos da atual geração, como mostra o vídeo feito pelo site IGN. Até por isso aposta demais na computação gráfica e em cenas exageradas de ação.

Tomb Raider não é o único filme baseado em vídeo games com uma mulher protagonista, também temos o Residente Evil que fez sucesso e teve várias sequências com a atriz ucraniana naturalizada norte-americana Milla Jovovich (O Quinto Elemento). E depois de fracassos como o de Assassins Creed e outros derivados dos games, traz um fôlego novo para adaptações do tipo no cinema.

No decorrer do longa, a história é batida e o final chega até a ser meio óbvio. Mais uma vez temos a aposta na história de Lara indo atrás de um mistério para reencontrar seu pai Richard (Dominic West), ou descobrir como ele foi morto. O destino é um túmulo lendário numa ilha na costa do Japão que esconde uma praga que, se cair nas mãos erradas, pode acabar com o destino da humanidade.

O filme deixa algumas pontas soltas para uma possível continuação e apesar de alguns problemas no roteiro tem potencial para fazer uma boa bilheteria nos cinemas, focando principalmente nos amantes dos jogos de vídeo game que tiveram que esperar quase 15 anos para rever a personagem nas telonas.

Além de Alicia Vikander como a protagonista Lara Croft e Dominic West (O Mestre dos Gênios) como o pai Richard Croft, o filme traz Walton Goggins (Os Oito Odiados) como o vilão Mathias Vogel, Daniel Wu como Lu Ren e Kristin Scott Thomas como Ana Miller. O longa tem direção do norueguês Roar Uthaug (A Onda) e roteiro de Geneva Robertson-Dworet (Transformers – O Último Cavaleiro).

Tomb Raider – A Origem estreia nos cinemas no dia 15 de março.

Tomb Raider: A Origem

Tomb Raider: A Origem
7.2

Roteiro

6.5 /10

Direção

7.0 /10

Fotografia

8.0 /10

Pros

  • Protagonista forte

Cons

  • Roteiro previsível
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Formando em Jornalismo, cinéfilo fanático pelas franquias Star Wars e Batman. Eclético e buscando atualizar o gosto pelo cinema constantemente. Na TV, fã das séries The Walking Dead, Mr Robot, Westworld Rick and Morty.

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