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Transformers: O Último Cavaleiro “Atitudes incoerentes, objetivos rasos fazem o filme naufragar”

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Em Transformers: O Último Cavaleiro, nós temos uma continuação direta de A Era da Extinção, onde Opitimus Prime deixou a Terra para ir atrás de seus criadores, enquanto os outros Autobots e os humanos ficaram para trás para lidar com a bagunça.

O Último Cavaleiro nos entrega um cenário quase que pós apocalíptico, com direto a áreas inteiras destruídas pelas lutas anteriores e Transformers sendo considerados ilegais em grande parte do mundo devido ao medo que as pessoas sentem da destruição que eles podem causar.

Michael Wahlberg retorna como Cage Yeager, agora fugitivo por sua aliança com os Autobots. Novos rostos são adicionados ao elenco principal, como Isabela Moner, interpretando Izabela, uma órfã da guerra entre humanos e Transfomers, Laura Haddock, como Vivien Wembley, uma estudiosa cética e Anthony Hopikins como o excêntrico Sir Edmund Burton.

A mitologia dos robôs gigantes é expandida ao aprendermos sobre a importância deles em grandes momentos da históricos e ao finalmente conhecermos a criadora da raça robótica, Quintessa, uma das vilãs do filme.

O filme, é claro, tem toda a assinatura de Michael Bay. Uma explosão atrás da outra, cenas de ação frenéticas, câmera lenta injustificada e muito pôr-do-sol. O visual do filme é algo que não tem como colocar defeito. Os Transformers estão com ainda mais detalhes e suas características mais humanoides, sendo mais fácil interpretar suas emoções e o 3D apenas contribuí positivamente com a experiência.

O problema é que, apesar das quase três horas de filme, não é dado tempo suficiente para os personagens ou a história se desenvolverem apropriadamente e no final das contas o filme se torna uma sucessão cansativa de cenas de ação que rapidamente perdem a graça e comprometem a imersão.

Um dos exemplos de mal desenvolvimento é Optimus Prime, que durante os trailers apareceu se voltando contra os Autubots e a humanidade, mas mal aparece durante o filme e quando finalmente aparece tem uma resolução simples e corrida demais.

A impressão é de que nenhuma ideia foi descartada ao longo do processo de produção, resultando num acúmulo de tramas paralelas e sem desfecho, além de personagens com objetivos rasos e que passam a tomar atitudes incoerentes apenas para fazer o filme avançar.

Ao final, Transformers: O Último Cavaleiro é um filme cansativo e confuso com um gancho gigante para a continuação de uma franquia saturada, que deve explorar mais da relação entre a Terra e Cybertron, que foi sugerida no filme, que parece ser mais antiga do que sabemos, além de mostrar como será daqui para frente com esses dois mundo integrados.

Transformers: O Último Cavaleiro estreia dia 20 de julho.

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Futura jornalista e fã de animações, acredita que um final de semana perfeito sempre tem filmes envolvidos. Um dia ainda vai cobrir o Oscar.

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