A IA que viola dados e desrespeita os direitos autorais tem preocupado os grandes detentores de direitos nos Estados Unidos, especialmente os estúdios de cinema. A Disney, inclusive, já iniciou sua ofensiva.
Segundo o Wall Street Journal, o governo dos Estados Unidos está prestes a emitir uma declaração com diretrizes para o uso de IAs. Enquanto isso, empresas como o Google (que começou a utilizar dados de sites sem permissão para treinar suas IAs) afirmam que precisam dessas informações para desenvolver seus modelos e competir com a China.
Hollywood percebeu que o acesso irrestrito de IAs a filmes, programas de TV, sites de notícias e outros conteúdos poderia acabar com o valor do material original. Mais de 400 executivos e artistas já assinaram uma carta no país contra esse tipo de ação das empresas de tecnologia.

“Meu principal interesse é garantir que as pessoas sejam remuneradas pelo trabalho de suas vidas”, afirmou a atriz Natasha Lyonne. Ela é cofundadora de um novo estúdio de cinema e TV chamado Asteria, que utiliza IA generativa treinada exclusivamente em modelos baseados em dados e imagens com uso autorizado, práticas que ela deseja ver como padrão.
Criadores dos Estados Unidos e de outros países estão organizando uma campanha para impedir o uso de seus trabalhos sem permissão ou compensação, visando proteger sua propriedade intelectual contra abusos. O site Cabana do Leitor, por exemplo, foi afetado por ações do Google que reduziram mais de 80% do tráfego do site devido a esses sistemas.
O CEO da Disney, Bob Iger, e o diretor jurídico Horacio Gutierrez se reuniram recentemente com membros da Casa Branca para abordar preocupações sobre modelos de IA que violam a propriedade intelectual da empresa e utilizam os personagens do estúdio de forma inadequada.


