Macacos comandam a internet online no filme do Superman.

Metade do trafego da Internet agora é composto de bots de IA

Metade do tráfego da internet é feito por bots IA afetando publicidade segurança e o futuro de sites independentes.

Ed Rezende
Ed Rezende
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.

Após a abertura de portas para tecnologias de inteligência artificial por gigantes como Google e OpenAI, entramos em um território inédito da internet. O uso indiscriminado de ferramentas automatizadas para extração de dados e conteúdo de terceiros pode marcar o início do declínio da própria rede mundial de computadores.

Cabana do Leitor Google Discover

Google Discover é do Google. Os cabaneiros podem nos seguir por lá.

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Segundo dados da Imperva, empresa especializada em segurança digital, quase metade do tráfego online atual é gerado por bots automatizados de IA, sem presença humana. O cenário é alarmante, sobretudo porque uma das principais fontes de receita de empresas como o Google depende de anúncios online. Isso implica que publicitários estão pagando por visualizações ilegítimas, oriundas de tráfego artificial.

Macacos comandam a internet online no filme do Superman.
Macacos comandam a internet online no filme do Superman.

A mesma pesquisa revela que aproximadamente 50% do tráfego da internet é proveniente de entidades não humanas. Os bots maliciosos, em particular, representam quase um terço de toda a movimentação online. Com capacidade de imitar o comportamento humano, tornaram-se altamente evasivos, dificultando sua detecção e bloqueio.

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Ao invés de explorar falhas técnicas, esses bots têm como alvo a lógica de negócios, o que possibilita práticas como fraudes em transações financeiras, web scraping e coleta de dados sensíveis.

Esse avanço pode, por exemplo, comprometer a existência de sites independentes como o Cabana do Leitor, além de inviabilizar campanhas publicitárias tradicionais.

Curiosamente, até mesmo o filme do Superman faz alusão a esse cenário, retratando uma internet dominada por primatas digitais, sugerindo um caos tecnológico à vista.