Os membros de uma das bandas de rock mais icônicas da história, o Kiss, expressaram sua honra ao receber uma medalha de mérito concedida pelo presidente americano de extrema-direita, Donald Trump.
A maioria dos integrantes da banda já fez críticas ao presidente americano no passado, mas destacaram estar muito empolgados com a honra de receber uma distinção concedida por Trump. Além da banda, a homenagem também inclui o ícone da música country George Strait, o ator e comediante britânico Michael Crawford, a estrela de Rocky, Sylvester Stallone, e a cantora Gloria Gaynor.

Após o anúncio oficial, os roqueiros afirmaram que a honraria tem grande significado para eles. “Desde nossos primeiros dias, o Kiss incorporou o ideal americano de que tudo é possível e que o trabalho duro compensa”, disse Paul Stanley. “O prestígio do Kennedy Center Honors não pode ser subestimado, e eu aceito isso em nome do longo legado do Kiss e de todos os membros da banda que ajudaram a criar nossa banda icônica.”
Os outros integrantes da banda, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss, expressaram sentimentos semelhantes sobre o reconhecimento do presidente americano. Simmons afirmou: “O Kiss é a personificação do sonho americano. Estamos profundamente honrados em receber a homenagem do Kennedy Center.” Frehley, por sua vez, disse estar grato por ser homenageado ao lado de nomes como Stallone, Strait, Gaynor e Crawford, descrevendo isso como “um sonho que nunca pensei que se tornaria realidade”. Criss resumiu: “Eu me sinto tão abençoado. Esta é a maior honra da nossa carreira.”

Embora Frehley tenha expressado apoio a Trump, os outros membros do Kiss não compartilharam da mesma opinião política. Em agosto de 2020, Stanley classificou como “abomináveis” as alegações de Trump de que a eleição de 2020 seria fraudada caso ele perdesse.
“Independentemente de quem você apoia, é incendiário e abominável para qualquer candidato afirmar: “Se eu perder, a eleição foi fraudada”. Isso é um desrespeito àqueles que lutaram pelas eleições livres e seguras que temos, além de insinuar perigosamente que os cidadãos com opiniões diferentes são inimigos”
Ele também criticou Trump pelos distúrbios no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, chamando os participantes de “terroristas”. Em uma entrevista de 2016 à Rolling Stone, Simmons afirmou que Trump era “bom para o sistema político”, mas reconheceu que ele “disse algumas coisas muito vis e cruéis”.


