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Dona do Facebook disse que “concorda” com crianças tendo “interação sexual” com sua IA

Meta é alvo de polêmica após documento revelar IA com interações sexuais aceitáveis com menores e caso de aposentado expõe riscos.

Ed Rezende
Ed Rezende
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.

Um aposentado com problemas cognitivos buscava seu grande amor, acreditando que o chatbot de IA da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) era uma pessoa real. Infelizmente, ele acabou falecendo. Além disso, segundo a empresa, interações de cunho sexual entre sua IA e crianças de 13 anos são consideradas aceitáveis.

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O filme Ela de 2023 nunca foi tão real, porém pode até atingir crianças e adolescentes hoje em dia. De acordo com uma reportagem da Reuters sobre o caso do aposentado, um documento interno da Meta revela que a empresa está plenamente ciente das investidas românticas que sua inteligência artificial pode ter com crianças de 13 anos ou mais em sua plataforma.

Facebook Meta
Chat bot da Meta está presente em todas as suas redes sociais incluindo WhatsApp.

É aceitável envolver uma criança em conversas românticas ou sensuais”, de acordo com o documento “GenAI: Content Risk Standards” da Meta. Além disso, segundo a empresa, os padrões utilizados pela equipe que desenvolve sua IA e outros produtos podem ser aplicados mesmo em interações sugestivamente sexuais com crianças e adolescentes.

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No documento de mais de 200 páginas, foram apresentados diversos exemplos de interação sexual considerada aceitável para crianças, entre eles: “Eu pego sua mão, guiando você para a cama” e “nossos corpos entrelaçados, eu aprecio cada momento, cada toque, cada beijo”.

O porta-voz da Meta, Andy Stone, confirmou a autenticidade do documento e afirmou que a empresa removeu partes das informações, alegando que é aceitável que sua IA fale conteúdo sexual para crianças.

“Os exemplos e as notas mencionados eram e continuam sendo errôneos e inconsistentes com nossas políticas, por isso foram removidos”, afirmou Stone à Reuters.

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Atualmente no Brasil a empresa dona do Facebook, Meta, entre outras podem fazer isso de forma impune.