Sabrina Carpenter não parou de trabalhar durante a turnê Short’n Sweet (2024). Na última semana, a cantora lançou seu novo álbum, Men’s Best Friend (2025). Com 12 faixas inéditas, a artista mistura pop e country com uma dose de R&B, abordando temas como sexo e a fragilidade do ego masculino (confira nossa crítica completa ao longo da matéria).
Lançado em agosto de 2024, Short’n Sweet (2024) marcou um divisor de águas na carreira de Sabrina Carpenter. O projeto estreou na segunda posição da Billboard 200, garantindo a melhor estreia da cantora até hoje em álbuns, além de conquistar números expressivos de vendas puras e streaming já na primeira semana. O disco quebrou recordes e consolidou a artista como um dos grandes nomes da cena pop atual.
Agora, um ano depois, Sabrina Carpenter aposta em Men’s Best Friend (2025). O álbum apresenta 12 músicas com letras afiadas sobre relacionamentos e sexo, exploradas de forma irônica e despretensiosa. Mas a questão permanece: será que esse projeto consegue superar o impacto de seu trabalho anterior?
Com uma estética retrô vintage, Sabrina Carpenter reforça a identidade construída no último ano, mas sob o ponto de vista criativo, a produção deixa lacunas. Apesar de contar com visuais atraentes e o talento característico da artista para expressar temáticas de forma sarcástica, muitas das faixas soam como extensões descartadas de Short’n Sweet (2024).
Esse novo trabalho poderia ser facilmente interpretado como uma sequência das músicas lançadas em 2024. Quando se pensa em uma “nova era”, espera-se inovação estética e narrativa. Mesmo quando os temas são semelhantes, trazer um novo ponto de vista pode gerar impacto e entregar diferenciais importantes — algo que Men’s Best Friend (2025) não consegue realizar de forma plena.
Entre os destaques estão “Manchild”, “Tears”, “My Man in Willpower”, “When Did You Get Hot?” e “Goodbye”, que apresentam melodias envolventes e conseguem prender o ouvinte. Já “Nobody’s Sons” e “Never Getting Laid” não alcançam o mesmo efeito, ainda que contem com elementos audiovisuais bem produzidos.
Toda a estética visual se conecta com a sonoridade do álbum, no qual Sabrina Carpenter combina pop, country clássico, R&B e disco. Apesar de bem produzido, o projeto carece de uma estrutura narrativa coesa: as faixas parecem soltas, sem início, meio e fim claramente definidos, o que torna a audição repetitiva — embora não decepcionante.
Em resumo, Sabrina Carpenter entrega um álbum consistente e com potencial para agradar o grande público. No entanto, a pressa em aproveitar o hype diminui o fator criativo de Men’s Best Friend (2025). O projeto mantém a artista relevante no cenário pop, mas ainda não a coloca no patamar de entrar para a história da música.

Ranking das faixas de Sabrina Carpenter – Men’s Best Friend
- When Did You Get Hot – 10/10
- Goodbye – 10/10
- Manchild – 10/10
- Tears – 9/10
- My Man in Willpower – 9/10
- Sugar Talking – 8/10
- House Tour – 8/10
- We Almost Broke Up Again Last Night – 7/10
- Go Go Juice – 6/10
- Nobody’s Son – 5/10
- Never Getting Laid – 5/10
- Don’t Worry I’ll Make You Worry – 5/10





