O cenário das premiações de cinema em 2026 trouxe um balde de água fria para os fãs de animação japonesa. Mesmo com aclamação universal, os longas Demon Slayer: Infinity Castle Arc e Chainsaw Man: Reze Arc foram oficialmente esnobados pelo Oscar.
Ambos os filmes são considerados parte do “circuito popular”, sendo extensões diretas de séries de sucesso absoluto associadas à Crunchyroll. Apesar da bilheteria massiva e da qualidade técnica, a Academia parece não ter levado os projetos a sério.
A exclusão gera revolta na comunidade, especialmente pelo desempenho comercial e cultural dessas obras. Demon Slayer: Infinity Castle Arc, por exemplo, teve uma trajetória avassaladoramente vitoriosa nos cinemas mundiais.

Mitchel Berger, executivo da Crunchyroll, destacou o impacto cultural da obra, que arrecadou impressionantes US$ 70,6 milhões apenas em seu final de semana de estreia nos Estados Unidos. O sucesso não parou por aí, atingindo marcas históricas.
Ao todo, a produção acumulou mais de US$ 780 milhões globalmente. Esse número consolida a obra como uma das maiores arrecadações de anime de todos os tempos, superando produções ocidentais que costumam dominar a categoria.
Já Chainsaw Man: Reze Arc foi exaltado pela sua direção artística audaciosa e narrativa visceral. O filme era visto como uma chance real de quebrar o preconceito da Academia contra animes de ação focados no público jovem.

O descaso do Oscar reacende o debate sobre como a premiação avalia o gênero. Enquanto filmes autorais de menor alcance ganham espaço, produções que movem multidões e redefinem a tecnologia da animação são frequentemente ignoradas.
A frustração dos fãs reside no fato de que esses filmes não são apenas sucessos comerciais, mas obras que elevam o padrão de animação para toda a indústria. A falta de indicação é vista como um sinal de que o Oscar ainda resiste ao anime popular.


