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Return to Silent Hill pode ganhar continuação

Return to Silent Hill divide crítica e público, mas números internacionais podem garantir uma sequência. Entenda a matemática por trás do filme.

Ed Rezende
Ed Rezende
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.

O lançamento de Return to Silent Hill (Terror em Silent Hill, 2026) está gerando um debate curioso na indústria. Embora a crítica tenha “detonado” o longa e muitos fãs tenham saído confusos das salas, o filme está longe de ser um desastre financeiro total para os produtores.

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Segundo dados do site Eurogamer, o desempenho nos Estados Unidos foi modesto, com apenas US$ 3,2 milhões arrecadados. Esse valor é consideravelmente menor do que os US$ 8 milhões do segundo filme e os US$ 20 milhões da estreia da franquia anos atrás.

No entanto, o segredo da sobrevivência de Silent Hill reside no seu orçamento controlado. O filme custou apenas US$ 23 milhões entre produção e marketing, um valor baixo para os padrões atuais de grandes adaptações de games.

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Terror em Silent Hill
Return to Silent Hill

A salvação está vindo do mercado internacional. Com exibições já iniciadas na China e em outros territórios asiáticos, o longa já está muito próximo de cobrir seus custos iniciais. A estreia na Europa, incluindo Portugal em 29 de janeiro, deve empurrar o filme para a zona de lucro.

O diretor Christophe Gans já manifestou interesse em continuar explorando o universo da Konami nos cinemas. Se o próximo final de semana mantiver o ritmo de arrecadação, o valor investido poderá ser duplicado, o que é o “sinal verde” que os estúdios precisam.

Essa dinâmica mostra que o terror continua sendo um dos gêneros mais seguros para o investimento. Mesmo com notas baixas em agregadores, a curiosidade do público e o baixo custo de produção permitem que a franquia respire e, possivelmente, tente se redimir em um próximo capítulo.

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Terror em Silent HillRegresso para o Inferno 1

Atualmente, o longa é uma adaptação direta de Silent Hill 2, considerado por muitos como o melhor jogo da série. A tentativa de Gans de trazer uma estética mais artística e menos convencional pode ter afastado a crítica, mas manteve o interesse financeiro vivo.

Se a arrecadação continuar estável após o lançamento europeu, os responsáveis pela marca podem ver potencial em uma nova adaptação, focando talvez em outros contos da cidade maldita para tentar equilibrar melhor a recepção do público e da crítica especializada.

Em 2026, o estúdio parece estar jogando com o volume de fãs da franquia e o mercado chinês para garantir que a névoa de Silent Hill não se dissipe tão cedo das telas de cinema.