A recente abertura de documentos sigilosos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos lançou uma sombra inesperada sobre a indústria dos games. Entre as milhares de páginas que detalham a rede de Jeffrey Epstein, surgiram menções a figuras do primeiro escalão da Rockstar Games, a gigante por trás do fenômeno Grand Theft Auto (GTA).
De acordo com relatos que ganharam força em comunidades como o Reddit, Sarah Ransome, uma das vítimas de Epstein, citou o envolvimento de dois nomes poderosos da produtora. O atual presidente da Rockstar, Sam Houser, e o ex-produtor principal da franquia, Leslie Benzies, foram mencionados em depoimentos sobre situações de abuso.

No depoimento de Ransome, ela alega que Benzies teria cometido abusos e afirma que Houser tinha conhecimento dos fatos. Leslie Benzies foi uma peça fundamental na construção do sucesso de GTA V, enquanto Sam Houser é visto como a mente visionária que comanda o destino da empresa há décadas.
É crucial destacar que os documentos atuais não apresentam provas de que os executivos frequentaram a ilha particular de Epstein ou que constem em manifestos de voo da sua rede de tráfico. As citações referem-se a alegações de má conduta individual, mas o peso dos nomes envolvidos traz uma repercussão imediata para a imagem da marca.

A citação desses líderes em um processo de tamanha gravidade coloca a Rockstar Games em uma posição desconfortável perante investidores e fãs. O setor de entretenimento tem sido rigoroso com questões de conduta ética, e a presença desses nomes nos arquivos de Epstein pode gerar um escrutínio sem precedentes sobre a cultura corporativa da empresa.
Analistas do mercado de games observam de perto como a Take-Two Interactive, proprietária da Rockstar, irá se manifestar diante dessas graves acusações. Enquanto a investigação sobre os arquivos continua, a comunidade gamer debate o impacto que essas revelações podem ter no legado das franquias e na confiança nas lideranças da produtora.
O desenrolar desse caso promete novos capítulos conforme especialistas jurídicos analisam a fundo os documentos desclassificados. A atenção do público agora se divide entre os tribunais americanos e os próximos passos estratégicos de uma das maiores empresas de software do mundo.


