A maioria dessas grandes produções, quando recebem uma sequência, seguem uma regra estabelecida: ser maior e mais grandioso. “Super Mario Galaxy: O Filme” segue essa regra e cumpre a promessa de expandir o universo da franquia. Porém, a obra comete deslizes que a fazem ser uma continuação inferior ao seu antecessor. Ainda assim, o filme entrega uma experiência divertida.
Em “Super Mario Galaxy: O Filme”, iremos acompanhar uma nova aventura de Mario (Chris Pratt) e Luigi (Charlie Day) que vai muito além do Reino dos Cogumelos, em uma jornada épica pelo espaço sideral.

A trama se desenrola após a Princesa Rosalina (Brie Larson) ser capturada por Bowser Jr., que agora possui planos ainda mais ambiciosos no cosmos. Como dito antes, o longa quer ser “épico” em todos os aspectos; no entanto, ele não consegue organizar seu roteiro e se torna uma bagunça de tantos núcleos narrativos e personagens subdesenvolvidos.
É uma produção que não para em nenhum segundo, pois tudo acontece numa velocidade exagerada que faz o espectador não conseguir respirar e torna sua trama frágil e confusa. Querendo ou não, essa é uma tendência que a indústria tem utilizado em suas produções para prender a atenção do espectador.

Temos a introdução de Rosalina e Fox McCloud —são personagens interessantes —, mas ambos sofrem com essa pressa do longa em querer mostrar tudo em poucos segundos em tela. É uma pena, porque McCloud tem uma cena explicando sua origem utilizando uma animação belíssima em 2D, mas é rápido demais para digerir as informações, não havendo tempo suficiente para desenvolvê-los.
Bowser (Jack Black) também sofre com esse problema, por ter sua construção de redenção jogada no limbo. Pelo menos, a Princesa Peach (Anya Taylor-Joy) continua sendo uma personagem carismática e possui uma carga emocional decente.

A maior surpresa é a inclusão do Yoshi (Donald Glover), sem dúvidas é o melhor personagem e o mais engraçado. Além disso, Glover entregou uma dublagem incrível (é difícil de acreditar que é ele fazendo aquela voz dócil). Apesar de seus erros “Super Mario Galaxy” teve uma direção mais incentiva e uma animação extremamente superior ao antecessor.
Podemos dizer que “Super Mario Galaxy” aderiu a uma espécie de “linguagem de shorts”. O que seria isso? Uma enxurrada de informações para o público processar num tempo minúsculo. É uma obra que expande a mitologia e demonstra como esse universo é riquíssimo, esse filme é basicamente uma apresentação de terreno para futuras produções da Nintendo no cinema. No entanto, se continuar com essa estrutura, os próximos filmes não serão esquecíveis.










