A crise em torno de Kanye West no Reino Unido ganhou um novo capítulo. Depois que grandes marcas decidiram abandonar o patrocínio do Wireless Festival, o diretor da organização do evento, Melvin Benn, saiu publicamente em defesa do artista e pediu que o público considere a ideia de perdão diante da nova polêmica.
Na nota, Benn afirmou que já testemunhou episódios de comportamento que considerou desprezíveis, mas que escolheu seguir por um caminho de esperança e segunda chance. Ao mesmo tempo, ele deixou claro que considera abomináveis as falas de Ye sobre judeus e Hitler, reforçando que o festival não estaria oferecendo ao rapper espaço para defender opiniões, mas apenas para apresentar músicas conhecidas do público.

A declaração veio logo depois da debandada de patrocinadores. A Pepsi encerrou sua parceria com o festival, seguida pela Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker e Captain Morgan. Depois, PayPal e Rockstar também se afastaram da edição deste ano, aumentando a pressão sobre a realização do show em Londres.
Mesmo com a tentativa de amenizar a crise, a repercussão política cresceu. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer classificou como profundamente preocupante a presença de Ye no festival, enquanto autoridades e entidades ligadas à comunidade judaica passaram a cobrar uma proibição da entrada do rapper no Reino Unido.
A defesa feita por Benn adiciona um novo peso à discussão, porque transforma o caso em algo maior do que uma simples atração musical. O debate agora gira entre liberdade artística, responsabilidade pública e os limites da tolerância quando um evento de grande porte decide manter um nome cercado por declarações extremistas.
Quando Kanye West deve se apresentar no Wireless Festival?
Ye foi anunciado como atração principal das três noites do Wireless Festival, marcado para julho de 2026, em Londres, embora sua entrada no Reino Unido ainda esteja sob pressão política.







