A reta final da série The Boys está sendo acompanhada por uma forte controvérsia fora das telas envolvendo o ator israelense Tomer Capone, intérprete do personagem Francês.
O ator tem sido alvo de críticas e acusações graves nas redes sociais, especificamente no X (antigo Twitter), após o resgate de uma entrevista antiga concedida ao portal israelense Ynet, na qual descreve suas experiências no exército de Israel (IDF).
O trecho que gerou a maior onda de indignação descreve operações militares noturnas em residências civis. Segundo a tradução que circula amplamente, Capone teria relatado que, no meio da noite, soldados entraram na casa de uma família e que a retirada de jovens de 18 anos não ocorre de forma “agressiva”, mas que as famílias não permitem que levem sua “filha com facilidade”.
Essa declaração está sendo interpretada por diversos usuários e grupos de direitos humanos como uma admissão de práticas que configuram sequestro de civis.

É importante lembrar que o serviço militar é obrigatório em Israel, e Capone serviu na brigada de paraquedistas, demonstrando pleno remorso pelo episódio. Ainda assim, o relato sobre a remoção de jovens de suas casas reacendeu o debate sobre as táticas usadas pelas forças armadas na região.
O sequestro e a detenção arbitrária de civis, incluindo mulheres e crianças, são estritamente proibidos pelas Convenções de Genebra e seus protocolos adicionais. Essas normas estabelecem que qualquer pessoa que não esteja envolvida diretamente em hostilidades deve ser protegida contra atos de violência, ameaças ou tomada de reféns.
Violações dessas diretrizes são consideradas infrações graves, sujeitas à investigação e responsabilização criminal por órgãos internacionais, como o Tribunal Penal Internacional.
Até o momento, nem o ator Tomer Capone nem a produção de The Boys ou o Prime Video emitiram um comunicado oficial sobre o impacto dessa repercussão na imagem da série ou na permanência do ator em projetos futuros.







