O renomado designer japonês Hideki Kamiya, criador da aclamada franquia Bayonetta, decidiu esclarecer algumas polêmicas envolvendo o terceiro título da série.
Durante suas declarações recentes, ele admitiu que pode ter exagerado na forma como conduziu o encerramento da história e aproveitou para desmentir publicamente um influenciador brasileiro no processo.
A confusão começou quando o criador de conteúdo Coelho no Japão, especializado no universo da Nintendo, afirmou no Twitter que Kamiya teria considerado o terceiro jogo um grande erro. O designer respondeu diretamente ao influenciador, negando a afirmação com firmeza, e deixou claro que nunca disse que o desenvolvimento ou a existência do jogo em si fossem uma falha.
“Eu não disse que foi um erro… Não escreva besteira…”
A verdadeira reflexão do desenvolvedor foi publicada em seu novo livro, intitulado The World of Hideki Kamiya. Na obra, o veterano conhecido por clássicos absolutos como Resident Evil 2, Devil May Cry e Okami, comenta sobre a forte reação dos fãs ao desfecho de Bayonetta 3. Ele reconhece que a conclusão da narrativa acabou ficando excessivamente aberta a diferentes interpretações pelo público.
O terceiro capítulo da saga foca em estabelecer de forma mais clara um multiverso, onde a protagonista que os jogadores conhecem é apenas uma entre várias outras versões em perigo. Para rebater as críticas de que esse conceito teria surgido do nada, Kamiya relembrou os eventos do primeiro título da franquia, destacando a clássica cena logo após a batalha contra Balder.

Ele explica que quando a jovem Cereza é salva e enviada de volta ao passado, a linha temporal se divide imediatamente. Ao retornar ao presente e encontrar Luka, o cenário aparece propositalmente duplicado e desfocado na tela.
Segundo o criador, esse detalhe visual já representava a recriação do universo real junto a um divergente, mostrando dois mundos coexistindo em paralelo desde o início da saga.
Apesar de defender a semente do multiverso plantada no primeiro jogo, ele admite que a equipe poderia ter explicado a ideia com muito mais clareza no terceiro lançamento. Q

uanto ao destino final da protagonista, o designer sugere fortemente que Bayonetta continua viva, lamentando profundamente que o jogo não tenha deixado isso evidente para a comunidade. Kamiya explicou que considerou um erro da sua parte permitir que os jogadores interpretassem a situação de forma tão negativa a ponto de concluírem que a bruxa estava morta.
Ele percebeu a enorme dificuldade de avaliar até que ponto deve conceder liberdade de interpretação ao público, garantindo que a grande falha de comunicação esteve apenas na clareza da conclusão e não na qualidade geral da obra.







