Mesmo anos após a sua morte, o legado de Michael Jackson volta a ser alvo de graves polêmicas na justiça. O astro pop foi novamente acusado de abuso, desta vez por quatro pessoas que conviveram com ele durante a infância.
O artista falecido ganhou uma aclamada cinebiografia de sucesso, e com o longa em alta, a mídia internacional voltou a explorar intensamente as denúncias obscuras contra o chamado Rei do Pop.
Nesta nova ação judicial, a grave acusação é feita por três irmãos e uma irmã da família Cascio. O processo foi oficialmente aberto em fevereiro, cerca de dois meses antes da estreia do filme biográfico.
Apesar de já tramitar nos tribunais, o caso só ganhou grande repercussão agora. O destaque ocorreu após uma longa entrevista das supostas vítimas à imprensa americana, onde acusaram pessoas próximas ao cantor de forte manipulação.

A denúncia formal cita diretamente o espólio de Michael Jackson e os advogados que o representam, John Branca e John McLain, além do investigador particular Herman Weisberg.
O documento afirma que Weisberg e outros profissionais ligados a Jackson teriam sido falsamente apresentados à família Cascio. A suposta intenção era fingir que representavam os interesses das vítimas na negociação de um acordo de silêncio com o espólio.
O processo inclui detalhes perturbadores sobre os supostos abusos. Os crimes teriam ocorrido enquanto Jackson viajava em turnês de shows pelos Estados Unidos e também pelo exterior.
O texto da ação alega ainda que o cantor abusou dos quatro irmãos dentro da própria casa deles, localizada em Nova Jersey. Isso teria acontecido durante visitas casuais em que ele estava acompanhado dos próprios filhos.

A queixa descreve o Rei do Pop como um predador infantil em série. O documento afirma que, ao longo de mais de uma década, ele teria drogado, estuprado e abusado sexualmente de cada um dos autores da ação.
Segundo os relatos, os ataques teriam começado quando algumas das crianças tinham apenas sete ou oito anos de idade. Os advogados apontam que os abusos continuaram por longos períodos em diversos locais ao redor do mundo. Hoje adultos, os autores da ação judicial são Edward Joseph Cascio, Dominic Savini Cascio, Marie-Nicole Porte e Aldo Cascio.
A denúncia constrói um quadro sórdido dos bastidores, afirmando que Jackson fornecia drogas e álcool aos irmãos. Além disso, ele supostamente os expunha à pornografia infantil para facilitar todo o processo de abuso e manipulação psicológica.









