Duas semanas antes do julgamento que sacudiria Hollywood, Blake Lively e Justin Baldoni chegaram a um acordo e encerraram um dos processos judiciais mais comentados da indústria do entretenimento nos últimos anos. O caso, que nasceu nos bastidores do filme É Assim Que Acaba (2024), terminou sem vencedores claros — e com um saldo amargo para a atriz.
Lively acusou Baldoni, seu diretor e coprotagonista, de assédio sexual durante as filmagens e alegou que, após levar as queixas a público, ele e sua equipe de relações públicas organizaram uma campanha digital de difamação para prejudicá-la. Baldoni negou todas as acusações.

Em abril, o juiz federal Lewis Liman rejeitou as acusações de assédio sexual apresentadas por Lively — incluindo relatos de contato físico indesejado durante as filmagens, comentários sobre sua aparência e a alegação de que o CEO da Wayfarer Studios entrou em seu trailer enquanto ela estava despida. Das 13 ações civis originais, apenas três sobreviveram para ir a júri: retaliação, auxílio e incentivo e quebra de contrato.
Baldoni respondeu com um processo por difamação no valor de 400 milhões de dólares em tribunal federal, alegando que Lively destruiu sua reputação com falsas acusações em uma tentativa de tomar o controle do filme. Ele também processou o New York Times.
Lively contra-processou, acusando Baldoni, a Wayfarer Studios e outros de assédio, retaliação e outras violações. O processo de difamação de Baldoni foi arquivado nos estágios iniciais, após o juiz decidir que tanto a atriz quanto o Times eram protegidos por privilégios relativos a litígios e à cobertura jornalística deles.

O acordo foi anunciado por meio de um comunicado conjunto elaborado pelos advogados das duas partes. “O produto final — o filme É Assim Que Acaba — é motivo de orgulho para todos nós que trabalhamos para trazê-lo à vida”, diz o texto. “Reconhecemos que o processo apresentou desafios e que as preocupações levantadas pela Sra. Lively precisavam ser ouvidas. Mantemos nosso compromisso com ambientes de trabalho livres de impropriedades.”
Os termos financeiros do acordo não foram tornados públicos. A advogada de Lively, que antes afirmou estar ansiosa para contar a história de sua cliente nos tribunais, recuou e disse estar satisfeita por ter exposto a existência de uma suposta máquina de difamação contra a atriz.
Um detalhe que pesou contra Lively nos dias finais do processo: Baldoni apresentou ao tribunal um e-mail no qual a atriz teria pedido a executivos da Sony que destruíssem filmagens diárias do set — algo que ela havia negado em depoimento.
O filme, adaptado do romance de Colleen Hoover, arrecadou mais de 350 milhões de dólares no mundo inteiro e permanece um dos maiores sucessos de bilheteria de 2024.








