Will Smith saiu vitorioso de mais um capítulo difícil de sua vida pública. Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta quinta-feira o processo de assédio sexual movido contra o ator e rapper pelo violinista Brian King Joseph, músico que integrou a turnê Based on a True Story: 2025 Tour.
O caso teve início quando Joseph foi contratado por Smith em novembro de 2024 para se apresentar em um show e, posteriormente, convidado para integrar a turnê completa. Segundo o processo, durante uma parada em Las Vegas em março de 2025, o violinista encontrou seu quarto de hotel violado — sem sinais de arrombamento — com itens deixados no local, incluindo lenços umedecidos, uma garrafa de cerveja, medicamentos para HIV em nome de terceiros e um bilhete manuscrito com a mensagem “Brian, voltarei… só nós”.
Joseph interpretou o ocorrido como uma ameaça de abuso sexual e relatou o incidente à equipe de gerenciamento de Smith. Segundo ele, foi repreendido logo em seguida e demitido da turnê dias depois, sendo substituído por outro músico.

O processo incluía acusações de assédio sexual, demissão indevida e retaliação contra Smith e sua produtora, a Treyball Studios Management. A defesa classificou as alegações como “falsas, infundadas e irresponsáveis” desde o início.
O juiz Michael Shultz concluiu que, embora os fatos descritos pudessem sugerir conduta sexual intencional, tratava-se de um episódio isolado — insuficiente para configurar um ambiente de trabalho hostil nos termos da lei, o que é exigido para que a acusação de assédio sexual seja válida.
Com essa conclusão, as demais acusações baseadas em retaliação também perderam força, já que dependiam do reconhecimento do assédio como atividade protegida por lei. As acusações de denunciante e de política pública foram igualmente rejeitadas.
A decisão não impede que Joseph apresente uma nova queixa com argumentos reformulados.








