Strauss Zelnick, chefe da Take-Two Interactive, saiu em defesa do Red Dead Online após uma nova onda de críticas da comunidade sobre o futuro do modo multiplayer do universo de Velho Oeste da Rockstar.
Em entrevista à IGN, Zelnick garantiu que o projeto segue sendo um sucesso comercial, impulsionado pelas mais de 85 milhões de cópias vendidas do jogo base — um dos títulos mais vendidos da história, atrás apenas de Minecraft e GTA V.
A insatisfação da comunidade, no entanto, tem raízes concretas. O componente multiplayer de Red Dead Redemption 2 foi lançado em 2018 e recebeu suporte inicial robusto, mas a última grande atualização de conteúdo antes de 2025 foi Blood Money, em 2021.
A expansão Strange Tales of the West, lançada em 2025, reacendeu o interesse pelo jogo — mas também reabriu o debate sobre o quanto o título sempre ficou em segundo plano em relação ao GTA Online, sensação confirmada por dados vazados de receita e número de jogadores ao longo dos anos.

Com quase 1 milhão de usuários semanais ativos, o Red Dead Online é, em números absolutos, um servidor expressivo para qualquer jogo do mercado. O problema, para os fãs, está na comparação com o investimento contínuo que a Rockstar dedica ao universo de GTA.
Outra crítica recorrente é a ausência de uma versão nativa para PlayStation 5 e Xbox Series X/S. Sem otimização para a nova geração, o jogo continua rodando a 30 frames por segundo — o que compromete fluidez visual e tempo de resposta dos comandos para quem espera os 60fps dos consoles modernos.
Quanto a um possível Red Dead Redemption 3, a perspectiva segue sombria. O cofundador da Rockstar, Dan Houser, e o ator Roger Clark, voz de Arthur Morgan, já garantiram publicamente que a sequência existirá um dia — mas ambos admitiram não ter nenhuma previsão concreta de quando isso acontecerá.








