O filme Supergirl, que já é um fracasso de bilheteria, sendo apenas o segundo longa da DC Studios e o primeiro tropeço do estúdio comandado por James Gunn, ganhou uma matéria detalhada no The Hollywood Reporter.
De acordo com a reportagem, James Gunn e o diretor Craig Gillespie tiveram diferenças criativas sobre os rumos de Supergirl, segundo várias fontes, e a produção nunca se firmou durante a pós-produção. As notas nos testes, avaliadas em uma escala de 100 pontos, nunca saíram da casa dos 60, conforme diversas pessoas ouvidas pelo veículo, embora um outro insider afirme que a pontuação mais alta alcançada tenha sido 70.

Uma das fontes resumiu o clima nos bastidores sem rodeios.
“Dizer que eles não estavam criativamente alinhados é uma forma educada de descrever a situação”, afirmou. Porém, outras pessoas garantem que os dois tiveram divergências moderadas, dentro do atrito normal e até saudável entre cineasta e estúdio em um filme desse porte.
As filmagens terminaram em maio de 2025 e, já naquele ponto, a Warner e Gillespie sabiam que o filme tinha problemas. Depois que uma exibição de teste em dezembro foi considerada apenas ok, a DC Studios assumiu a pós-produção para montar seu próprio corte, contratando o roteirista Jeremy Slater, amigo de Gunn, para ajudar nas cenas de nove dias de refilmagens.
O longa contou com dois editores. Tatiana S. Riegel, parceira de longa data de Gillespie, que trabalhou em Lars and the Real Girl, Eu, Tonya e Cruella, e Fred Raskin, colaborador frequente de Gunn, presente em todos os filmes dos Guardiões da Galáxia e na série Pacificador.

Em março, o estúdio promoveu uma disputa interna entre os dois cortes em exibições de teste. As notas caíram em vez de subir, e a versão da DC Studios superou a do diretor por apenas dois pontos, sendo a escolhida para chegar aos cinemas. Um insider do estúdio, no entanto, diz que as diferenças entre as versões não eram particularmente pronunciadas.
Com orçamento na faixa de 170 a 180 milhões de dólares, Supergirl estreou com apenas 37,1 milhões nos Estados Unidos. Peter Safran, co-CEO da DC Studios, admitiu que o longa não atingiu as expectativas de bilheteria, mas reforçou a confiança na estratégia de longo prazo do estúdio.











