A recente interrupção na transmissão do festival reacendeu o debate sobre episódios históricos de veto no canal. Durante a apresentação da banda Supercombo no Rock in Rio 2026, a Rede Globo cortou a exibição no canal pago BIS logo após o vocalista iniciar críticas políticas no palco.
O discurso do cantor Leo Ramos defendia uma reforma no congresso nacional e a renovação eleitoral. No entanto, a equipe de transmissão da Rede Globo redirecionou a imagem para a apresentadora sob a justificativa de falhas técnicas, retornando ao show quarenta segundos depois com a fala encerrada.
O episódio no segundo dia do evento relembra a forte repressão sofrida por músicos no período da ditadura militar. Na época, as emissoras de televisão precisavam submeter suas grades ao controle prévio dos censores estatais, cortando apresentações ao vivo e proibindo canções no país.
Nos festivais de música da década de 1960 e 1970, exibições transmitidas pela Rede Globo eram constantemente monitoradas por agentes governamentais no estúdio. Artistas engajados tinham seus microfones desligados ou trechos cortados da edição final sempre que entoavam versos de protesto.

A prática de abafar discursos políticos em transmissões ao vivo reacende o debate sobre o papel da mídia na liberdade de expressão, a banda e o canal não se pronunciaram.












