O curta-metragem O Salto, dirigido pela diretora estreante Camila Trigona, teve uma exibição no Festival Internacional de Cinema de Paraty. Contando com o elenco de Tonico Pereira e Guilherme Briggs, o longa-metragem foi um dos pontos altos de todo o evento.
Talvez a gente devesse observar mais como pequenos momentos da nossa vida, vistos de uma perspectiva externa, podem significar grandes desafios para nós mesmos. O salto, que significa aqui neste contexto todos os nossos medos, angústias e excitações, é refletido pela atriz mirim Duda Batista.

Nele, ela é uma garotinha que tem de superar um grande desafio, que é pular ou saltar de uma altura, seja do que quer que seja, tendo em vista que o filme traz uma metáfora de superação pessoal.
Ainda no curta, O Salto, o ator Tonico Pereira (Wilson), que dá vida ao avô da garotinha, faz a personagem enxergar que ela não deve se entregar para o problema, mas sim trabalhar para superá-lo, em um monólogo doce, mas objetivo.
O barco de onde a personagem principal tem que saltar tem um pirata que empurra as crianças de forma repentina, enquanto a garotinha apenas foge dele. Entende-se quantas pessoas fogem de suas responsabilidades enquanto a vida nos empurra ao mesmo tempo.

Você pode tentar fugir das suas superações, mas o medo, por mais que possa parecer injustificável para os outros, pode ser a grande diferença em nossas vidas. Briggs faz um pirata no filme que quer incentivar a pequena a saltar, mas a decisão no final será sempre nossa.
O Salto, além de toda a qualidade técnica em fotografia e da direção impecável de Trigona, satisfaz a carência de bons curtas que não precisam ser puramente experimentais, podendo ser só cinema.











