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Crítica | “Maze Runner: A Cura Mortal” fecha a trilogia com chave de ouro

Beatriz Souza
Beatriz Souza
Jornalista, apaixonada por música e dança. ARMY em tempo integral e caçadora de monstros com Dean Winchester nas horas vagas.

O último filme da saga Maze Runner, “A Cura Mortal” fecha a trilogia com chave de ouro.

No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos do C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para o C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.

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“A Cura Mortal” começa logo onde “A Prova de Fogo” terminou, com uma sequencia de ação onde Thomas, Newt, Jorge e Brenda tentam recuperar Minho das mãos do C.R.U.E.L, numa cena de perseguição a um trem em movimento, apenas para descobrir que Minho não estava mais lá. Com isso, Thomas e os outros precisaram desbravar a ‘última cidade’ e invadir as instalações do C.R.U.E.L para recuperar o amigo.

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Já havia sido dito pela produção que “A Cura Mortal” seria mais fiel à obra original do que o segundo filme foi e isso é verdade. Apesar disso, as mudanças na produção anterior obrigaram o roteiro do terceiro filme a se distanciar dos livros, o que já era de se esperar. Porém, como leitora da saga, posso afirmar que os fãs dos livros de James Dashner não vão se decepcionar com a conclusão da saga. Muito do terceiro livro foi, de fato, deixado de lado. Mesmo assim, momentos marcantes – e tristes – estão presentes no filme e nada vai preparar você, fã, para o momento “Please, Thomas, please“.

“A Cura Mortal” é o que se propõe a ser e segue em uma linha condizente para uma conclusão. A trilogia que começou em 2014 na onda das sagas como Jogos Vorazes e Divergente, é consistente em seu final. Sendo superior à “Prova de Fogo”, o filme dirigido por Wes Ball tem a produção quase impecável, se destacando entre as sagas antes mencionadas, mesmo anos após as conclusões das mesmas.

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“A Cura Mortal” é regado de cenas de ação e perigo, mas que não tornam o filme apressado. Na verdade, o filme é bastante longo. No entanto, raramente ele deixa o público apreensivo, pois quando parece que os personagens estão sem opções e é o fim da linha, a situação é resolvida com facilidade. Curiosamente, para quem leu os livros, pode ser uma coisa boa, já que ele não te entrega o resultado final por não seguir necessariamente a ordem dos acontecimentos. Dessa forma, mesmo que os elementos estejam lá, quem já conhece a história pode se surpreender.

O destaque nas atuações vai para Dylan O’Brien, o protagonista, que nos faz acreditar na história que está sendo contada; e para Thomas Brodie-Sangster, o intérprete de Newt. Roza Salazar também merece reconhecimento pela sua personagem Brenda. Infelizmente, diferente das atuações jovens quase brilhantes, os veteranos do elenco não passam a mesma credibilidade. Aidan Gillen, que interpreta o vilão A.D Janson, não nos mostra nenhuma novidade, sendo na maior parte do tempo o tipo de vilão cliché e com motivação fraca que já estamos acostumados a ver em diversas produções, diferente do seu personagem nos livros.

Mesmo com todas as dificuldades para ser lançado, como o acidente que Dylan O’Brien sofreu nas gravações em Março de 2016 – e felizmente se recuperou muito bem -, até quem não assistiu aos filmes anteriores pode aproveitar o último filme da saga Maze Runner, pois toda a situação é explicada com clareza.

Maze Runner: A Cura Mortal estreia amanhã, 25 de Janeiro, aqui no Brasil. A estreia mundial acontece no dia 26 de Janeiro.

Ficha técnica:
Título Original: Maze Runner: The Death Cure
Elenco: Dylan O’Brien, Thomas Brodie-Sangster, Giancarlo Esposito, Rosa Salazar, Kaya Scodelario, Ki Hong Lee.
Direção: Wes Ball
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 142 min.
Distribuidora: Fox Film