O sucesso “Aeroporto: Área Restrita” acabou virando alvo de uma disputa de egos entre a Polícia Federal e a Receita Federal. O resultado disso foi o bloqueio total das gravações da oitava temporada no Aeroporto do Galeão.
A ordem partiu da Polícia Federal, que enviou um ofício proibindo o acesso da equipe de filmagem às áreas de segurança na última sexta-feira. Segundo representantes da Receita, a medida seria fruto de um “ciúme institucional” pela fama dos auditores.
Nos últimos anos, a série da HBO Max deu muito destaque às operações e apreensões feitas pela Receita Federal. A PF, que costumava aparecer com mais frequência no início, acabou perdendo espaço na narrativa dos episódios mais recentes.
O clima no Galeão ficou extremamente pesado com a chegada dessa proibição oficial. Testemunhas relataram policiais circulando armados pelas áreas de inspeção de bagagens, o que causou constrangimento para passageiros e funcionários.
Kleber Cabral, presidente da Unafisco, afirmou que o sucesso da série criou essa tensão entre as instituições. Ele defende que a PF avançou sobre uma competência da Receita ao bloquear as credenciais da equipe de TV.

A produtora Moonshot Pictures resolveu levar o caso para os tribunais agora mesmo. Eles alegam que a proibição é uma forma de censura e que fere o direito fundamental de liberdade de imprensa.
Por enquanto, a Justiça ainda não concedeu a liminar e a equipe de filmagem continua barrada. O futuro da nova temporada agora depende de uma decisão judicial que autorize o retorno das câmeras ao terminal carioca.
É curioso notar que um programa feito para mostrar a rotina da segurança nacional agora está no centro de uma batalha jurídica. Resta saber se o impasse entre as forças policiais vai ser resolvido a tempo de salvar a produção.


