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cinema

Alguém Como Eu – “Comédia luso brasileira não passa de novelão de uma hora e meia”

Guilherme Niero

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Alguém Como Eu é uma comédia romântica feita numa parceira entre Brasil e Portugal que conta com protagonistas do dois países. Paola Oliveira interpreta a publicitária Helena e o português Ricardo Pereira vive o advogado Alex. Eles formam o par romântico do novo filme do diretor Leonel Vieira (Zona J, O Pátio das Catingas).

Antes deles se encontrarem, porém, o filme mostra uma Helena desiludida com o amor. Mesmo sendo uma bem sucedida profissional, a personagem vivida por Paolla Oliveira sofre com relacionamentos que não correspondem as suas expectativas. Mais uma vez, um típico clichê de personagem feminino no cinema.

E o filme não foge muito disso. Até pelos atores principais, conhecidos por terem inúmeras novelas no currículo, o longa não passa de um novelão de uma hora e meia.

Depois de receber uma proposta irrecusável para trabalhar em Portugal, Helena decide se mudar para o país europeu em busca de novos rumos e novos desafios para sua vida. Lá, o amor literalmente bate a sua porta e ela e Alex começam a viver um romance perfeito até a página dois.

Depois de alguns meses de relacionamento, o desgaste natural de uma relação começa a aparecer. E para tentar acabar com isso, Helena decide pedir a Deus por um parceiro que seja mais parecido com o jeito dela, daí o titulo do filme.

Depois de ter seu pedido atendido de forma mágica, a protagonista passa a ter visões onde só ela vê seu namorado como uma mulher. Em diversos momentos, Alex aparece como uma figura feminina interpretada pela atriz portuguesa Sara Prata. Há momentos de estranheza entre as duas e até uma cena de sexo lésbico entre as personagens.

Depois de um tempo, Helena se arrepende do pedido e acaba se separando de Alex por não conseguir viver mais ao lado de uma mulher. O filme aborda um tema que não é nem um pouco inédito no cinema nacional, sendo visto em longas como “Se Eu Fosse Você” (Daniel Filho).

A narração em off da personagem de Paolla Oliveira chega a ser muito cansativa, já que ela explica tudo que está acontecendo ao longo do filme. Porém, em alguns momentos, especialmente depois do pedido que transforma seu companheiro em mulher, o longa carece de alguns explicações básicas e parte para um modo quase que autoexplicativo.

Fora as belas paisagens de Lisboa e do Rio de Janeiro, gravadas em grandes sequências com drones que exploram bem os cenários, e de alguns poucas piadas, o filme não tem muitas novidades a serem mostradas.

Em coletiva para jornalistas após a pré-estreia do longa, o diretor português Leonel Vieira disse que a ideia é fazer uma continuação, ou até mesmo uma série baseada na história de Alguém Como Eu, dependendo da aceitação do público. Se fizer dinheiro sim, caso contrário a declaração do diretor não passa de uma ótima piada.

Alguém Como Eu já está em exibição nos cinemas de todo país.

Alguém Como Eu

6.1

Roteiro

5.0/10

Direção

6.0/10

Fotografia

7.5/10

Atuação

6.0/10

Pros

  • Belas imagens

Cons

  • Personagem feminino clichê
  • Narração em off
  • Roteiro batido
Guilherme Niero
Formando em Jornalismo, cinéfilo fanático pelas franquias Star Wars e Batman. Eclético e buscando atualizar o gosto pelo cinema constantemente. Na TV, fã das séries The Walking Dead, Mr Robot, Westworld Rick and Morty.
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