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Livros

Amazon vai distribuir série baseada em livro de Agatha Christie nos EUA.

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De acordo com o site The Hollywood Reporter, a Amazon fez um acordo com a Agatha Christie Limited, empresa responsável pelos direitos literários e de mídia dos livros da autora, e distribuirá, nos Estados Unidos, por meio de seu serviço de streaming Amazon Prime Video, várias séries adaptadas das histórias da autora. Assim como está sendo feito com “Assassinato no Expresso do Oriente”, livro de Agatha Christie, que ganhará um novo filme no fim deste ano e, agora, outras obras da autora vão ser adaptadas também, mas como séries.

A produção original das sete séries, serão adaptadas pela BBC e da Mammoth Screen. O primeiro livro a ser adaptado será “Punição para a Inocência”, que será uma minissérie dividida em três partes. A história é sobre a família Argyle, sob a qual paira uma tragédia: Jacko Argyle, talvez o mais intempestivo dos filhos, que mata a mãe em um arroubo de loucura. Ele é preso, julgado e condenado, mas acaba morrendo na prisão. Quando todos estão retomando suas vidas, aparece um novo elemento que vai colocar toda a família sob suspeita, pois surge um homem com provas de que ele era inocente, o que faz com que o restante da família passe a suspeitar uns dos outros.

Dirigida por Sandra Goldbacher, a produção da série já está a todo vapor, e a responsável pelo roteiro é Sarah Phelps, que trabalhou nos roteiros de outras minisséries inspirados nos livros de Agatha Christie, como, por exemplo – Não Sobrou Nenhum -, o elenco é composto por Bill Nighy (Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1), Ed Westwick (Gossip Girl), Matthew Goode (The Good Wife), Catherine Keener, Eleanor Tomlinson, Ella Purnell, Alice Eve (Além da Escuridão – Star Trek), Luke Treadaway e Morven Christie.

Como fã dos livros da Agatha Christie, fico muito feliz em saber que suas obras estão sendo adaptadas. Eu espero que novos leitores descubram o talento dela e se apaixonem por seus livros. Mais alguém está tão ansioso como eu?

Escritora e devoradora de livros seja ficção, comédia, fantasia e muitos outros gêneros, o importante é a história prender sua atenção.

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Resenha

The Outsiders – Vidas Sem Rumo

“Quer saber de uma coisa? A vida é dura para todo mundo”

Paulo H. S. Pirasol

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CAPA OUTSIDERS

The Outsiders – Vidas Sem Rumo é um livro escrito pela autora S. E. Hinton publicado pela primeira vez em 1967 pela Viking Press, ganhando uma adaptação para o Cinema em 1983 pelo diretor Francis Ford Coppola (Poderoso Chefão e Apocalypse Now). A editora Intrínseca retornou o livro às livrarias brasileiras em abril com tradução de Ana Guadalupe. Ele foi impresso em edição de luxo, com capa dura, pintura trilateral, tradução e projeto gráfico inéditos, contendo também uma carta da autora e um prefácio de Ana Maria Bahiana (jornalista e crítica de cinema), além de uma entrevista com a autora e uma seção dedicada aos bastidores do filme.

Em 1988, Hinton foi agraciada na primeira edição do Margaret A. Edwards Award, prêmio da American Library Association dedicado às obras voltadas ao público jovem.

Susan Eloise Hinton, nasceu em Tulsa, Oklahoma. Tinha quinze anos quando começou a escrever o livro. A maior parte dele escreveu aos dezesseis, em seu último ano na escola. O livro foi publicado em 1967, causando um tremendo sucesso e dando voz à juventude.

O clássico conta sobre a rivalidade de duas gangues, formadas por jovens, na cidade de Tulsa, em Oklahoma. Nosso narrador e protogonista pertence ao lado dos Greasers, que se opunham contra os Socs.

“— Eu sou um Greaser — começou a cantar Sodapop. — Sou delinquente, sou bandido. Sujo o nome da cidade. Dou porrada. Roubo posto. Sou uma ameaça pra sociedade. E, cara, é bom demais!”

Greaser é um termo pejorativo para se referir a uma cultura estadunidense de trabalhadores pobres marginalizados. Esta etimologia é a base do conflito que existe entre as gangues. Greaser contra Soc não se difere da classe trabalhadora contra a consumista, sendo os dois grupos representantes de um grande extremo de cada.

Para esta juventude, a identidade vai além do visual, é uma questão de “Onde tu vem? A qual família tu pertence? Com quem tu andas?” Definições que estão referentes ao declínio do individualismo nas sociedades em massa, quando o ser se apaga para dar nome e imagem a sua tribo, mesmo ela sendo uma Tribo Urbana.

O surgimento dos Greasers se passa um pouco depois da Segunda Guerra Mundial, quando temos mais uma enfatização extrema do conflitos entre tribos opostas, do orgulho pela identidade e da revolta contra a diferença. A primeira coisa que chama atenção na obra é repararmos que até mesmo crianças nascem e morrem batalhando nesta crise conflituosa.

Existem várias obras que abordam este contexto de criação de diferentes grupos pós-guerra, mas geralmente seus personagens são adultos mais velhos. Em The Outsiders – Vidas Sem Rumo, acompanhamos a vida de Ponyboy, um moleque de quatorze anos, meio mirrado e bastante inteligente, o mais novo Greaser entre os irmãos e o grupo de amigos. Depois da morte dos seus pais, ele passou a conviver apenas com o irmão Sodapop, dezesseis anos, e Darrel, vinte anos.

Tantos os irmãos quanto os outros membros do grupo têm suas características muito bem apresentadas e trabalhadas durante toda narrativa, até mesmo os Soc’s. A autora se preocupa em mostrar que por trás de todo esse uniforme existe uma identidade única em cada individuo. Ela não torna a individualidade o grito da obra, pois está mais concentrada em dizer quem eles são incluindo o uniforme, a convivência de suas diferenças relacionadas numa identidade geral. Ela aborda o todo.

“Naquela hora eu entendi tudo. Soda brigava por diversão, Steve, por raiva, Darry, por orgulho, Two-Bit, para ser igual aos outros. Por que eu brigo?, pensei, e não consegui encontrar nenhum bom motivo.”

Empatia devido a dor

Este ‘conheça a ti mesmo’ na obra só é abordado depois que nos acostumamos com a identidade das gangues. De início, a narrativa te coloca conectado àquele mundo mostrando a violência que as gangues causam entre si, nos instigando a temer quando ambos se encontram ou esperar provocações quando um se refere ao outro. Leva tempo para entendermos que um Soc também tem nome e emoções; e que um Greaser ser cruel não é tão comum quanto parece.

Depois que somos guiados lentamente e cuidadosamente nesta visão mais detalhada do que é um grupo, a composição de pessoas que ali convivem, e que todas possuem suas próprias identidades, somos confrontados a descobrir detalhes tão profundos delas que nem mesmo outros personagens sabiam.

E logo após este choque de olhar para um quadro e enxergar pontinhos, de avistar um grupo em que os membros se vestem parecido tanto nas roupas quanto no penteado e conseguir perceber o sentimento de cada um, nossa visão tribal começa a morrer. Passamos a deixar de enxergar que é uma gangue com imagem, identidade e reputação e vemos personagem por personagem, pessoa por pessoa, dor por dor.

“Quer saber de uma coisa? — Ela me encarou. — A vida é dura para todo mundo”

Um fator arriscado, mas que foi muito bem executado na narrativa, é do narrador ser o Ponyboy. Este menino mais novo coberto de entusiamo pela admiração e amor que tem pela gangue tem um desenvolvimento excelente que acompanha tanto o personagem quanto o narrador. Não conseguimos enxergar a autora, apenas o Ponyboy e, junto dele, nós crescemos esta visão que possibilita enxergar a dor que cada um carrega atrás do uniforme. Mesmo o protagonista, que é membro da gangue, mostra que tem muito a aprender sobre reconhecer a identidade de cada um ali, o que nos ajuda em muito como leitor a ter o mesmo tipo de aprendizado.

“No fim das contas os Socs eram só caras normais. A vida era dura para todo mundo, mas era melhor assim. Assim você sabia que o outro cara também era um ser humano”

A conclusão da história consegue ser ainda mais forte de tudo que foi apresentado. Com leveza, o livro cumpre com tudo que propôs ao chamar a atenção do leitor. O ponto mais alto é que ele desenvolve tanto o leitor. Durante a leitura — mesmo que iniciada e finalizada num único dia — o leitor passa a observar os personagens, as gangues e todo aquele mundo de forma diferente, e quando se dá conta, tanto o personagem quanto o leitor estão diferentes.

Francis Ford Coppola

Em 1980, meses depois da árdua produção e lançamento de Apocalypse Now, uma carta chega nas mãos de Coppola, diretor do acalmado Poderoso Chefão. Junto da carta vinha uma edição de bolso de The Outsiders e uma missiva curta com 301 assinaturas: trezentas de alunos e uma de Jo Ellen Misakin, bibliotecária de uma escola no interior da Califórnia.

A edição de luxo que a Intrínseca apresenta tem esta carta e a reação de Coppola em seu prefácio. Assim que terminaram as filmagens de O Fundo do Coração, Coppola deu início a The Outsiders, que no Brasil ganhou o título Vidas sem rumo. O diretor trouxe a autora para o set para trabalhar com ele na versão final do roteiro, ao mesmo tempo que escrevia O Selvagem da Motocicleta, outro do mesmo gênero.

Coppola infelizmente parece não dar muita conta em adaptar a obra literária para o audiovisual; seus planos são quase sempre bastante abertos, provavelmente pela quantidade de personagens que quer apresentar visualmente, mas acaba perdendo a atenção na concentração que devemos ter ao drama de cada personagem. Quando tenta fechar o plano, movimentando a câmera num ar que indica que agora devemos dar atenção ao diálogo, os atores – mesmo que muito bons – não conseguem acompanhar esta direção e acabam deixando o clímax passar antes mesmo do enquadramento se encontrar.

São raros os momentos em que o filme acerta em dar atenção ao que os personagens dizem, as partes em que consegue enfatizar certa situação são nos momentos violentos; estes conseguem ter muita atenção e até dividi-la com o que os personagens tem a dizer, aí conseguimos achar o drama.

Parece que o diretor teve uma preocupação maior em se perguntar “Como posso mostrar esta história?”, do que em “Como contar?”. Os personagens também são frutos desta característica de composição, tem uma força e ânimo tão de acordo com o fato de serem jovens que não possuem nenhuma pausa em suas palavras, e elas saem como se fossem nada; o filme mostra muito bem que são jovens, mas não que são jovens que precisam ser ouvidos.

Este problema está sempre ligado ao fato de acreditar que uma boa adaptação basta em deixar a história ser contada. É preciso ter a noção de que são meios de comunicações diferentes, portanto torna-se necessária uma estratégia bem elaborada, o que faltou no filme. Fora isto, a importância da criação de uma adaptação para o Cinema começa quando um diretor experiente se interessa e decide trabalhar numa história de gangues em que os personagens são jovens.

A história influência escolhas

É esta atenção que The Outsiders: Vidas Sem Rumo consegue de qualquer um. Sua grandiosidade mostra que até mesmo alguém com nome de peso, no Cinema, pode sofrer dificuldades em recontar a obra, mesmo quando entendem a necessidade de mostrá-la.

Ajudar os jovens a se encontrarem e a poderem ser capazes de enxergar os outros ao seu redor, e melhor ainda, ajudar àqueles de fora a saberem que esta juventude está além de uma generalização básica, é o primeiro passo para que ela permaneça dourada.

Permaneça dourado, Ponyboy.

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HQs

Resenha | Black Hammer

Uma história sobre heróis que foram pagos com a prisão após salvarem a humanidade.

Gustavo Carvalho Cardoso

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Black Hammer é uma HQ escrita por Jeff Lemire e desenhada por Dean Ormston, publicada pela editora Intrínseca em 2018. Jeff Lemire é um dos grandes nomes dos quadrinhos atualmente, criando histórias sombrias com tramas envolventes e com personagens cativantes.

Há 10 anos um grupo de heróis salvou Spiral City de um inimigo chamado Antideus, porém, este feito foi pago com a liberdade. Os heróis foram banidos para uma fazenda em uma pequena cidade prisão.

A HQ é uma homenagem às antigas histórias em quadrinhos que eram lançadas pela Marvel e pela DC. Os heróis são bem definidos e são quase uma paródia de heróis que já vimos em outros lugares como o Abraham Slan que é quase um Capitão América sem soro de supersoldado.

Os personagens têm camadas bastante distintas, propiciando choques de realidade e problemas familiares entre os membros, que é o que os torna muito humanos. É fácil se conectar com a trama, pois ela é bem engajada e as páginas passam rápido, fazendo o leitor mergulhar nesta história sombria e cheia de mistério.

Presos em uma prisão fora da realidade, eles têm que se misturar aos humanos de uma pequena cidade, o que leva os heróis a adotarem uma mentira conjunta. A verdadeira missão de suas vidas então começa, pois, além de terem que lidar com seus próprios traumas, terão também quem lidar com os traumas de seus colegas, como uma família.

A subversão de heróis poderosos a chefes e integrantes de uma família faz com que a história tenha um tom mais pesado, fazendo com que cada página seja uma surpresa nova.

Black Hammer é muito bem desenhada e cada personagem tem um estilo de desenho único para se encaixar com a trama que ele traz, como a Madame Libélula que apresenta um traço mais sombrio baseado nas HQs antigas de terror.

A HQ resgata a humanidade dos super-heróis ao mesmo tempo que discute a linha tênue que os faz ser vistos como monstros quando não são mais necessários.

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Livros

Livros nas Praças retorna como delivery no RJ

Ônibus que não circulava desde março volta à atividade.

Mylla Martins de Lima

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O projeto Livros nas Praças, que torna a leitura acessível através dos ônibus-biblioteca, voltou a funcionar na última semana, no Rio de Janeiro, mas agora com o serviço de delivery. Antes o ônibus formava pontos de leitura em praças.

Agora o aluguel funciona da seguinte forma: os moradores da cidade solicitam os livros pelo site e eles chegam na residência gratuitamente. Depois de escolher a leitura, o segundo passo é mandar uma mensagem para o número (21) 99419-8869 via WhatsApp, contendo o título ou o código da obra solicitada junto do nome completo e endereço do solicitante.

O acervo possui livros de todas as faixas etárias e cada leitor pode pedir apenas um exemplar por vez. Ele deve ser devolvido em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado caso a leitura não tenha sido concluída.

Para fazer a devolução basta retornar no mesmo número em que a leitura foi solicitada e ela será retirada em casa sem custos.

O projeto é uma iniciativa da empresa Korporativa e patrocinado pela rede Americanas.

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