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American Crime Story: Versace | Review 2×03 “A Random Killing”

Beatriz Souza
Beatriz Souza
Jornalista, apaixonada por música e dança. ARMY em tempo integral e caçadora de monstros com Dean Winchester nas horas vagas.

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O episódio começa com uma história, até então, completamente paralela. Em certos momentos cheguei a me perguntar se assistia à série certa. Acompanhamos, aqui, a vida de Marilyn, uma empreendedora do mundo dos cosméticos que vive viajando. Agora, de volta à sua casa, Marilyn procura por seu marido Lee que, aparentemente, desapareceu. Seguimos por bons minutos de suspense e mistério até que descobrimos que Lee está morto. E é nesse momento que vem a conexão com a história da série: Lee foi uma das cinco vítimas de Andrew Cunanan.

A história, então, volta uma semana no tempo, para nos mostrar tudo o que aconteceu até o momento do assassinato. Nos é apresentado o personagem Lee, um grande engenheiro, importantíssimo em Chicago, casado com Marilyn. Porém, Lee guarda um segredo da esposa: é homossexual. Marilyn vive viajando para divulgar sua marca de cosméticos e, naquela semana, não seria diferente. Marilyn viaja e Lee recebe uma ligação de Andrew, que já havia feito programa para Lee, avisando que estaria na cidade.

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Em poucos minutos dentro da casa de Lee, já percebemos que Andrew não foi ali para fazer outro programa. Fica claro para o espectador que o assassinato estava premeditado. Num jogo de sedução, Andrew leva sua vítima para a garagem e a mata a sangue frio, deixando Lee de calcinha e com objetos e revistas pornográficas gays ao redor do corpo para expor aquilo que ele tanto tentava esconder. Depois do assassinato, Andrew rouba o carro de Lee e vai em direção a Nova York.

Acompanhamos, então, a polícia na sua busca por identificar e capturar o assassino.  O que Andrew não esperava era que o telefone que tinha no carro de Lee serviria como rastreador, por emitir sinais. Andrew, já em Nova York, vê a imagem de Versace numa revista. Podemos perceber um certo padrão nas vítimas do serial killer: sempre figuras importantes, bem-sucedidas, pessoas que ele poderia ter sido.

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Já de volta à estrada, Andrew descobre, ao ouvir no rádio, que o telefone no carro serve como rastreador e trata logo de trocar de carro, fazendo mais uma vítima. Mas como diz o título do episódio, uma vítima qualquer.

O episódio termina com um depoimento de Marilyn em um dos programas de televisão que sempre participa, dizendo que a morte de Lee foi um triste ato de violência, acarretado por um assalto para roubar seu carro. Nada foi mencionado sobre sua homossexualidade.

Achei o episódio fraco. Versace, uma figura importante na trama, só aparece numa foto em uma revista que Andrew folheia. Entendo a importância de aprofundar na personalidade doentia do serial killer, mas não achei que o episódio trouxe algo de novo para o personagem. Tudo o que ele fez, já era de se esperar dado o que nos foi apresentado nos episódios anteriores. E o ponto mais crítico, pra mim, é que foi um episódio sem ápice, completamente morno. As investigações da polícia foram fracas, o fato do telefone no carro emitir sinais do paradeiro de Andrew em nada adiantou para a trama, a personagem de Marilyn pouco importa pro desenvolvimento da história e Andrew, a grande estrela do episódio, fez o que já vinha fazendo. Espero que nos próximos possamos ver um pouco mais de Versace e da obsessão de Andrew por ele.

A 2ª temporada de American Crime Story vai ao ar todas as quartas-feiras, no FX.

Resenha por: Cecília Mouta