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séries

American Crime Story: Versace | Review 2×06 “Descent”

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O episódio começa um ano antes do primeiro assassinato, apresentando Andrew de uma maneira ainda não vista.

Ele mora com um homem, bem mais velho, rico e tem uma vida de rei. E naquele dia era o dia do seu aniversário. Seus convidados de honra? Jeff e David. Um ano antes de tudo acontecer, podemos perceber como a mente de Andrew já era perturbada. A necessidade de mascarar tudo a sua volta, as mentiras patológicas.

E quando achei que seria um episódio mais do mesmo, ele trouxe sim novidades. Primeiro é que descobrimos que Andrew é usuário de drogas, mais especificamente de cristal. E, depois de brigar e se separar do seu companheiro rico, entra em grande crise de abstinência e também de raiva.

Ao longo do episódio podemos ver com clareza a visão que Andrew tem de si e como isso explica sua doença. Andrew acha que é um ser melhor que os outros, que a vida o está desperdiçando, que ele merece a glória porque é especial. Essa visão de mundo é o que o leva a fazer tantas atrocidades.

E pra quem achou que Versace não apareceria, enganou-se. Ele aparece e, melhor ainda, contracenando com Andrew numa cena de diálogo muito boa que, basicamente, resume a motivação do crime. E eu achei que esse seria o ponto alto do episódio. Mas o melhor estava por vir nos últimos minutos.

Desesperado após levar um fora de David, o até então amor da sua vida, ignorado pelo antigo companheiro rico, Andrew volta para a casa da mãe. E as cenas seguintes são esclarecedoras. Acredito que parte da personalidade doentia de Andrew veio da sua mãe. Fiquei me perguntando se ele não seria uma pessoa diferente caso tivesse crescido em outro ambiente familiar. A última cena é Andrew viajando para encontrar David, linkando com o episódio 4.

Foi um bom episódio para mudar a perspectiva do espectador sobre o serial killer, entender suas origens e suas motivações. Acredito que agora a série irá se encaminhar para o reencontro dos personagens de Andrew e Versace durante esse um ano até o momento do crime.

8.6

Direção

8.0/10

Roteiro

8.0/10

Fotografia

9.0/10

Trilha Sonora

8.0/10

Atuação

10.0/10

Pros

  • Atuação

Cons

  • Repetição de algumas situações

Escritora (autora de dois livros: É Inverno e O Colecionador de Borboletas), estudante de cinema e musicista nas horas vagas. Viciada em livros, séries e filmes.

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Anime

Splinter Cell terá anime na Netflix

Roteirista de John Wick está a cargo da produção.

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Segundo informações levantadas pelo Variety, a Netflix está desenvolvendo uma série – em formato de anime – baseada na franquia de games Tom Clancy’s Splinter Cell.

A Ubisoft, produtora dos jogos e detentora dos direitos da marca, está envolvida na produção da atração, que será escrita e produzida por Derek Kolstad, responsável pelo roteiro de John Wick. Aparentemente, a animação tem garantida suas duas primeiras temporadas, totalizando 16 episódios. Não há nenhuma declaração oficial dos envolvidos até o momento, o que deve ser feito nas próximas semanas.

O primeiro Splinter Cell foi lançado em 2002, recebendo elogios da crítica e vendas expressivas na época. O personagem principal da franquia é o agente especial Sam Fisher, um antigo SEAL da Marinha dos EUA que agora trabalha para a Third Echelon, uma divisão secreta da NSA que presta serviços de monitoramento para o governo americano.

Ao todo, a franquia Tom Clancy’s Splinter Cell tem sete jogos. O mais recente deles, Tom Clancy’s Splinter Cell: Blacklist, foi lançado em 2013.

Tom Clancy’s Splinter Cell não tem data de lançamento definida.

8.6

Direção

8.0/10

Roteiro

8.0/10

Fotografia

9.0/10

Trilha Sonora

8.0/10

Atuação

10.0/10

Pros

  • Atuação

Cons

  • Repetição de algumas situações
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séries

Toei revela prévia de Kamen Rider Saber

Série tokusatsu estreia em setembro no Japão.

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A Toei Company revelou nesta semana o primeiro trailer de Kamen Rider Saber, nova série da famosa franquia tokusatsu e que substituirá a atual série, Kamen Rider Zero-One. Confira:

Segunda produção da chamada “Era Reiwa”, a nova saga vai apresentar um mundo baseado em contos de fadas e aventuras de fantasia colidindo com o nosso mundo real. A trama será concentrada no conflito gerado pela busca do Livro, um artefato lendário que contém poderes e segredos sem paralelos. Nos tempos antigos, um grupo sinistro conhecido como Megiddo apareceu para levar o Livro para si. Como resultado desse embate, vários capítulos do Livro – todos baseados em contos clássicos da literatura – foram espalhados por todo o mundo, tornando-se os chamados Wonder RideBooks (os livrinhos onde o herói irá usar para ter seus poderes).

Assim, um grupo de heróis conhecidos como Sword Of Logos surge para combater os vilões e recuperar todas as partes do Livro. As batalhas entre os dois lados levarão o mundo ao caos, com pessoas e lugares dos dois mundos desaparecendo. Em meio ao conflito, o romancista e dono de livraria chamado Touma Kamiyama se torna um membro da Sword Of Logos assim que obtém o poder de se transformar em Kamen Rider Saber, jurando terminar a batalha com suas próprias mãos.

Protagonizado por Shuichiro Naito, que dará vida a Kamiyama, Saber irá contar com roteiros de Takuro Fukuda (Kamen Rider Ghost) e direção de Takayuki Shibasaki, que já dirigiu episódios de diversas séries da franquia. O tema de abertura e de encerramento da série está a cargo da Tokyo Ska Paradise Orchestra.

Kamen Rider Saber estreia em 6 de setembro no Japão.

8.6

Direção

8.0/10

Roteiro

8.0/10

Fotografia

9.0/10

Trilha Sonora

8.0/10

Atuação

10.0/10

Pros

  • Atuação

Cons

  • Repetição de algumas situações
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Analises

Analise | The Umbrella Academy 2º temporada “magistral”

Com uma direção certeira que guia todo o espetáculo dos dramas e lutas de forma magistral.

Nathally Marques

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Com um título desconhecido para uma grande parcela do público da Netflix que não acompanha histórias em quadrinhos fora do circuito já conhecido, The Umbrella Academy conseguiu alavancar um poderoso sucesso em seu primeiro ano de exibição.

Baseada em uma série de quadrinhos de Gerard Way, vocalista da famosa banda My Chemical Romance, ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá, a história chamou a atenção por tratar a questão dos super-heróis desajustados com bastante sarcasmo e violência, mas ao mesmo tempo mostrando suas fragilidades e inseguranças, mesclando a uma trilha sonora envolvente que prende o público aos acontecimentos. Assim, ela garantiu uma continuação em 2020 depois do notório boom de visualizações no canal de streaming.

THE UMBRELLA ACADEMY ROBERT SHEEHAN as KLAUS HARGREEVES in episode 203 of THE UMBRELLA ACADEMY Cr. CHRISTOS KALOHORIDIS/NETFLIX © 2020

Na primeira temporada somos apresentados a disfuncional família Hargreeves. Com a morte sob circunstâncias suspeitas de seu patriarca Sir Reginald (Colm Feore), seus filhos adotivos se reencontram depois de anos evitando contato. Esses filhos possuem habilidades especiais e foram treinados de forma pesada durante toda sua vida para enfrentar o crime, porém nunca tiveram amor paternal em troca, vivendo num regime totalitário ditado por seu pai.

Ao final, Luther (Tom Hopper), Diego (David Castañeda), Allison (Emmy Raver-Lampman), Klaus (Robert Sheehan), Ben (Justin H. Min), Número Cinco (Aidan Gallagher) e Vanya (Ellen Page) colocam de lado as suas desavenças familiares com o objetivo de tentar pôr um fim no apocalipse, desencadeado pelos eventos que se desenvolveram como um efeito cascata. A solução foi apostar em uma arriscada viagem no tempo, comandada pelo Número Cinco.

THE UMBRELLA ACADEMY (L to R) TOM SINCLAIR as OSCAR, KRIS HOLDEN-RIED as AXEL and JASON BRYDEN as OTTO in THE UMBRELLA ACADEMY Cr. CHRISTOS KALOHORIDIS/NETFLIX © 2020

Em comparação ao seu primeiro ano, a segunda temporada dita um ritmo muito mais envolvente e cativante, provavelmente por não precisar se explicar demais já que o espectador está familiarizado com a história e seus personagens. A trama começa exatamente onde a última temporada termina, com a tentativa do Número Cinco de salvar os irmãos e o mundo, transportando eles através do tempo. Só que essa tentativa não é bem sucedida e eles acabam separados ao longo de três anos durante a década de 1960 no Dallas, Texas. Como eles não tinham notícias uns dos outros, tiveram que seguir a vida pois achavam que eram os únicos sobreviventes. Cinco foi o último a pousar em Novembro de 1963, bem no meio de uma destruição nuclear que está prestes a acabar com o planeta. Sua missão é encontrar e juntar seus irmãos para evitar que isso ocorra novamente.

O público é apresentado a novos personagens, como Os Suecos que são três irmãos antagonistas aos heróis da Umbrella Academy. Eles estão presentes em algumas das melhores, mais violentas e mais bem coreografadas cenas de luta da temporada, porém não representam tanto o sentimento de perigo iminente que se espera, devido a tantas outras coisas que estão acontecendo ao mesmo tempo na trama, tornando assim a presença deles um pouco esquecível. Já Raymond (Yusuf Gatewood), Sissy (Marin Ireland) e Lila (Ritu Ayra) tem mais espaço e possuem papéis fundamentais com a relação que eles tem com Allison, Vanya e Diego, respectivamente. Lila especialmente é uma personagem carismática e complexa, que transita como alívio cômico e elemento dramático de forma leve, tendo tudo para ganhar o favoritismo do espectador.

É uma temporada mais sangrenta e violenta, com os níveis de sarcasmo no ponto exato sem parecer forçado. A fotografia em composição com o figurino exagerado arrematam todo o conceito de fantasia remetendo às HQs, sem que fique infantilizado. A trilha sonora é um acerto com presença de canções de Billie Eilish, Backstreet Boys, Billy Idol, entre outros nomes. A apresentação de cada música parece que foi minuciosamente pensada para encaixar e transformar cada cena em uma experiência. É um trabalho audiovisual tão bem feito que é muito gostoso e agradável de assistir que a vontade é de ficar em cada cena por mais tempo.

THE UMBRELLA ACADEMY (L to R) CAMERON BRITTON as HAZEL and AIDAN GALLAGHER as NUMBER FIVE in episode 201 of THE UMBRELLA ACADEMY Cr. COURTESY OF NETFLIX/NETFLIX © 2020

Por estar centrada nos anos 60, a série consegue avançar por outros ângulos e enriquecer seu roteiro, fugindo de uma saturada história sobre super-heróis com lutas e um único objetivo, ao dar um enfoque por exemplo na luta racial pelos direitos civis e como anteriormente se relacionar com pessoas do mesmo sexo era tratado como uma doença, trazendo importantes debates para a sociedade atual na qual estamos inseridos. Parece que amadureceram a série desde o seu último ano, com uma direção certeira que guia todo o espetáculo dos dramas e lutas de forma magistral.

De maneira geral, a temporada se supera e se consolida como uma ótima história de heróis. O cliffhanger deixado para a próxima temporada pode até dar aquela sensação de dèja vu, mas que ele planta uma curiosidade e uma expectativa para o que se pode esperar numa terceira temporada da série é inegável, principalmente depois da qualidade da produção apresentado neste ano. Além disso, somos apresentados a novos segredos vindos da família Hargreeves e o que se pode aguardar deles e como vão impactar no futuro são perguntas ainda a serem respondidas.

A segunda temporada de The Umbrella Academy estreia dia 31 de Julho na Netflix, com 10 episódios de aproximadamente 45 minutos cada.

8.6

Direção

8.0/10

Roteiro

8.0/10

Fotografia

9.0/10

Trilha Sonora

8.0/10

Atuação

10.0/10

Pros

  • Atuação

Cons

  • Repetição de algumas situações
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