Connect with us
Isabela Gomes

Published

on

Mais uma vez a Netflix, famoso serviço de streaming, trás um documentário valioso com uma enorme qualidade em fotografia, fatos, vídeos e narrativa. A obra dirigida por Sabina Fedeli e Anna Migotto estreada no dia primeiro deste mês aborda a terrível tragédia do holocausto com base no diário de Anne Frank que foi e é até hoje uma grande porta voz da Segunda Guerra Mundial e se tornou um exemplo de coragem e força para diversas pessoas, além também de ser entrelaçada com as histórias de cinco outras sobreviventes do regime nazista (Helga, Andra, Tatiana, Sarah e Arianna).

No documentário de importância histórica e sociocultural, Helen Mirren (vencedora do Oscar) não possui um papel como uma atriz, mas sim tem a função de narradora do diário de Anne que também se tornou um livro, ela se encontra no antigo quarto da jovem onde lê e demonstra maravilhosamente as emoções que a vítima poderia estar sentindo ao escrever.

O foco no filme inteiro que possui a duração de 1h e 34 min não possui a objetividade de traduzir o contexto da Segunda Guerra Mundial em viés militar do conflito, a alma do projeto é encima do material, marcas humanas de 5 idosas sobreviventes compartilhado suas experiências junto com a narrativa de Mirren. Ao contrário de outros filmes documentados existentes, #AnneFrank – Vidas Paralelas é grandiosamente simples e extremamente necessário.

Também é trazido uma grande visão de como as famílias das vítimas agem e pensam tendo a consciência de que sua vó ou mãe foi alvo de tanta desumanidade. É mostrado também uma jovem nos tempos atuais, vivida pela atriz Martina Gatti que faz uma viagem nos campos de concentração, nos memoriais do holocausto, na casa onde a família Frank se escondia, a mesma usa também uma suposta rede social para expressar a sua indignação com tudo que descobre ao longo da jornada. Esta ideia de colocar a atuação desta moça com a narrativa de Helen e as vozes das 5 idosas pode ter ganhado um rumo moderno para o filme, porém, não foi algo essencial que os telespectadores sentiriam falta.

Por ser um filme de categoria de documentário, com a despreocupação de transmitir a real maldade criada pelo antissemitismo é possível que as pessoas sintam um respeito mútuo pela história, até por que existem outras diversas famílias com algum ser humano afetado pelo holocausto, ou simplesmente com essa mancha em sua geração.

Provavelmente, se algum não admirador de Anne tomar a decisão de assisti-lo sua opinião terá grandes chances de ser mudada, pois nas partes selecionadas do diário para a narrativa é visível os ideias, a moral, a inteligência política e emocional, a dificuldade de uma pré-adolescente no meio do conflito e a esperança da jovem que possui grande voz e propriedade para falar até hoje da tragédia por meio de sua escrita, mesmo não estando mais entre nós.

Contudo, este trabalho pode ser determinado como o próprio testemunho humano o que é nada mais justo, ou seja, dar voz para que algumas pessoas representem as diversas mortes e vidas sofridas por milhares de outros seres humanos. O documentário teve como ideia a exibição dos reais sofrimentos e de como isso reverbera até hoje até em gerações atuais de famílias com este passado. O discurso de Helen é indispensável, enquanto que a colocação da jovem poderia ser facilmente descartada pela qualidade maravilhosa das falas das sobreviventes.

Assista ao trailer:

O documentário está disponível na Netflix.

#Anne Frank – Vidas Paralelas

10

Nota

10.0/10

Pros

  • Boa direção
  • Narrativa extraordinária de Helen Mirren
  • Construção ótima

Cons

  • Personagem de Martina Gatti desnecessária para a obra
Advertisement
Comments

cinema

Mulher-Maravilha pode ficar sem diretora após o terceiro filme

Em uma entrevista a diretora esclareceu que pode deixar a produção de WW.

Avatar

Published

on

Mulher-Maravilha 1984 ainda não estreou, mas a própria diretora indicou que pode deixar a direção após o terceiro filme da heroína. Em uma entrevista à revista alemã Geek, a diretora explicou a importância da continuação para fechar uma jornada no qual ela planejou. Confira o que ela disse:

“Mulher-Maravilha 1984 me deu a chance de fazer muitas coisas que não pude no primeiro filme. Fiquei muito feliz em contar a história de origem da Mulher-Maravilha. Foi quase como seu nascimento, mas nós ainda não conseguimos ver realmente do que ela é capaz. É animador para mim mostrá-la no ápice de sua força. Mas também é muito importante que ela tenha um combate interno: é uma deusa que tenta ajudar a humanidade. Ela não é apenas alguém que combate o mal, ela tenta mostrar às pessoas ruins como melhorar. É um dilema interessante.”

Ao que tudo indica é que não veremos mais Patty Jenkins a frente da franquia, quando lançado o primeiro filme da heroína . Ela ainda completou:

“O próximo provavelmente será meu último filme com a Mulher-Maravilha, então tenho que colocar tudo o que quero mostrar lá. Precisamos pensar com cuidado.”

Gal Gadot e a cineasta estiveram no Brasil na última CCXP para o lançamento mundial do trailer e trazer novidades sobre a produção, o hall ficou enlouquecido quando elas subiram ao palco.

Já vemos por aí que ela deixou meio que bem claro isso pra todos que não tem pretensões de continuar à frente de direção da franquia da DC.

WW 1984 está programado para chegar aos cinemas dia 1 de outubro desse ano.

#Anne Frank – Vidas Paralelas

10

Nota

10.0/10

Pros

  • Boa direção
  • Narrativa extraordinária de Helen Mirren
  • Construção ótima

Cons

  • Personagem de Martina Gatti desnecessária para a obra
Continue Reading

cinema

Guilherme Briggs é “atacado” por querer proteger sua família do COVID-19

O artista lembrou que se proteger do coronavírus é um exercício de empatia.

Avatar

Published

on

By

Uma das maiores vozes da dublagem do Brasil, Guilherme Briggs, esta sendo atacado por algumas pessoas que criticaram a postura do artista de querer fazer dublagem em casa para os estúdios por conta do Coronavírus.

Tudo começou quando Biriggs foi perguntando se ele dublaria Henry Cavill na versão da HBO Max do filme Liga da Justiça, que terá a edição e corte final do diretor original Zack Snyder, ele respondeu dizendo que se a HBO não permitisse a dublagem via home-office, ele provavelmente não dublaria na versão.

Isso foi o suficiente para que Briggs fosse chamado até de frouxo por algumas pessoas no Twitter, o artista então explicou que se proteger é um exercício de empatia pelo próximo:

O artista recebeu em suma maioria palavras de apoio por sua decisão de se manter seguro em casa.

https://twitter.com/imaginago/status/1289920012858392577 https://twitter.com/_DCBRASIL/status/1289711135307059200?s=20

Atualmente temos no Brasil cerca de mil óbitos diários por conta do coronavírus, totalizando até o dia de hoje 93.616 mortes, 2.708.876 de infectados somente no Brasil e no mundo 685.179 mortes totais.

Afastado do filme por conta do suicídio da sua filha, Zack e sua esposa Deborah Snyder – que também produziu o longa – não chegaram a finalizar totalmente o projeto.  Joss Wheldon, diretor de Vingadores e Vingadores: Era de Ultron, foi chamado pela Warner para refilmar boa parte da produção, mudando assim acontecimentos previstos no roteiro original do filme, assim como refazer cenas importantes da trama. Snyder revelou recentemente que jamais viu a versão que saiu para o cinema, sempre dando a entender que gostaria de exibir ao público a sua visão dos heróis.

Liga da Justiça recebeu críticas mistas da mídia especializada na época de seu lançamento, com destaque positivo às atuações de Gadot (Mulher-Maravilha) e Ezra Miller (Flash), as sequências de ação e os efeitos visuais, enquanto que o enredo, a narrativa, o ritmo, o vilão e o excessivo uso de efeitos especiais foram recebidos de forma negativa. 

Arrecadando mais de US$ 657 milhões mundialmente, sendo assim o décimo quarto longa-metragem de maior bilheteria daquele ano, ficou abaixo das expectativas do estúdio (com perdas estimadas entre US$ 50 e US$ 100 milhões) e é o título de menor receita do então universo estendido da DC Comics no cinema.

Liga da Justiça: Snyder Cut estreia em 2021 na HBO Max.

#Anne Frank – Vidas Paralelas

10

Nota

10.0/10

Pros

  • Boa direção
  • Narrativa extraordinária de Helen Mirren
  • Construção ótima

Cons

  • Personagem de Martina Gatti desnecessária para a obra
Continue Reading

cinema

Beyond Good & Evil ganhará filme na Netflix

Diretor de Detetive Pikachu adaptará game para as telas.

Avatar

Published

on

Depois do THR noticiar que a Netflix está desenvolvendo um longa baseado em Beyond Good & Evil, game da Ubisoft lançado em 2003, a plataforma confirmou a produção do filme nas redes sociais.

E mais: foi revelado que Rob Letterman, diretor de Detetive Pikachu, está à frente do projeto, que envolverá atores reais interagindo com personagens de computação gráfica. Jason Altman e Margaret Boykin, executivos da divisão de filmes e séries da Ubisoft, serão os produtores do longa, que está no momento a procura de um roteirista. Não há informações sobre a trama ou mesmo elenco.

Criado por Michael Ancel (Rayman), Beyond Good & Evil foi lançado para diversos consoles em 2003 e contava a história de uma repórter investigativa que se juntava a um grupo de resistência para juntar informações sobre uma conspiração interplanetária. Um segundo jogo atualmente está em desenvolvimento, porém sem previsão de lançamento.

Beyond Good & Evil não tem data de estreia prevista.

#Anne Frank – Vidas Paralelas

10

Nota

10.0/10

Pros

  • Boa direção
  • Narrativa extraordinária de Helen Mirren
  • Construção ótima

Cons

  • Personagem de Martina Gatti desnecessária para a obra
Continue Reading

Parceiros Editorias