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Aprenda a Reconhecer Golpes de Sites de Download “Gratuito” de Filmes

Há inúmeros sites prometendo os mais variados títulos de filmes.

Edi

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POSTAGEM PATROCINADA – Se você ama filmes e séries e tem alguma estrada nesse mundo (quase) infinito da internet, provavelmente sabe alguns truques interessantes para fazer download de filmes diversos – a palavra torrent significa algo para você? Se sim, então você sabe do que estamos falando.

Há inúmeros sites prometendo os mais variados títulos de filmes de inúmeros gêneros para download fácil, rápido e gratuito. Supostamente gratuito. Em muitos casos, esses websites são feitos por scammers e podem comprometer sua segurança.

Aqui, você vai aprender a identificar essas fraudes virtuais para que assistir um filme não se transforme em um terror digno de Alfred Hitchcock.

Quando a esmola é muita, o santo desconfia

O filme “grátis” que você viu disponível para download ou em algum streaming pode, na verdade, carregar algum software prejudicial (malware) que infecta não só o seu computador, mas qualquer dispositivo conectado à internet.

Nem todo mundo sabe que baixar um filme que é sucesso de bilheteria de forma gratuita não só é ilegal mas que, em muitos casos, coloca seus dados e seu sistema em perigo. 

Por isso, é importante falar sobre scammers que aplicam golpes envolvendo filmes gratuitos. A Federal Trade Commission deu uma advertência oficial alertando os internautas sobre os riscos de acabar fazendo downloads de malware disfarçados como se fossem simples arquivos de mídia contendo filmes.

Os técnicos da Federal Trade Commission testaram cinco filmes baixados de cinco sites diferentes de pirataria e todos os arquivos instalaram malwares nos sistemas.

Evite sites desconhecidos

A ameaça real está em usuários que não sabem nada sobre a integridade desses websites de download de “filmes”. Afinal, existem tantos serviços legítimos nos quais os usuários podem assistir filmes, séries e programas de TV, ler ebooks e ouvir músicas que não faz sentido recorrer a sites obscuros e duvidosos, ainda mais contendo pirataria.

Alguns usuários, especialmente aqueles que são mais jovens, podem não entender que uma conta no Netflix, que fornece acesso a conteúdo em troca de uma assinatura, respeitando os direitos autorais e questões de licença, não é a mesma coisa que baixar filmes em algum site obscuro, desconhecido e poluído com toneladas de pop up.

Casos famosos de golpes com downloads de filmes

Se você está entre aqueles que ainda não assistiram ao filme Avengers: Endgame (Vigadores: Ultimato, no Brasil), mas que querem outros meios, digamos, não muito limpos para baixar o filme completo  e assisti, talvez você precise saber que há muitos golpistas ansiosos pelo seu click.

A Kaspersky Lab, uma das melhores desenvolvedoras de sistemas de defesa cibernética, publicou em seu blog oficial detalhes sobre várias fraudes que estão sendo executadas na internet usando esse e outros filmes de grande sucesso de bilheteria para atrair pessoas que querem assistir esses filmes de grande repercussão. 

O mais recente filme da franquia Avengers (Vingadores) já conquistou U$1,7 bilhão de bilheteria em todo o mundo e já se tornou a produção de Hollywood com maior sucesso de bilheteria no público da Índia, por exemplo. Isso mostra como o título se tornou um nome familiar e como ele pode ser usado por golpistas.

Em sua postagem, a Kaspersky Lab avisou que a antecipação do download do filme completo de Avengers: Endgame pode servir como disfarce para muitas fraudes e golpes virtuais. “Começa com uma pesquisa simples”, destaca a equipe da Kaspersky Lab, e “os resultados incluem um site que promete ao usuário um download ou uma visualização online completa de Avengers: Endgame“.

A equipe destaca que uma mensagem aparece quando o streaming começa a ser executado no website suspeito, pedindo para que o usuário crie uma conta para de acessar o filme.

É aí que o golpe começa: enquanto a inscrição para a conta é, na maior parte, gratuita, os visitantes são solicitados a fornecer seu endereço de e-mail e criar uma senha. Alguns sites até pedem para inserir detalhes de cartão de crédito. Mesmo que o usuário não forneça informações do cartão de crédito, só de fornecer um e-mail e criar uma senha os riscos são grandes.

Senhas repetidas são um grande risco

“Veja, as pessoas tendem a usar a mesma senha para muitas contas diferentes”, diz a equipe do Kaspersky Lab. “Quase todo mundo faz isso. Então, é bastante seguro que pelo menos algumas das combinações de e-mail e senhas coletadas pelos golpistas nesse tipo de site combinem credenciais de conta em outros sites e lojas on-line, serviços de jogos ou streaming, contas de e-mail, mídias sociais, etc.”.

Simplificando: os hackers podem usar o e-mail e a senha dados no cadastro feito nesses sites para tentar acessar contas em plataformas diversas. Se o usuário usa o mesmo e-mail e senha para diferentes contas, os riscos são mais do que graves.

Além das dicas da Kaspersky, é importante evitar sites desconhecidos e pirataria. Outra dica interessante é usar um provedor VPN (exemplo). Há vários downloads disponíveis de serviços confiáveis de VPN, e esses aplicativos aumentam a segurança da sua rede, criptografam seus dados e protegem suas senhas com segurança adicional.

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Mano Brown canta Free Fire e o “Playboy forgado” prova ser um “trouxa”

Edi

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Tive a oportunidade cobrir o evento do Campeonato Mundial de Free Fire realizado no Rio, a algumas semanas atrás. Confesso, não conhecia bem o jogo além do básico, por isso levei uma amiga formada em jornalismo, mas jogadora profissional.

Porém uma coisa que me chamou a atenção sempre neste jogo, é a capacidade de entrada na periferia. Todos os meus irmãos jogam o jogo, para quem não sabe eu moro em comunidade no Rio, moro em uma casa com um quarto para sete pessoas. Mesmo com a vida dura que levamos, meus irmãos conseguiram jogar Free Fire em celulares de entrada ou com capacidade de processamento baixa.

Para não dormir em casa (pois não tem espaço), eu tenho que ir para uma outra casa no final da mesma rua. Sempre quando passo pela rua por volta das duas ou três da manhã vejo um garoto jogando Free Fire. Não sei aonde ele mora. Mas acredito que ele fica no sereno e até mesmo em dias chuvosos parado de frente em um portão jogando o jogo porque não deve ter internet em casa, e a opção é roubar wi-fi do vizinho.

Free Fire é um jogo que abrange todas as classes sociais. Eu jogo League of Legends, mas sei que meu computador não é bom o suficiente para rodar o jogo com toda a grandeza, o que pode dificultar meu rendimento nas partidas. Um PC Gamer não custa menos que R $ 1700 reais. Um celular Samsung, intermediário custa R$ 300 reais.

A verdade é que a favela joga Free Fire, além de ser um jogo acessível, ele é grande, tem ligas organizadas a nível mundial. Quando o Corinthians foi campeão mundial, eu percebi uma coisa, os meninos eram muito humildes.

Não existia toda a polpa que muitos jogadores de LOL exibem em simples campeonatos regionais, mas eu pensei “os caras são campeões mundiais” e se comportavam como quem parecia ter ganho um jogo entre amigos.

Mesmo diante disso, pessoas foram ao Twitter criticar Mano Brown, cantando uma musica alusiva a um dos poucos objetos de lazer de quem ganha até um salário mínimo. Mas sempre terá um “Playboy forgado de brinco, um trouxa” par determinar o que as negros devem fazer.

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cinema

Warner, confie na DC como a Disney confia na Marvel

A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse mais nos seus próprios diretores e personagens.

Edi

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Estamos vendo um fato incrível, Coringa deve ser um filme muito mais lucrativo do que Ultimato em toda a sua glória de mais de US 2B de dólares em bilheteria.

Um enorme feito desse deveria ser muito comemorado pela principal empresa envolvida na produção do filme, afinal, o personagem pertence a DC Comics, cuja a dona titular é a Warner Bros. mas tem um detalhe. A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse nos seus próprios diretores e personagens.

Como bem colocado por Felipe Fasanella do canal Triplo F, a Warner Bros. não vai arrecadar este dinheiro sozinha, como a Disney com seus filmes da Marvel e a Fox com seu Deadpool. Como não acreditava muito na bilheteria do filme a Warner decidiu dividir o pequeno investimento do Coringa.

O filme custou US 60 milhões, e foi divido com duas outras produtoras que deram 50% do valor, o que significa que na bilheteria a Warner deve somente ficar com 50% do que foi arrecadado

Claro que a Warner vai explorar outras formas de ganhar dinheiro com o filme cuja estas produtoras não vão poder participar, porém essa informação nos mostra o quanto a Warner ainda não confia tanto assim na DC Comics como uma das fontes da sua renda. Mesmo com o enorme sucesso que foi Mulher-Maravilha.

Outra coisa também são os constantes intromissões do estúdio na era do ex CEO Kevin Tsujihara, que chegou a dizer que “determinou” que o filme Liga da Justiça tivesse apenas 2 horas de duração, que Batman vs Superman fosse cortado em 30 minutos, que Esquadrão Suicida depois de pronto fosse totalmente refilmado. Decisões que desmantelaram todo o Universo DC nos cinemas. Hoje vemos uma série de retalhos, tudo porque os executivos deram voz aos críticos e não aos fãs da DC.

A intromissão do estúdio foi tanta que fez James Wan, diretor das franquias Invocação do Mal, chegou a dizer que só faria Aquaman se o filme fosse totalmente dele. O que mais espanta é que os filmes como Mulher-Maravilha, Aquaman e Coringa são filmes com 0 intromissão do estúdio e foram justamente as 3 maiores bilheterias do Universo DC nos cinemas.

Basta a Warner confiar nos seus artistas contratados e produtores que os filmes vão sair, o sucesso vai vir e no final poderá arrecadar com a vida total da bilheteria de filmes como Coringa, sem precisar dividir isso com mais ninguém.

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cinema

Nós – Um ótimo filme para se conferir no Halloween

Nós” é um ótimo filme para o Halloween e ainda passar os próximos dias pensando sobre a obra. Um suspense com diversos conceitos interessantes e reflexivos

Ígor Howtelaire

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ESSE ARTIGO CONTEM SPOILER. LEIA POR SUA CONTA E RISCO 😉

“Portanto assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei.” – Jeremias 11:11, essa é a passagem bíblica presente no longa do diretor Jordan Peele, Nós, um filme que se trata da vingança contra a
humanidade; um mal cuja as pessoas jamais conseguirão fugir, e quando implorarem por misericórdia, essas trevas vingativas não os atenderam.

“Nós” tem Lupita Nyong’o como Adelaide e Red protagonizando uma estoria que fala sobre como ela e seu marido, Gabe (Winston Duke) levaram seus filhos, Zora (Shahadi Wright Joseph) e Jason (Evan Alex), para passar o fim de semana na praia e descansar. Eles
começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seres com aparências iguais às suas.

Assim como “Corra!”, que é a anterior obra do cineasta Jordan Peele, “Nós” também está recheado de simbolismo e uma dura crítica social. Mas vamos pelo começo…

Na minha percepção, “Nós” tem dois inícios. O primeiro é quando vemos a jovem Adelaide assistindo a um comercial na TV (que será de extrema importância no final do filme); e depois, no momento em que ela e seus pais estão no parque, mas a Adelaide se distancia
deles e termina encontrando sua cópia na casa de espelhos. O segundo é com os créditos iniciais e um close no olho de um coelho, à medida que a câmera se distancia, vários coelhos enjaulados são revelados – nesse momento já temos o nosso primeiro simbolismo.

Os coelhos, na cultura popular, representam o recomeço, ressureição, redenção; isso porque eles têm uma famosa capacidade de reprodução. No filme os coelhos retratam as sombras, as cópias dos verdadeiros – sendo assim na primeira cena, de todos aqueles coelhos que vemos, apenas três são negros. Eu acredito que os coelhos brancos representam as duplicatas e os negros, os originais. Por isso existe apenas três animais escuros no plano, porque apesar da família protagonista ser formada por quatro membros, só o pai, o filho e a filha são os originais.

Como eu disse, este é um longa cheio de signos e interpretações, então vamos destrincha-los em tópicos.

Vermelho
“O que vocês são?”
“Somos Americanos” – essa é a resposta de Red para pergunta feita por Gabe. Os EUA é uma figura relembrada durante todo o filme, e não só nas cores de vários objetos e cenários, mas também nas roupas dos doppelgangers (duplicatas), nesse caso, é especificamente o vermelho, que não só denota a violência e a cor do sangue, mas também uma das três cores da América.

O trecho seguinte foi retirado de um dos sites que foram minha fonte de pesquisa, o site “plano aberto”. O que é levantado é muito interessante para o debate sobre a obra, então achei bom trazer para vocês.

O nome original do filme (“Us”) é um acrônimo de United States. O próprio Jordan Peele brincou com o tema em seu Twitter. Isso permite interpretar o filme como uma metáfora sobre os Estados Unidos e sua histórica luta de classes, com um grupo “superior” e outro “inferior”.

Quando os pais de Adelaide a levam à psicóloga, perguntam como fazer a filha voltar a falar. A profissional responde que eles devem estimular a filha a desenhar, dançar, “qualquer coisa que nos ajude a saber a história dela” (“anything that help us to know her story”). Admitindo que “us” é “U.S.”, Peele diz nas entrelinhas que a arte para uma criança negra, independente da forma, é uma ferramenta identitária. “Qualquer coisa que ajude os Estados Unidos a saber
a história dela”.

Embaixo de Nós

Uma das primeiras informações levantadas no filme é sobre onde os doppelgangers vivem. Os tuneis embaixo de nós, além disso ser uma clara referência histórica porque faz alusão a corrida do ouro que aconteceu no século XIX, quando as pessoas cavavam túneis em busca de ouro; também é um signo para a famosa frase “uma luz no fim do túnel”, que nesse caso é a luz (esperança) para libertação e para um novo mundo.

A Arma

A arma usada pelas sombras é uma tesoura, o símbolo aqui é exatamente que uma tesoura é como duas facas ligadas, duas partes de um todo, assim como nós e nossas sombras, mas ao se juntarem, cortam. Isso pode ser visto como uma batalha sangrenta entre as duas metades, ou como “cortar a povo da superfície para que os do subterrâneo dominem”. Muitas interpretações para um simples objeto, mas essa é a graça de uma boa obra cinematográfica.

Plot Twist

A reviravolta do longa surpreende a todos. Durante vários seguimentos vemos a Adelaide atingir um lado mais selvagem e agressivo, como se estivesse se tornando uma das sombras, mas então descobrimos que ela sempre foi a duplicata, porém não se lembrava, isso porque ela era muito pequena e conforme fosse crescendo e aprendendo novas coisas, como falar e se comportar como alguém da sociedade, ela esquecia sua verdadeira origem e ficou apenas com uma vaga lembrança de ter visto ela mesma na casa de espelhos, de resto seu cérebro construiu uma nova memória para que assim se tornasse mais fácil a adaptação.

Tanto a Adelaide quanto a Red se esqueceram de quem realmente eram. Dessa vez o significado nas entrelinhas é tão obvio que se torna um parágrafo inteiro. As duas partes de um todo sofreram um tipo de lavagem cerebral da sociedade, aprendendo novos costumes, se adaptando a um novo estilo de vida, e deixando de ser quem realmente era para se tornar o que a sociedade espera que ela fosse, pondo uma máscara em seu rosto e a colocando em uma peça de teatro, onde ela finge ser quem não é até se acostumar com a ideia e adotar essa nova identidade.

“Nós” é um ótimo filme para o Halloween e ainda passar os próximos dias pensando sobre a obra. Um suspense com diversos conceitos interessantes e reflexivos, apesar de ter seus problemas, como um humor fora de hora, ainda é um filmaço para se assistir e pensar sobre
como “nós somos os nossos maiores inimigos”.

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