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Ariana Dumbledore | Pottermore lança artigo que reforça teoria em Animais Fantásticos

Raquel de Oliveira Moscardini

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Atenção esse artigo contém Spoilers!

 

A plataforma que J.K. Rowling criou para postar as novidades do mundo de Harry Potter, Pottermore, lançou recentemente um artigo sobre a irmã de Alvo e Aberforth Dumbledore, Ariana. Nesse artigo temos alguns esclarecimentos sobre sua trágica morte. Confiram a tradução que Marcello Oliveira, do site Sobre Sagas:

 

A MISTERIOSA VIDA E MORTE DE ARIANA DUMBLEDORE

Relembrando a tragédia de uma jovem bruxa que morreu com 14 anos, mas cuja vida teve consequências de longo alcance.

ariana

Nós testemunhamos muitos atos de maldade, a maioria pelas mãos dos Comensais da Morte e seus apoiadores. Mas é impressionante, dado o poderoso potencial da magia negra, que os causadores de um dos piores atos de maldade vistos na história da bruxaria foi de um grupo de garotos trouxas comuns.

A vítima desse ato foi uma garota de seis anos de idade, Ariana Dumbledore, a irmã mais nova do brilhante diretor de Hogwarts, Alvo, e do barman do Cabeça de Javali, Aberforth.

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

“Quando minha irmã tinha seis anos, ela foi atacada por três garotos trouxas. Eles estavam espiando através da cerca do jardim e a viram usar magia. Ela era uma criança, não podia controlar, nenhum bruxo ou bruxa consegue nessa idade. O que eles viram os apavorou, eu acho. Eles passaram pela cerca e quando descobriram que ela não estava fazendo truques, eles se empolgaram ao tentar fazê-la parar.”
– Harry Potter e as Relíquias da Morte

O ataque brutal à jovem Ariana a deixou assustada e afetada, mentalmente instável e com medo de fazer magia. Seus poderes “se viraram para dentro”, o que é extremamente perigoso. Aberforth a descreve na maioria das vezes como “doce, assustada e inofensiva”, mas quando ela ficava nervosa, sua magia podia sair de dentro dela, e ela poderia se tornar “estranha e perigosa”.

O efeito agitado do ataque à pobre Ariana se espalhou por todos os cantos da família. Seu pai, Percival Dumbledore, foi atrás dos garotos trouxas e foi enviado à Azkaban por agredi-los. Nunca revelando o porquê dele ter feito, Percival temia que se o Ministério soubesse que Ariana ficou louca pelo o que aconteceu, ela passaria o resto de sua vida no Hospital Sr. Mungos para Doenças e Acidentes Mágicos.

Seguido da prisão de Percival, sua esposa Kendra Dumbledore mudou-se de onde o ataque aconteceu para Godric’s Hollow, onde manteve sua filha em extremo segredo, e só a deixava sair ao final da noite.

Na biografia de Rita Skeeter, A Vida e as Mentiras de Alvo Dumbledore, ela sugere que a vergonha de Kendra foi por ter produzido um aborto – um mago ou bruxa sem habilidades mágicas – o que a fez manter sua filha fora do vislumbre público. Ela alega que quando Alvo e Aberforth foram questionados sobre o por quê de sua irmã não estar em Hogwarts, eles foram ensinados pela mãe a dizer “Minha irmã é muito delicada para a escola.”

É claro que não era a falta de habilidades mágicas, mas a existência de uma boa quantidade de inconfrontável magia que estava na raiz do encarceramento de Ariana. Tragicamente, assim que Alvo graduou na escola e antes dele embarcar em uma viagem ao redor do mundo com seu amigo Eliphas Doge, sua mãe Kendra morreu como resultado das explosões mágicas de Ariana.

“Então, quando ela tinha quatorze anos… veja bem, eu não estava aqui – disse Aberforth. – Se eu estivesse aqui, eu poderia tê-la acalmado. Ela teve uma série de suas crises, e minha mãe já não era mais tão jovem, e… foi um acidente. Ariana não podia controlar isso. Mas minha mãe foi morta.”
– Harry Potter e as Relíquias da Morte

Alvo cancelou sua viagem e retornou para casa para cuidar de Ariana, insistindo que seu irmão mais novo continuasse seus estudos em Hogwarts. Mas o jovem Alvo, que estava planejando suas viagens e sua brilhante carreira, estava ressentido em ficar preso a uma casa em Godric’s Hollow com uma irmã que precisava de cuidado constante.

“Eu era talentoso, brilhante. Eu queria escapar. Queria brilhar. Queria glória. Não me interprete mal, – ele disse, e a dor cruzou sua face de tal forma que agora ele parecia velho de novo. – Eu os amava. Amava meus pais, amava meu irmão e minha irmã, mas eu era egoísta, Harry, mais egoísta que você, que é uma pessoa notavelmente altruísta, pode imaginar.”
“Tanto que, quando minha mãe morreu, e eu fiquei responsável por uma irmã deteriorada e um irmão teimoso, eu retornei a minha vila com raiva e amargura.
Enjaulado e desperdiçado, eu pensei! E então, é claro, ele veio…”
 – Harry Potter e as Relíquias da Morte

“Ele” é Gellert Grindelwald, é claro, o brilhante bruxo que deveria ter ganho o título de maior bruxo das trevas do último século se Voldemort não tivesse o tirado do posto uma geração depois.

Grindelwald fez amizade com o Alvo de 17 anos quando ele veio para ficar com sua tia avó Bathilda Bagshot, durante o verão após a morte de Kendra. A dupla se tornou inseparável enquanto compartilhavam ideias para uma “nova ordem bruxa” e criaram uma obsessão com as Relíquias. Mas Aberforth sentiu que a amizade de Alvo com Grindelwald deixou Ariana abandonada. Ele os desafiou e a argumentação se tornou uma luta com consequências devastadoras.

Eu puxei a minha varinha, ele puxou a dele, e a Maldição Cruciatus foi usada em mim pelo melhor amigo do meu irmão… e Alvo tentou pará-lo, e então nós três estávamos duelando, e os jatos de luz e explosões deixaram-na fora de ação, ela não podia suportar aquilo… – A cor da face de Aberforth foi sugada como se ele tivesse sofrido uma ferida mortal. – E acho que ela queria ajudar, mas ela não sabia realmente o que estava fazendo, e eu não sei qual de nós fez aquilo, pode ter sido qualquer um de nós – e ela estava morta.”
– Harry Potter e as Relíquias da Morte

Precisamente, quem lançou o feitiço que matou Ariana ainda não é claro, embora quando Harry encontra Alvo Dumbledore em King’s Cross, depois de ter sido quase morto durante a Batalha de Hogwarts, o velho diretor sugere fortemente que foi Grindelwald quem conjurou o feitiço mortal.

“Grindelwald perdeu controle. Aquilo que eu sempre senti nele, embora tenha fingido não sentir, agora se mostrara como um ser terrível. E Ariana… depois de todo o cuidado de minha mãe… jazia morta sobre o chão.”
– Harry Potter e as Relíquias da Morte

Foi em uma “luta ao lado do caixão” no funeral de Ariana que o diretor de Hogwarts teve seu nariz quebrado por seu furioso irmão, Aberforth. Os irmãos se reconciliariam em breve, mas os sentimentos de culpa e suas dores separadas parecem que nunca foram verdadeiramente dissipadas.

A decisão de Alvo de ir atrás de Grindelwald para impedir suas atrocidades anos depois, parece ter sido alimentada em parte pela morte de Ariana. Reconhecendo como seu julgamento foi obscurecido pela sua obsessão com as Relíquias, ele informou que recusaria o posto de Ministro da Magia.

O diretor de Hogwarts cometeu um último erro como resultado dos sentimentos de culpa que cercaram a morte de Ariana: ele colocou no dedo o anel amaldiçoado contendo a Pedra da Ressurreição que Voldemort transformou em Horcrux – um ato mal orientado, mas também compreensível.

“Eu o peguei e o coloquei, e por um segundo eu imaginei que estava prestes a ver Ariana, e minha mãe, e meu pai, e dizê-los o quanto, quanto arrependido estava…”
 – Harry Potter e as Relíquias da Morte

O esclarecimento se dá quando observamos que Ariana aos seis anos tinha magia, logo não se tratava de um aborto. E após o trauma que sofreu, sua magia ficou retida, assim como nos obscuriais, ou seja, Ariara era portadora do Obscurus, que conhecemos no filme Animais Fantásticos e Onde Habitam. Contudo são apenas especulações, só teremos certeza do que ocorreu no decorrer da saga que promete se aprofundar na história de Alvo e Gellert.

Revisado por: Bruna Vieira.

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Crítica | 1917 “Um primor do cinema que te leva o cheiro de morte”

O filme acontece no dia 6 de abril de 1917, o mesmo dia no qual os Estados Unidos da América entraram oficialmente na Guerra.

Sil Fuchs

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“1917”, da Universal Studios, apesar de ser um filme sobre 1ª Guerra, é um filme surpreendente bonito que já ganhou 2 Golden Globe e 3 Critic’s Choice Awards além de estar concorrendo a outros grandes prêmios.

O filme nos leva para a Guerra com a sensação de fazermos parte da jornada dois jovens soldados Blake (Dean-Charles Chapman) e Sco (George MacKay), por entre as trincheiras mais fétidas, lama e morte por todos os lados. É através dos olhos dos dois cabos que Sam Mendes, diretor, escritor e produtor do filme, nos mostra o horror da guerra. 

Mendes tratou “1917” com um cuidado primoroso e dedicou o filme a seu avô Alfred Mendes que serviu pela Grã-Bretanha, na 1ª Brigada de Rifles na Região de Flandres, França. Alfred foi quem lhe contou histórias sobre a Guerra inspirando-o assim a fazer esse filme. Nesse período a guerra era praticamente apenas de trincheiras para todos os lados. Sam e o incrível diretor de fotografia, Roger Deakins, conseguiram com muito sucesso mostrar como era a vida nessas trincheiras logo no começo do filme. A fotografia mostra quilômetros de terra, lama e um horizonte cinza. 

Alguns acreditam que Roger e Sam usaram do conhecido plano sequência quando uma cena ou filme é filmada sem parar e portanto sem cortes, para rodar o filme. Entretanto, para a sorte dos telespectadores, a técnica usada é a do plano longo. Um plano sequência, seria impossível em tempo real pois a distância que os personagens precisam percorrer é de 150km, o equivalente a 8h de filme! Mas Roger trabalha sua magia fotografando de forma que na edição os cortes são imperceptíveis, e nos mantém presos na cadeira nas quase duas horas de filme.

Algumas cenas são lindas como uma cena com flores de cerejeiras, mas a real “beleza” é como trataram os horrores da guerra: trincheiras, muito arame farpado, corpos, lamaçais, cidades destruídas e um céu cinzento, feio, cheio de poeira, que praticamente cheira a pólvora e cinzas. É agradecer que o cinema com cheiro ainda não é uma realidade. Mais vale parar para apreciar cada detalhe com o qual foi feito o filme. 

A história começa com o fictício General Erinmore (Colin Firth) convocando Thomas Blake e seu colega William Schofield, dois rapazes com pouco mais de 21 anos mas já há 3 anos sobrevivendo nas trincheiras inglesas, para levarem uma mensagem ao Sargento Mackenzie (Bennedit Cumberbatch), que comanda os “Devons”, 2º Batalhão do Regimento de Devonshire, com mais ou menos 1600 homens, entre eles o irmão mais velho de Blake.

A mensagem, enviada pela inteligência da aeronáutica Britânica, diz para que as tropas não ataquem pois estariam caindo em uma armadilha preparada pelos alemães. O local para o qual os cabos devem levar a carta é uma floresta que próxima a Écoust-Saint-Mein – um vilarejo real que, apesar de destruído durante a guerra, hoje homenageia seus mortos em 3 cemitérios históricos. Durante a 1ª GM, após os alemães perderem em duas batalhas no fronte ocidental, realmente existiu uma “retirada” das tropas alemãs, ou “Hunos” – forma como os britânicos chamavam os alemães por conta de suas barbaridades – dessa região.

Os rapazes devem atravessar esse território recém abandonado pelo inimigo e uma área de constantes ataques, se colocando em perigo extremo por não saberem o que irão encontrar pela frente. Afinal, a recuada estratégica da Alemanha não parecia fazer muito sentido para as tropas Britânicas. Entretanto Blake, além de saber que cada minuto é fundamental, tem o objetivo de chegar o mais rápido possível para tentar salvar a vida do irmão, e mostra que não irá ser detido por praticamente nada, ignorando muitas vezes até os avisos de seu companheiro Sco. 

Pouco aprendi no colégio sobre a 1ª Guerra, uma guerra de batalhas sangrentas e que chegou ao seu fim, por falta de contingente. E uma das frases mais marcantes do épico é dita por Cumberbatch: “Essa Guerra só irá acabar quando sobrar apenas um homem em pé”.

Aliás existe entre os historiadores a crença de que a 2ª Guerra Mundial na verdade foi uma continuação direta da 1ª, no sentido de que era necessária uma geração de novos soldados para lutar. 

O filme acontece no dia 6 de abril de 1917, o mesmo dia no qual os Estados Unidos da América entraram oficialmente na Guerra. Para mim, esse é um dos fatos sutis que mostra o quanto de cuidado, atenção e detalhes Mendes usou pois, apesar de os EUA ou os americanos não terem nenhuma importância na jornada de Blake e Sco, é uma escolha curiosa no cenário atual político. Inclusive com a ameaça de guerra entre Irã e EUA, é complicado não olhar para o passado e perguntar: o que ainda estamos fazendo de errado, e eu acredito que é aí que entra a relevância de 1917, um filme épico sobre uma guerra complicada que destruiu a Europa, uma geração de homens e que realmente não chegou a solução nenhuma. Especialmente por ser escrito e dirigido pela mesma pessoa acho que é o melhor trabalho de Sam apesar de minha história preferida dele ser Revolutionary Road.

Sam Mendes nos mostra com uma perfeição assustadora os efeitos devastadores daquela qual seria “A guerra para acabar com todas as guerras” e é nos olhos do personagem de William que vemos o que uma batalha pode fazer com um homem, a falta de esperança, o desespero, a pergunta clássica de se vale a pena seguir adiante para apenas mais mortes e destruição quando o grande prêmio para o soldado muitas vezes é “apenas um pedaço de metal com uma fita”.

1917 estreia em 23 de janeiro nos cinemas.

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Crítica – Um Espião Animal “uma paródia dos filmes de espionagem”

Com referências interessantes para o público pré-adolescente o longa deve agradar o seu público alvo.

Daiane de Mário

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O novo longa Um Espião Animal Nick Bruno e Troy Quane é baseado no curta metragem Pigeon: Impossible que mostra um pombo que após ir atrás de uma rosquinha acaba ficando preso em uma mala super armada que leva o pombo e um agente especial a brigarem por comida.

Em Um Espião Animal teremos a chance de conferir a história de amizade entre dois personagens que são o completo contrário um do outro, Lance Sterling (Will Smith) e Walter (Tom Holland). Lance Sterling é o típico agente secreto no maior estilo 007, super famoso dentro da agência, resolve tudo na base da porrada e é praticamente infalível em suas missões. Já Walter, é um gênio das engenhocas e acredita que pode sim fazer a diferença salvando o mundo sem necessariamente partir para a violência.

A trama do filme gira em torno da construção do relacionamento dos dois a partir do momento em que Lance é acusado de ter cometido um crime e após demitir Walter acaba indo bater na casa do “esquisito” para que ele o ajude a se tornar invisível, no entanto, Lance acaba tomando uma solução misteriosa e se torna um pombo.

A partir dessa premissa os dois são perseguidos por várias partes do mundo tentando provar a inocência de Lance enquanto protagonizam várias cenas de ação no maior estilo dos grandes filmes de espionagem como Missão Impossível e 007, o que pode ser um pouco demais para o público abaixo dos 10 anos.

O longa é recheado de referências ao mundo dos pré-adolescentes, em sua maioria meninos, como memes, gatinhos da internet e algumas frases que com certeza não passarão batido por eles, o que pode fazer com que o público menor fique meio que “boiando” na sala de cinema.

O grande problema de Um Espião Animal são seus vilões, que mesmo protagonizando boas cenas de ação, não convencem, são genéricos demais e sem um propósito maior.

Vale seu ingresso? Sim, numa tarde de férias para assistir com as crianças vale à pena.

Um Espião Animal chega aos cinemas dia 23 de janeiro.

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A Fox morreu; Disney muda o nome do estúdio para 20th Century Studios

Em um movimento adicional para garantir o domínio de sua marca a todo custo, a Disney removeu “Fox” de seus estúdios de cinema relacionados à Fox

Edi

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Em um movimento adicional para garantir o domínio de sua marca a todo custo, a Disney removeu “Fox” de seus estúdios de cinema relacionados à Fox. A 20th Century Fox e a Fox Searchlight Studios agora serão renomeadas como “20th Century Studios” e “Searchlight Pictures”.

Segundo a Variety, os logotipos “não serão dramaticamente alterados, apenas atualizados. A mudança mais notável é que a palavra “Fox” foi removida das marcas do logotipo. Caso contrário, os elementos de assinatura – luzes giratórias de klieg, monólito, alarde triunfal – permanecerão os mesmos” Ainda não há nenhuma palavra sobre o que acontecerá com o nome da Fox da televisão.

Talvez isso fosse inevitável com a aquisição da Disney, mas ainda dói. A 20th Century Fox foi formada após uma fusão entre a Twentieth Century Pictures e a Fox Film Corporation, em 1935. Mas essa história não era páreo para a ênfase da Disney no branding e para o sentimento de que a marca Fox não era propícia à ênfase do Rato. 

E, para ser sincero, a Fox era um estúdio disposto a fazer filmes para adultos, enquanto a Disney sempre terceirizava esse material para a Touchstone Pictures ou a Miramax. Presumivelmente, esse material adulto agora vai apenas para a Searchlight Pictures.

Para a Disney, é muito melhor apagar o nome “Fox” da história. Embora eu duvide que a Disney vá tão longe a ponto de alterar o logotipo de filmes mais antigos, a morte da Fox agora parece completa, e agora vai refazer o catálogo e, ocasionalmente, usá-lo para lançar um filme ocasional. 

Embora a perda do nome da Fox seja obviamente menor em comparação com todos os funcionários que perderam o emprego e como o mercado será afetado pela perda de um grande estúdio, a morte da 20th Century Fox e da Fox Searchlight dói para os fãs da história do cinema .

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