BABYQUEEN, grupo de K-pop feito por IA, inventou gravidez de integrante para afastá-la do grupo

BABYQUEEN, grupo de K-pop feito por IA, inventou gravidez de integrante para afastá-la do grupo

BABYQUEEN virou alvo de críticas após criadores inventarem a gravidez de uma integrante de IA para retirá-la do grupo.

Por
Ed Rezende
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.

Uma história inusitada envolvendo o grupo virtual BABYQUEEN chamou atenção nas redes sociais chinesas. Os criadores anunciaram que uma das integrantes da formação, a personagem Mity, estava grávida e entraria em licença-maternidade para cuidar da saúde.

O anúncio foi publicado pela BABYPVSSY Entertainment, empresa fictícia responsável pelo projeto, e rapidamente viralizou. Segundo relatos, a publicação ultrapassou 78 milhões de visualizações e gerou intensa repercussão entre fãs de K-pop e curiosos.

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O que parecia ser apenas uma notícia bizarra ganhou novos contornos quando os responsáveis pelo projeto revelaram que a gravidez nunca existiu (ora pôs). Na verdade, a história teria sido criada para justificar o afastamento temporário da personagem do grupo.

A decisão provocou críticas nas redes sociais. Muitos usuários questionaram como uma integrante criada por inteligência artificial poderia engravidar, enquanto outros acusaram os criadores de banalizar experiências reprodutivas femininas ao utilizar a gravidez como estratégia narrativa.

BABYQUEEN

Segundo a Sixth Tone, a repercussão negativa aumentou após uma publicação, posteriormente apagada, revelar o verdadeiro motivo da saída de Mity. Os criadores afirmaram que administrar várias personalidades de IA ao mesmo tempo havia se tornado cansativo e que precisavam encontrar uma justificativa para reduzir a carga de trabalho.

“Somos apenas algumas garotas que gostam de K-Pop, e ainda somos estudantes”, explicaram os responsáveis pelo projeto, acrescentando que já enfrentaram episódios de assédio online e que não obtiveram lucro com a iniciativa.

BABYQUEEN se tornou mais conhecida pela polêmica envolvendo sua integrante virtual do que pela música, reacendendo debates sobre os limites do uso de inteligência artificial no entretenimento.

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